Tipo criado

De CriaçãoWiki, a enciclopédia da ciência da criação.
(Redireccionado de Tipos)
Dog varieties.jpg

Tipos criados são definidos pela biologia criacionista como organismos que partilham de um ancestral comum. O termo se refere ao relato de Gênesis da semana da criação, durante a qual Deus criou vários tipos de plantas e animais. Eles são também referidos como "tipos originais", "tipos de Gênesis", e mais formalmente pelos cientistas criacionistas como baramins. O termo baramin foi cunhado em 1941 por Frank Marsh, a partir das palavras em hebraico ברוֹא, bara (criar) e מִין, min (tipo, ou "espécie", conforme as versões bíblicas em português). O estudo do baramin (conhecido como Baraminologia) é um campo do criacionismo científico em rápido crescimento, envolvido com a identificação dos tipos criados.[1]

História do Conceito

O conceito de "tipo criado" origina-se do livro de Gênesis, da Bíblia, onde é mencionado pela primeira vez no capítulo 1.

"A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro... E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto. E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi." Gênesis 1:12-24

Em contraste com o princípio evolutivo da ancestralidade comum, os biólogos criacionistas argumentam que os organismos foram criados em um número finito de formas descontinuas como descrito na Bíblia, as quais se diversificaram subsequentemente através de especiação e microevolução. Há muita incerteza sobre o que exatamente a Bíblia quer dizer quando trata de "tipos". A palavra original em Hebraico min é usada para descrever uma variedade de organismos. Porém, os criacionistas estão de acordo que a expressão se refere a uma barreira distinta entre diferentes tipos ou organismos e um limite na variação.

Em The Genesis Record, (1976) Henry Morris afirma:

É significativo que a expressão “segundo o seu tipo” ocorre dez vezes no primeiro capítulo de Gênesis. Seja o que for precisamente pretendido com o termo “tipo” (Hebraico min), ele indica as limitações da variação. Cada organismo era para se reproduzir segundo seu próprio tipo, não segundo algum outro tipo.[2]

Os primeiros criacionistas usaram a palavra "espécie" (palavra do Latim para "tipo") para o conceito de "tipo criado" referido na Bíblia. O conceito de "fixidez de espécies" persistiu nas mentes de cientistas e leigos por algum tempo, apesar da definição mais estreita de espécie adotada mais tarde, como é ilustrado quando Henry Morris continua:

Provavelmente vai ser descoberto eventualmente que o min [Palavra Hebraica para tipo] muitas vezes é idêntico a "espécie", às vezes a "gênero," e possivelmente de vez em quando a "família".[2]

O teólogo Russell Mixter tece comentários sobre este ponto de vista inicial:

Não se deve insistir que "tipo" significa espécie. O termo "tipo" tal como utilizado na Bíblia pode ser aplicado a qualquer animal que pode ser distinguido, de uma maneira ou outra, ou ele pode ser aplicado a um grande conjunto de espécies distinguíveis de um outro grupo ... há muito espaço para diferenças de opinião sobre o que são os tipos de Genesis.[3]

Devido a uma melhor compreensão da especiação, é agora amplamente reconhecido pelos criacionistas que o processo foi uma parte regular da evolução dos tipos criados. Em contraste com as opiniões anteriores, hoje a maioria dos cientistas criacionistas observam a comparação inversa à Morris, igualando o nível de "família" como na maioria das vezes idêntico aos tipos da Bíblia, por vezes, o "gênero", e possivelmente só de vez em quando com a "espécie".

Em 1941, o biólogo criacionista Frank L. Marsh propôs que o tipo criado bíblico poderia ser definido em termos de reprodução. Ele argumentou que duas criaturas que podem acasalar com sucesso devem ter descendido do mesmo tipo. Essa ideia foi adotada para apoiar a prática da baraminologia, a tentativa de identificar os tipos criados.[1] Os poucos criacionistas que trabalham na baraminologia tentaram derivar um conjunto consistente de regras para estabelecer quando esse critério é satisfeito. O microbiologista e criacionista Siegfried Scherer refinou os critérios para dizer que se duas criaturas podem formar híbridos com a mesma terceira criatura, elas são todas membros do mesmo "tipo básico". Então todos os membros de um anel de espécies seriam membros do mesmo tipo. Scherer também atualizou a explicação de Marsh de verdadeira fertilização:

Dois indivíduos pertencem ao mesmo tipo básico se a embriogênese de um híbrido continua além da fase materna, incluindo a posterior expressão coordenada de ambos os genes morfogenéticos maternos e paternos.

Atribuir os tipos a um determinado nível da hierarquia taxonômica moderna se revelou problemático, na medida em que os pressupostos evolutivos influenciaram o sistema de classificação. Como resultado, os tipos não coincidem de uma forma consistente com qualquer nível de taxonomia particular. No entanto, hoje a maioria dos cientistas criacionistas identificam o nível de classificação de família (como Felidae), como o mais freqüentemente sinônimo de baramin, enquanto que para outros, como os seres humanos, coincide com o nível de gênero (homo).

Diversificação de Tipos

Ficheiro:Createdkinds.jpg
A medida que subpopulações se tornam isoladas, cada grupo é menos diverso que a população antepassada; algumas combinações de gene podem ser totalmente perdidas.

O tipo criado é baseado em uma ideia de que os organismos foram criados com a habilidade inata para variar muito, e processos evolutivos são meramente os meios pelos quais essa informação genética é expressa.

Cada tipo original foi criado com uma vasta quantidade de informação. Deus fez com a certeza de que as criaturas originais tiveram variedade suficiente em suas informações genéticas de forma que seus descendentes poderiam se adaptar à uma grande variedade de ambientes.[4]

A árvore filogenética criacionista é semelhante em forma e função à árvore evolucionista, mas carrega duas diferenças importantes.

  • Primeiro, enquanto a árvore evolucionista remonta a vida de volta a uma célula única, a árvore da biologia criacionista remonta a vida a um número de populações não relacionadas que se assemelham às formas de vida de hoje. O modelo evolucionista é de uma única árvore monofilética, enquanto o modelo criacionista contém muitas árvores polifiléticas. Os que tendem a apoiar uma origem polifilética da vida são frequentemente chamados pluralistas padrão.[5]
  • Segundo, enquanto a árvore evolutiva credita a mudança evolutiva a um aumento na diversidade genética dos organismos simples aos mais complexos, a árvore da biologia criacionista credita a mudança pequena mutacional ao rearranjo e expressão da variação genética que estava "embutida" aos tipos originais;

Muitos criacionistas acreditam que mudança dentro de uma população é realizada somente através do rearranjo de informação pré-existente ou através da degradação do genoma criado.[6] Outros afirmam que os organismos foram projetados com uma maquinaria molecular capaz de editar genes, adicionando novos alelos à população, o que gera diversidade.[7] É geralmente acordado que seleção natural, isolamento reprodutivo (especiação), e deriva genética são efetivos em levar à formação de populações que são altamente adaptadas ao seu ambiente. Especiação e deriva genética acredita-se terem ocorrido em altas frequências durante a dispersão imediatamente após o dilúvio global.

O modelo bíblico da criação/Queda/Dilúvio/migração iria também prever a formação rápida de novas variedades e mesmo espécies. Isso porque todas as variedades modernas de vertebrados terrestres têm de ter descendido de comparativamente poucos animais que desembarcaram da arca há apenas cerca de 4.500 anos. Em contraste, Darwin pensava que este processo normalmente levaria eras. Acontece que a própria evidência afirmada pelos evolucionistas como apoio à sua teoria apoia o modelo bíblico.[8]

A seleção é usada para explicar a diversificação de distintas espécies tanto por criacionistas como por evolucionistas. Imagine um pequeno pool genético no qual há genes para olhos azuis e castanhos espalhados de forma igual pela população. Em tal situação, algumas pessoas irão nascer com olhos castanhos e outras com olhos azuis. Porém, se parte da população se separa do grupo principal, e a população menor tem somente o gene para olhos castanhos, então os descendentes dessa população menor terá somente olhos castanhos. A característica para olhos castanhos se tornou "fixa" na população isolada.

Muitos criacionistas acreditam que a formação das raças foi também um resultado deste processo. A população a bordo da arca acredita-se ter sido uma população híbrida contendo as características genéticas de todas as raças. Quando a população se espalhou sobre a Terra depois do dilúvio, pools genéticos se tornaram isolados e começaram a se adaptar diferentemente às regiões nas quais se estabeleceram.[9] Por exemplo, a cor da pele se tornou mais branca por seleção natural, de forma que populações do norte desenvolveram peles mais brancas para produzir vitamina D em áreas mais destituídas de sol, enquanto populações equatoriais desenvolveram peles mais escuras para protegê-los dos efeitos nocivos do sol. Como resultado do isolamento populacional, as características raciais se tornaram "fixas" nas respectivas populações, resultando nas raças características observáveis hoje.

Limites Entre Tipos

Maior parte da controvérsia com relação aos tipos criados gira em torno dos limites reivindicados entre os tipos -- a posição de que os tipos são não relacionados. Os que desafiam a biologia criacionista frequentemente questionam qual base os biólogos criacionistas têm para afirmar que tais limites existem, ou para determinar quais limites são esses.

O projeto de determinar os limites precisos entre os tipos não é fácil, porque é essencialmente um projeto histórico, no qual a evidência é estritamente limitada pela evidência disponível hoje. Este problema é análogo aos problemas em se construir árvores filogenéticas, onde biólogos evolucionistas lutam para determinar qual critério deveria ser usado na determinação de como a vida está relacionada.

Criacionistas geralmente asseveram que conclusões sobre ancestralidade comum deveriam ser esboçadas somente se houver evidência substancial para apoiar a conclusão. Ou seja, não se deveria presumir que formas de vida são relacionadas, mas deveria-se ter essa posição somente se há razão sólida para tal.

Na falta da habilidade de se observar diretamente a vida em sua forma original, a classificação dos tipos geralmente gira em torno da compatibilidade reprodutiva -- isto é, tipos criados são geralmente vistos tendo ancestralidade comum se são reprodutivamente compatíveis. Assim, humanos e sapos são considerados tipos diferentes porque não são de qualquer forma compatíveis reprodutivamente, enquanto as raças Africanas e Europeias são consideradas claramente do mesmo tipo, porque são totalmente compatíveis reprodutivamente.

Outros critérios para ancestralidade comum são rejeitados. O mero fato de que organismos estão vivos não é visto como evidência de ancestralidade comum, porque não há qualquer evidência disponível para refutar a possibilidade de que a vida se originou em várias formas não relacionadas. Similaridades genéticas e fisiológicas não são vistas como evidência de ancestralidade comum, porque não há qualquer evidência disponível para refutar a possibilidade de que as similaridades genéticas são um resultado de um design semelhante sendo usado em diferentes "tipos."

Desde 2001, biólogos criacionistas no Baraminology Study Group estão desenvolvendo um novo método para demarcar os tipos criados. O novo método envolve a aplicação de dados de características morfológicas para criar um "espaço de característica biológica," que pode então ser usado para determinar continuidade e descontinuidade entre espécies, e em última análise determinar "trajetórias biológicas". Cientistas criacionistas geralmente reconhecem que tipos são uma forma de clado já que tipos criados se referem a ancestralidade comum. A Baraminologia, ou a tentativa de classificar a vida de acordo com os tipos criados, é portanto o equivalente criacionista da cladística.

"'Guardareis os meus estatutos; não permitirás que se ajuntem misturadamente os teus animais de diferentes espécies; no teu campo, não semearás semente de mistura, e veste de diversos estofos misturados não vestireis.'" - Levítico 19:19

Identificação

Para entender a verdadeira história da vida na Terra, é importante que biólogos criacionistas identifiquem os organismos que foram criados no princípio. Geralmente se assume que o "tipo criado" é análogo a taxonomia de Família, embora numerosas exceções certamente existem. Uma lista canônica de tipos não foi construída e identificações são extremamente provisórias (com exceção dos humanos, nos quais há um forte consenso criacionista). Baraminologistas se baseiam em várias fontes de informação para identificar os tipos criados, o que inclui registros bíblicos, dados de hibridização, e o registro fóssil.

É muito importante não confundir o "tipo criado" com o uso moderno da palavra espécie. Embora animais como a raposa e o coiote possam ser considerados diferentes espécies taxonômicas, eles são ainda parte do mesmo "tipo" de animal. Pensa-se que o tipo criado é mais frequentemente sinônimo do nível de "Família" de classificação na hierarquia taxonômica; pelo menos em mamíferos; e ocasionalmente ele pode se estender até o nível de ordem. Aqui estão alguns exemplos:

Assim, o tipo criado corresponde grosseiramente ao nível de família da classificação taxonômica, e possivelmente até ao nível de ordem, com a notável exceção dos humanos onde o gênero é representante.[10]

Dados de Hibridização

Criacionistas vêem a compatibilidade sexual como sendo um dos melhores indicadores físicos de que organismos pertencem ao mesmo baramin (tipo criado).[11] Isso é baseado em grande parte nas observações de que a compatibilidade diminui ao longo do tempo em espécies relacionadas devido à deriva genética. A Bíblia também afirma que Deus criou organismos com semente neles, conforme a sua espécie. Portanto, a habilidade de espécies geneticamente diferentes em acasalar pareceria indicar que eles estão relacionados. Um híbrido é a progênie que resulta de tal acasalamento.

A hibridização se refere especialmente à reprodução humana de plantas ou animais de diferentes raças ou espécies, embora variedades selvagens sejam reconhecidas. Plantas híbridas são criadas quando o pólen de um tipo de planta é usado para polinizar uma variedade inteiramente diferente, resultando em uma nova planta. Esse tipo de cruzamento mostra que o tipo criado é mais amplo do que a designação de espécie, e frequentemente sinônimo do nível de família da classificação taxonômica.

Para auxiliar na identificação dos baramins, uma base de dados de casos conhecidos de reprodução inter-éspecies é necessária. Para atender a essa necessidade, Ashley Robinson e Todd Wood começaram uma base de dados, acessível da Internet, de referências publicadas para tais híbridos interespecíficos. Esta importante ferramenta de pesquisa da Ciência da Criação é chamada HybriDatabase.[12] A base de dados é hospedada e mantida pelo Center for Origins Research (CORE) no Bryan College; ela contém atualmente quase 5000 registros de hibridização.

Exemplos de híbridos:

Bertram, o Ligre, é um híbrido (um cruzamento entre um leão e uma tigresa).
  • A Mula—um cruzamento entre uma égua e um jumento.
  • O Ligre—um cruzamento entre um leão e uma tigresa.
  • A Golfeia Kekaimalu é um híbrido fértil de dois gêneros diferentes, a Falsa-orca e o Golfinho-nariz-de-garrafa. A própria Kekaimalu deu à luz um filhote, mostrando que ela era um híbrido fértil. Portanto, essas criaturas classificadas como gêneros diferentes são na verdade uma única espécie politípica.
  • Bos (gado verdadeiro) e Bison (Búfalo americano) podem produzir um híbrido chamado Cattalo. Bos e Bison são também, portanto, a mesma espécie politípica embora sejam classificados como diferentes gêneros.
  • Brassica e Raphanus são dois gêneros de plantas diferentes que hibridizam para o que foi dado um novo nome genérico, Raphanobrassica.
  • O criacionista Don Batten ajudou a criar um híbrido das espécies de fruta lichia (Litchi chinensis) e longan (Dimocarpus longan), mais uma vez, de gêneros diferentes.

Registro Fóssil

Para identificar se uma variedade em particular foi criada ou evoluiu, baraminologistas comparam organismos vivos com aqueles visíveis no registro fóssil (que os criacionistas interpretam como tendo sido majoritariamente estabelecido durante o dilúvio). Criacionistas reconhecem que organismos mudam dramaticamente ao longo do tempo, e muitas espécies novas se desenvolveram desde a criação. Porém, também é visto como improvável que qualquer variedade específica teria evoluído independentemente antes e também depois do grande dilúvio. Portanto, acredita-se ser assumível que qualquer organismo vivo hoje, que tem ancestrais óbvios no registro fóssil, é um tipo criado.

Referências Bíblicas

Criação

Infelizmente, as descrições dos tipos de plantas e animais formados durante a semana da criação são muito gerais, e não fornecem nenhuma definição específica que ajudaria com a identificação dos tipos criados.

"E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi. E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom. E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi. E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie e árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E foi a tarde e a manhã: o dia terceiro." - Gênesis 1:9-13

"E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E foi a tarde e a manhã: o dia quinto." - Gênesis 1:20-23

"E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento. E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi. E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto." - Gênesis 1:24-31

Resumo dos tipos originais detalhados no relato da criação, encontrado em Gênesis 1 :

  • Muitos tipos de plantas que dão fruto;
  • Muitos tipos de árvores que dão fruto;
  • Muitos tipos de grandes criaturas marinhas;
  • Muitos tipos de organismos aquáticos sésseis e móveis;
  • Muitos tipos de aves;
  • Muitos tipos de gado;
  • Muitos tipos de insetos, e;
  • Muitos tipos de animais selvagens.

O Dilúvio

Referências adicionais aos tipos estão presentes durante a descrição do dilúvio global, mas, novamente, essas declarações são tão gerais que não fornecem nenhuma definição específica. Só podemos ter certeza que muitas espécies de cada categoria ampla de animais estava presente a bordo da arca. Por exemplo, sabemos que havia muitas aves devido à declaração "todo pássaro de toda qualidade". Porém, não podemos estar certos de que Deus criou apenas uma espécie de ave como as "ave de rapina", ou várias espécies diferentes. Da mesma forma, havia muitas aves aquáticas ou apenas uma? Animais podem mudar tão dramaticamente ao longo do tempo que fazer tal determinação é extremamente difícil. Se tão somente Noé tivesse fornecido aos modernos baraminologistas um manifesto completo!

"E, no mesmo dia, entrou Noé, e Sem, e Cam, e Jafé, os filhos de Noé, como também a mulher de Noé, e as três mulheres de seus filhos, com ele na arca; eles, e todo animal conforme a sua espécie, e todo gado conforme a sua espécie, e todo réptil que se roja sobre a terra conforme a sua espécie, e toda ave conforme a sua espécie, todo pássaro de toda qualidade. E de toda carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para Noé na arca. E os que entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor a fechou por fora." - Gênesis 7:13-16

As únicas menções específicas ao tempo do dilúvio são à pomba e ao corvo, que Noé usou para testar se a terra tinha secado suficientemente. Dessa referência podemos concluir suficientemente que havia de fato muitas aves a bordo da arca.

"E aconteceu que, ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito. E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram de sobre a terra. Depois, soltou uma pomba, a ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra. A pomba, porém, não achou repouso para a planta de seu pé e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e meteu-a consigo na arca." - Gênesis 8:6-9

Outras Referências Bíblicas

Há outras menções de plantas e animais no Antigo e no Novo Testamentos, mas a cautela deve ser dada a se aceitar essas menções como baramin. Dada a rapidez com a qual pode ocorrer a especiação e a diversificação, é possível que muitos dos animais listados em outros lugares na Bíblia desenvolveram desde o dilúvio global. Por exemplo, a lista de animais puros e impuros em Deuteronômio 14 contém referências ao milhafre-real e ao milhafre-preto, que provavelmente devem ser vistos como pertencentes ao mesmo baramin (tipo criado). Ela também lista várias espécies de corujas, incluindo a coruja-da-palestina, que pode-se argumentar que se adaptou a condições que não existiam antes do dilúvio.

"Nenhuma abominação comereis. Estes são os animais que comereis: o boi, o gado miúdo das ovelhas, o gado miúdo das cabras, o veado, a corça, o búfalo, a cabra montês, o texugo, o boi silvestre e o gamo. Todo animal que tem unhas fendidas, que tem a unha dividida em duas, que remói, entre os animais, isso comereis. Porém estes não comereis, dos que somente remoem ou que têm a unha fendida: o camelo, a lebre e o coelho, porque remoem, mas não têm a unha fendida; imundos vos serão. Nem o porco, porque tem unhas fendidas, mas não remói; imundo vos será; não comereis da carne destes e não tocareis no seu cadáver. Isto comereis de tudo o que há nas águas: tudo o que tem barbatanas e escamas comereis. Mas tudo o que não tiver barbatanas nem escamas não o comereis; imundo vos será. Toda ave limpa comereis. Porém estas são as de que não comereis: a águia, o quebrantosso, o xofrango, o abutre, a pega e o milhano, segundo a sua espécie; e todo o corvo, segundo a sua espécie; o avestruz, o mocho, o cuco e o gavião, segundo a sua espécie; e o bufo, a coruja, a gralha, o cisne, o pelicano, o corvo-marinho, a cegonha, a garça, segundo a sua espécie, a poupa, e o morcego. Também todo réptil que voa vos será imundo; não se comerá. Toda ave limpa comereis." - Deuteronômio 14:3-20

Referências

  1. 1,0 1,1 Baraminology—Classification of Created Organisms By Wayne Frair. Creation Research Society Quarterly 37(2), pp.82-91. Setembro de 2000.
  2. 2,0 2,1 Morris, H., The Genesis Record, Grand Rapids MI: Baker Books, 1976. p63.
  3. The Concept of "Kinds" In Scyipture* [sic] by J. Barton Payne. Journal of American Scientific Affiliation 10:17-20. dezembro de 1958.
  4. Sarfati, Jonathan. Refuting Evolution 2 Chapter 4 - Argument: Natural selection leads to speciation. Greenforest AR: Master Books, 2002. (p77)
  5. Doolittle WF and Bapteste E. "Pattern pluralism and the Tree of Life hypothesis." Proc. Nat. Acad. Sci. 104(7):2043-2049, January 29, 2007. doi:10.1073/pnas.0610699104 Accessed October 16, 2008.
  6. Sarfati, p56
  7. Genetic Variability by Design by Chris Ashcraft. Journal of Creation 18(2) 2004.
  8. Sarfati, p79.
  9. Sarfati, p81
  10. Mammoth—riddle of the Ice Age por Jonathan Sarfati. Creation 22(2):10–15, March 2000.
  11. Sarfati, p77-78
  12. HybriDatabase Center for Origins Research, Bryan College.

Ligações externas