Especiação

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Especiação é o processo natural pelo qual novas espécies são formadas. Uma espécie é geralmente definida como uma população de ocorrência natural que é efetivamente ou potencialmente passível de intercruzamento e reprodutivamente isolada de outros grupos como tal (Ernst Mayr 1942).[1] A formação de uma nova espécie na maioria das vezes ocorre quando os membros de uma população estabelecida se separam, impedindo o acasalamento ou o fluxo genético entre os grupos. Organismos que já foram capazes de cruzar irão gradualmente desenvolver barreiras à reprodução quando segregados e expostos a pressões seletivas diferenciais. Esse processo resulta em dois ou mais grupos de organismos distintos geneticamente que não são mais capazes de cruzar (espécies).[2]

A especiação é o mecanismo principal responsável pela diversificação dos tipos criados de plantas e animais em muitos grupos fisicamente distintos (ver: evolução biológica). A formação de novas espécies tem sido uma parte frequente da história biológica em grande parte devido à diversidade ecológica da Terra. Organismos podem encontrar biomas dramaticamente diferentes depois de apenas uma migração curta, para o qual devem se adaptar. As mudanças genéticas que realizam essas adaptações podem tornar os grupos aparentados geneticamente incompatíveis de modo que a fertilização não seja mais possível.

A identificação da especiação é problemática, uma vez que é dependente da determinação da reprodutibilidade na natureza. Nomes de espécies separadas foram atribuídos a grupos que mais tarde se descobriu que podiam intercruzar, embora com pouca frequência. Outros foram estabelecidos como capazes de acasalamento em cativeiro, e ainda assim nenhum indício de reprodução natural é conhecido. Apesar dessas dificuldades, a especiação é uma estrutura teórica importante para a compreensão da história da vida na Terra, e um dos principais temas da biologia evolucionista e criacionista.

História criacionista

Os primeiros criacionistas assumiram que as espécies eram fixas e imutáveis​​, e as consideravam como sinônimo dos tipos criados referidos na Bíblia, como é ilustrado no The Genesis Record (1976) quando Henry Morris afirma:

Provavelmente vai ser descoberto eventualmente que min [Palavra Hebraica para tipo] frequentemente é idêntico a "espécie", às vezes a "gênero", e possivelmente de vez em quando a "família".[3]

No entanto, devido a uma melhor compreensão da especiação, é agora amplamente reconhecido pelos criacionistas que o processo pode ocorrer de forma rápida e tem sido uma parte normal do desenvolvimento dos tipos bíblicos. Em contraste com esses pontos de vista anteriores, a maioria dos cientistas criacionistas hoje vê o inverso; igualando o nível de "família" como na maioria das vezes idêntico aos tipos bíblicos, igualando os tipos algumas vezes a "gênero", e só possivelmente de vez em quando os igualando a "espécie".[4]

O modelo bíblico da criação/queda/dilúvio/migração também preveria a formação rápida de novas variedades e até mesmo espécies. Isso porque todas as variedades modernas de vertebrados terrestres devem ser descendentes de relativamente poucos animais que desembarcaram da arca apenas cerca de 4.500 anos atrás. Em contraste, Darwin pensou que esse processo normalmente levaria uma eternidade. Acontece que a própria evidência reivindicada pelos evolucionistas para apoiar a sua teoria apoia o modelo bíblico.[5]

Uma vez que simples barreiras geográficas de cruzamento proporcionam separação suficiente para iniciar a especiação e podem levar a mudanças dramáticas e irreversíveis, esse processo tem levado a uma grande dificuldade em identificar os tipos criados precisamente. Esse é talvez um dos maiores desafios para os biólogos criacionistas, e à prática de um campo crescente da ciência da criação chamada de baraminologia. Uma ferramenta importante utilizada por baraminologistas são os dados de hibridização, já que um acasalamento bem-sucedido entre duas espécies diferentes confirmaria que elas são parentes próximas.[6]

Modos

Há diferentes modos de especiação que delineiam entre isolamento geográfico forte e pequeno e tamanhos das populações ou os organismos que estão sendo estudados. Os mecanismos de isolamento caem sob os aspectos genéticos ou comportamentais que permitem a mudança na população através do isolamento de uma população em relação a espécie pai. A extremidade do isolamento geográfico se correlaciona com a quantidade de pressão ambiental sobre a população de organismos.

Alopátrica

A especiação alopátrica ocorre quando há isolamento geográfico extremo entre as espécies pai e filha. Depois de um período significativo de separação que permite que as comunidades das espécies filhas comecem a florescer isso é acompanhado não apenas pela influência epigenética, mas também, mutação toma conta no nível genético. Os organismos já não são capazes de se reproduzirem sexualmente com as espécies parentais originais. A especiação alopátrica desativa a função dos cromossomos de parear e cruzar durante a primeira divisão mitótica após a fertilização. Isso faz com que a espécie não seja mais capaz de se reproduzir com a população parental original mesmo em situações de cativeiro.[7]

Quando populações isoladas (norte, sul) da Litoria genimaculata se encontraram novamente, cada uma tinha mudado de maneiras sutis. As chamadas dos sapos machos eram diferentes, e mais importante, a prole de um emparelhamento norte-sul não sobrevivia bem. Uma população que foi cortada de seus parentes do sul (sul isolado) encontrou uma maneira de se segurar jovem e saudável. Fêmeas isoladas do sul selecionaram os machos do sul pela virtude de seu chamado distintivo. A preferência resultou em especiação rápida entre as duas populações de rãs do sul.[8]

Peripátrica

Durante a reprodução sexuada, genes que podem não estar ativados antes são ativados para permitir a sobrevivência de uma população filha pequena separada da população original. Os genes ativados podem produzir alterações nas escolhas comportamentais de parceiros, por exemplo, devido à clássica seleção natural darwiniana. Esses genes novos eventualmente se tornam solidificados dentro da população porque permitem o florescimento da espécie, ou o que é chamado de sobrevivência do mais apto. Depois de muitas gerações mais passarem, suficiente diferença genética se acumula dentro da pequena e isolada população filha que ela constitui seu próprio tipo de espécie. A especiação peripátrica difere da alopátrica porque ela se define por dois parâmetros, a saber, isolamento geográfico e populações pequenas.[9]

Simpátrica

Um dos mais raros dos modos geográficos de especiação é a divergência simpátrica de populações múltiplas a partir de uma única espécie parental, mas que ainda assim habitam a mesma região geográfica. Ele é mais focada no fluxo gênico em vez de em barreiras geográficas para a divergência. Muitas desenvolvem comportamentos ritualísticos ou características singulares que as permitem escolher preferencialmente companheiros que ainda possuem a capacidade de produzir descendentes férteis, e podem ser persuadidos a fazer isso em situações de cativeiro.[10]

Parapátrica

Esta especiação particular é trazida por meio da freqüência de acasalamento de uma população fracamente vinculada com localização geográfica. Isso é limitado à medida que os organismos encontram nichos ecológicos, facilitando assim a necessidade de mutação e a mudança de seleção de genes. Especializações afinadas se desenvolvem ao longo de um grande número de gerações, as quais seriam perdidas imediatamente após o cruzamento com uma população aparentada, mas por outro lado fariam o organismo geneticamente isolado da espécie progenitora original.

Número de espécies

A especiação tem produzido uma grande variedade e um amplo número de espécies que os cientistas tem tentado contar e classificar por pelo menos 200 anos. Alguns estimam que pode haver até 30 milhões de espécies hoje, um número apresentado pelos evolucionistas como prova contra a história bíblica do dilúvio global. Alguns argumentam que, se existem tantas espécies hoje, então por extrapolação ao passado, a arca de Noé não poderia ter contido tantas espécies, permitindo a re-população da Terra como a Bíblia afirma. Seguindo a lógica dos evolucionistas, se o número conhecido de espécies que povoam a Terra hoje diminui, então aumenta a credibilidade assim como a probabilidade da Arca alojar todas as espécies representativas necessárias. O número 30 milhões foi estabelecido por Terry Erwin, do Smithsonian Institute, em Washington DC, durante o início dos anos 1980, concluído em parte contando a quantidade de besouros vivendo na copa de uma única árvore no Panamá. O número relativo aos besouros nessa única árvore no Panamá foi então extrapolado com várias premissas subjacentes a ele tentando provar hipóteses grandiosas para incluir todas as espécies do mundo. Os pressupostos porém contaminaram a metodologia de extrapolação produzindo um número para maior de acordo com recentes descobertas em 2010, mas também ao mesmo tempo o número alcançado por Erwin era para menor mostrando aplicação inconsistente de sua própria metodologia. O número deveria ser muito maior, cerca de 100 milhões se os números iniciais de Erwin fossem corretos. Os valores revistos postulados em 2010 por Andrew Hamilton, da Universidade de Melbourne, na Austrália, mostra que a quantidade de espécies que povoam a Terra atualmente é considerada agora, pela maioria dos cientistas, como um número muito menor, estimado em cerca de 8 milhões.[11]

Número de Tipos vs Espécies

Ver também Especialização (Genótipo)

O modelo criacionista presume que o Criador fez especificamente tipos individuais de animais, cada um com a habilidade de "hiper adaptar". Ou seja, o DNA do par macho/fêmea original continha todos os traços representativos que sua prole exibiria a qualquer tempo (um genoma mestre). Como os "tipos" são mais representativos da categoria de "família" do que da de espécie, a Arca não teria que levar tantos deles. Considerando que o animal terrestre médio é do tamanho de uma ovelha comum ou menor, e que a capacidade da Arca era equivalente a 550 vagões padrão, podemos razoavelmente assumir que a Arca era grande o suficiente para levar pares de todas as famílias de animais.

Uma vez que eles saíram da Arca e Deus mandou que eles fossem frutíferos e multiplicassem, as capacidades hiper adaptativas de seus genomas permitiram que eles se espalhassem e rapidamente se diversificassem, especializando-se em seus vários habitats a medida que suas populações cresciam, e eles dividiram populações para encontrar comida e evitar aglomeração.

A hiper adaptabilidade é uma distinção importante da hiper evolução, que secularistas alegam que seria necessário para alcançar a biodiversidade atual em menos de 4000 anos. Na hiper evolução, o processo evolutivo (ganho-de-função e ganho-de-material-genético que supostamente requerem quadros de tempo muito longos) não teria alcançado a biodiversidade de hoje em 4000 anos. Porém, um modelo de hiper adaptação poderia facilmente dar conta da biodiversidade atual porque nenhum material genético novo é necessário. Os genomas são essencialmente "carregados na frente" com as características adaptativas necessárias para serem bem sucedidos em muitos habitats diversos. De fato, a atividade de especialização-e-adaptação, junta com mutações, na verdade causa o aparecimento da especiação, que os secularistas interpretam e aplicam mal.

Potencial evolutivo

Com casos de especiação a conclusão é clara, se for seguida a ciência observacional. A especiação não produzirá dissimilaridade radical de estrutura biológica, resultando em um animal diferente, tal como é necessário para apoiar a evolução de moléculas-ao-homem, mas sim, diversidade fenotípica de estruturas profundamente únicas e abrangentes que constituem tipos específicos de animais.

Além da expressão do fenótipo, qualquer outra conclusão não será suficiente, mas depende de extrapolação que assume o tempo profundo.

Referências

  1. Minkoff, Eli C.. Evolutionary Biology. [S.l.]: Addison-Wesley Publishing Company, 1983. p. 240. ISBN 0-20115890-6
  2. Species By Biology-Online.org
  3. Morris, H., The Genesis Record, Grand Rapids MI: Baker Book House, 1976. p63.
  4. Sarfati, Jonathan. Refuting Evolution 2 Chapter 4 - Argument: Natural selection leads to speciation. Greenforest AR: Master Books, 2002. (p77-79)
  5. Sarfati, p79
  6. Sarfati, p78
  7. Allopatric Speciation by PBS
  8. When Froggy Goes a Courtin' National Science Foundation. Biological Sciences.
  9. Speciation University of California Museum of Paleontology
  10. Sympatric Speciation by Wikipedia
  11. Rewriting the textbooks: Noah's shrinking ark por Kate Douglas. 23 Maio de 2011, Magazine nº 2813 (Necessita registro para acesso).

Ligações externas

Criacionista

Seculares