Mar Morto

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O Mar Morto (Hebraico: ים המלח, Yām HamMẹlakh; "Mar Salgado"; Árabe: البَحْر المَيّت, al-Baḥr l-Mayyit; "Mar Morto") é referido na Bíblia tanto como o Mar Salgado (Genesis 14:3 ), como o Mar de Arabá (Deuteronomio 3:17 ) e como o Mar Oriental (Joel 2:20 ).[1] O Mar Morto é também chamado de Lago Asfaltite.[2][nota 1]

História

No início, quando o Senhor estava dando a Moisés a terra que ele indicou em Números 34:10-13 que na costa leste da terra desde o Jordão até o Mar Salgado era para ser seu. Em termos geológicos no entanto, o Mar Morto está localizado ao longo do País de Israel e Jordânia. O nome "Mar Morto" vem de não haver vida em suas águas. Isto é devido à elevada salinidade. No entanto muitos fungos e outras bactérias vivem entre a sua presença. O mar morto é conhecido como sendo o segundo ponto mais baixo na terra, com 1.371 metros abaixo do nível do mar e ainda caindo. É também conhecido como o mais profundo lago salgado do mundo, tendo 1.083 metros de profundidade. As medições do Mar Morto são de 42 quilômetros de extensão e 11 quilômetros de largura.

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Desde os anos 1930 a 1977 o nível do mar de água caiu incríveis 21 metros. Como o lago é tão grande, quando chove a metade norte recebe uma estimativa de 5 centímetros de chuva, enquanto a metade sul só recebe 2. Mesmo com a falta de água que entra no lago existe ainda uma grande quantidade saindo do lago. Não há escoamento.[3] No passado, o rio Jordão desaguava cerca de 140 metros cúbicos de água por dia no Mar Morto, mas esta vazão caiu para 200 metros cúbicos por dia.[4] Contudo, Foi registrado que uma estimativa de 840.000 litros de água por dia é evaporado devido ao clima árido. Esta é outra razão pela qual o lago é tão salgado. Quando a água evapora, ela deixa todo o seu sal e seus minerais para trás. Por conseguinte, o lago tem tanto uma grande quantidade de sal quanto minerais que o deixa ser as águas mais salgados e com mais minerais em todo o mundo.[5] O mar recebe a maior parte de sua água do Rio Jordão que flui para fora do mesmo, mas desde o desenvolvimento de um novo sistema de irrigação e o baixo índice pluviométrico o abastecimento de água diminuiu.[6] Devido a isso, por volta do ano de 1975, a camada superior do mar começou a acumular mais sal que a metade inferior. Surpreendentemente porém a camada superior conseguiu ficar no topo, devido à sua temperatura quente e as águas densas. Devido à quantidade excessiva de sal, o Mar Morto é deixado com uma certa flutuabilidade que faz flutuar qualquer ser que entre em suas águas.

Manuscritos do Mar Morto

Os manuscritos do Mar Morto foram descobertos nos anos 1946-1947 por três beduínos da tribo ta'amireh, Musa Jalil, Mahoma Yuma Jalil e Ahmed Hamed el Mahoma, procurando uma cabra perdida.[7] O local da descoberta foi dentro de cavernas de Qumran, perto das margens do Mar Morto.[7] Os Manuscritos do Mar Morto são famosos, em grande parte devido sua estreita ligação com a literatura e história do Antigo Testamento.[8]

Galeria

Ver Também

Notas

  1. conforme nome usado em Josefo, Ant. i, 9, 1 em In: Tenney, Merrill C. Pictorial Bible Dictionary. Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1967. p. 204-205. ISBN 0-310-23560-X

Referências

  1. In: Wood, D. R. W. New Bible Atlas (em inglês). Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, 1985. p. 20. ISBN 0-8423-4675-9
  2. Pfeiffer, Charles F. Baker´s Bible Atlas (em inglês). Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1979. p. 29. ISBN 0-8010-6930-0
  3. In: Wright, George Ernest. Atlas Historico Westminster de la Biblia (em espanhol). El Paso, Texas: Casa Bautista de Publicaciones, 1988. p. 20. ISBN 0-311-15030-6
  4. "Um Mar em Extinção". GEO (41) pp. 26-27. São Paulo: Escala. ISSN 1984-5138.
  5. "A Funny Bath" - The Dead Sea Jet Stream Max - National Oceanic and Atmospheric Administration
  6. Dead Sea Wikipedia
  7. 7,0 7,1 Lamadrid, Antonio González. Los Descubrimientos del Mar Muerto (em espanhol). Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1971. p. 26-27.
  8. Unger, Merril F. Arqueologia do Velho Testamento. São Paulo: Imprensa Batista Regular do Brasil, 1985. p. 2.

Ligações externas