Cosmologia criacionista

De CriaçãoWiki, a enciclopédia da ciência da criação.
Hubble Ultra Deep Field ("Campo Super Profundo do Hubble")

A cosmologia é um ramo da astronomia que lida com a origem, estrutura e relações espaço-tempo do universo. A palavra cosmologia (Grego: κοσμολογία, cosmología) é derivada de duas palavras gregas, κόσμος, cosmos significando "universo" ou "ordem", e λογία, logia significando "discurso", "estudo" da mesma raiz de λόγος, logos, "palavra". A Cosmologia criacionista abrange não apenas o mundo físico observável ou natural, mas também os meios metafísicos pelos quais Deus governa e sustenta a criação. A Cosmologia, portanto, lida com o tempo e procura entender o relacionamento de Deus com Sua criação, do princípio ao fim do tempo. A idade do universo comumente aceita está muito além do que um cientista criacionista típico aceitaria. Em resposta, muitas cosmologias criacionistas de universo jovem têm sido propostas.

Cosmologias posicionais

Geocêntrica

A geocentricidade é a convicção de que a Terra localiza-se no centro do universo. Os criacionistas bíblicos em geral, vêem a criação do cosmos como um evento centrado na Terra e o espaço criado além do nosso mundo simplesmente para "proclamar a glória de Deus" (Salmo 19:1 ). Portanto, assume-se largamente que a Terra está no centro relativo do cosmos.

No entanto, os criacionistas em geral não defendem a noção de que a Terra está no centro literal do universo, em grande parte porque as correções matemáticas que a geocentricidade exige (epicíclos, excêntricos e equantes) tornam a geocentricidade muito complexa para ser justificada.

Galactocêntrica

Artigo Principal: Galactocentricidade

A galactocentricidade é a proposição de que a Galáxia que vivemos está no centro do universo. Um número de observações sugerem um universo galactocêntrico, entre elas:

  1. Todos os objetos no universo que estão além da nossa galáxia têm um red shift em seus espectros. Nenhum tem um blueshift, o que implicaria em um objeto se aproximando.
  2. O grau de desvio para o vermelho varia diretamente com a distância do objeto da nossa galáxia (Lei de Hubble).
  3. O desvio para o vermelho quantizado, ou a organização de objetos extragalácticos em faixas distintas, é a observação única mais forte que sugere a galactocentricidade.

Universo de Centro Cósmico

Robert Gentry também sugeriu uma cosmologia antropocêntrica, baseada num universo estático com uma casca de matéria criando energia de cavidade em nossa região. Sua teoria é sofisticada e apela para red shift gravitacional e relativístico causado por repulsão de gravidade do vácuo.

A teoria é explicada em detalhes em vários trabalhos disponíveis na Orion Foundation. Andrew Repp, um criacionista, postou um desafio à sua cosmologia no Creation Research Society Quarterly. Gentry responde a essa e outras críticas em Big Bang Collapse e outros relatórios encontrados na sua Página de Relatórios Publicados. Brian Pitts também tem criticado o modelo de Gentry.


Ajuste fino cósmico

O cosmos parece ter sido ajustado de tal forma que fosse possível a existência de vida complexa. Têm sido identificados muitos parâmetros que são necessários para a vida existir, e que se alterados mesmo levemente, isso faria a existência da vida impossível. Quando as probabilidades desses parâmetros se formarem por puro acaso são multiplicadas, torna-se claro que o universo e a Terra foram formados muito especificamente com um propósito em mente: hospedar vida complexa. Tal ajuste fino do cosmos é um argumento poderoso para o design inteligente.[1]

Exemplos de ajuste incluem a posição perfeita da Terra no sistema solar, como também a posição do sistema solar na galáxia, ou o tamanho e a distância perfeitos da lua da Terra. E porquê não há vida alguma observada em qualquer outro lugar no universo, tal perfeição demanda inteligência. Outros exemplos de ajuste fino incluem:

  1. Se a explosão inicial do big bang diferisse em força em apenas uma parte em 10^60, ou o universo teria colapsado rapidamente de volta sobre si mesmo, ou expandido rápido demais para estrelas se formarem. Em ambos os casos, a vida seria impossível. [Ver Davies, 1982, pp. 90-91. (Como John Jefferson Davis aponta (p. 140), uma precisão de uma parte em 10^60 pode ser comparada a disparar uma bala num alvo de uma polegada no outro lado do universo observável, há vinte bilhões de anos luz de distância, e acertar o alvo.)
  2. Cálculos indicam que se a força nuclear forte, a força que une prótons e nêutrons em um átomo, fosse apenas 5% mais forte ou mais fraca, a vida seria impossível. (Leslie, 1989, pp. 4, 35; Barrow and Tipler, p. 322.)
  3. Cálculos feitos por Brandon Carter mostram que se a gravidade fosse mais forte ou mais fraca em uma parte em 10 a 40ª potência, então estrelas que sustentam vida como o sol não poderiam existir. Isto provavelmente tornaria a vida impossível. (Davies, 1984, p. 242.)
  4. Se os nêutrons não tivessem cerca de 1.001 vezes a massa do próton, todos os prótons teriam decaído em nêutrons ou todos os nêutrons teriam decaído em prótons, e portanto a vida não seria possível. (Leslie, 1989, pp. 39-40)
  5. Se a força eletromagnética fosse levemente mais forte ou fraca, a vida seria impossível, por uma variedade de razões diferentes. (Leslie, 1988, p. 299.)

Ateus e evolucionistas argumentam que este argumento não é válido, devido ao fato de que o universo está meramente indo na direção certa "aleatoriamente", e de que a vida poderia ter surgido sob condições diferentes. Porém, há vários problemas com essa objeção. O primeiro é que não há vida alguma encontrada em qualquer outro lugar no cosmos, nem mesmo em Marte, cujas condições são mais próximas das condições da Terra. Para argumentar que as condições da Terra não são as únicas necessárias para a vida, os evolucionistas devem mostrar como haver vida em um ambiente totalmente diferente do nosso, o que é absolutamente impossível. Segundo, os evolucionistas não podem nem mesmo mostrar que a vida se originou sob as condições da terra, quanto mais em algum ambiente diferente. Dito isto, o argumento do "universo bem ajustado" permanece como um argumento para a existência de inteligência externa.

Idade do Cosmos

Artigo Principal: Cronologia cósmica

A idade do universo estimada atualmente está muito além do que um cientista criacionista típico aceitaria. Em resposta, muitas cosmologias criacionistas de universo jovem têm sido propostas para discutir a questão da idade.

Cosmologia do Buraco Branco

Artigo Principal: Cosmologia do buraco branco

Um buraco branco perto da terra no início do universo tem sido proposto para explicar a existência de luz estelar distante em um universo jovem. Isto causaria, devido a considerações relativísticas, uma mudança no tempo aparente. Enquanto esta configuração é aceitável para os que assumem um paradigma criacionista, ela pode ser atacada em razões antropocêntricas pela ciência secular. Russell Humphreys, o autor desta cosmologia, tem sido criticado por aqueles contrariados pelo seu modelo. Um repositório de críticas e suas respostas pode ser encontrado aqui.

Relatividade cosmológica

Artigo Principal: Relatividade cosmológica

O Dr. John Hartnett desenvolveu uma cosmologia criacionista de Terra jovem baseada na teoria da relatividade cosmológica do Dr. Moshe Carmeli. Assim como a cosmologia do buraco branco de Russell Humphreys, ela usa dilatação do tempo em um universo limitado. Mas esta dilatação resulta de uma expansão rápida do espaço, não da gravidade de um buraco branco. Assim, ela explica um criticismo persistente do modelo do buraco branco, a saber, o de que se nossa galáxia estivesse no fundo de um poço gravitacional, então a luz incidente deveria mostrar um desvio para o azul, não para o vermelho.

A cosmologia de Hartnett explica facilmente a estrutura em larga escala do universo sem matéria escura ou energia escura. Além disso, ela explica facilmente como a luz estelar de objetos muito distantes pode alcançar uma terra jovem.

Decaimento de c

O decaimento de c propõe uma mudança contínua na velocidade da luz, que explicaria a idade do universo (e da terra) devido a datação radiométrica, e também indicaria que o efeito doppler, o método comum de datação de objetos distantes, não é causado por um red shift cinemático ou relativístico. Esta cosmologia tem o mérito de explicar o desvio para o vermelho quantizado, que a maioria das cosmologias do presente não conseguem explicar. Porém, John Hartnett aponta que o decaimento de c preveria que as estrelas iriam "desaparecer" do nosso céu e então "reaparecer", algo que nem a Bíblia nem qualquer outro registro histórico testifica.

Referências

  1. Collin, Robin. The Fine-Tuning Design Argument: A Scientific Argument for the Existence of God Discovery Institute: Center for Science and Culture, September 1, 1998.

Ver também