Geocronologia

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A geocronologia é o estudo científico da idade da Terra e da seqüência temporal de eventos relacionados à formação do planeta e à história da vida na Terra. A palavra é derivada de Geo, que significa terra, e cronologia, que é o estudo do tempo, ou um registro de eventos na ordem de ocorrência (linha do tempo). É a partir deste campo de estudo que fósseis e artefatos são datados com base na idade percebida das camadas geológicas em que estão localizados. Geólogos determinam a idade de rochas, fósseis e sedimentos usando uma variedade de métodos, alguns dos quais envolvem datação relativa e outros que aspiram a uma datação absoluta.

Ao datar um objeto qualquer, os geólogos:

  1. Observam o estado atual do sistema.
  2. Medem uma taxa de processo dentro do sistema.
  3. Assumem certas coisas sobre o passado.
  4. Calculam o tempo necessário para que o processo produza o estado atual.

Premissas

Ao datar um objeto, um geólogo mede alguma propriedade física do objeto, o que acredita fornecer evidências em relação à sua idade. Todos os métodos de datação dependem de suposições sobre o passado. Esses pressupostos são baseados nos axiomas ou cosmovisão em que o cientista está trabalhando. Essa visão de mundo é a base para todo um sistema de teorias. A ciência da criação é um sistema teórico e a evolução é outro. Assim, mesmo quando os criacionistas e evolucionistas usam os mesmos métodos de datação, eles mais frequentemente alcançarão resultados radicalmente diferentes.

Ao usar esses métodos de datação, os evolucionistas assumem que não houve dilúvio global como dito na Bíblia. Portanto, em seu início, esses métodos são usados por pesquisadores que procuram comprovar sua interpretação dos dados. Os métodos são todos, em última análise, calibrados para datações relativas da coluna geológica, de tal forma que o dado que está em conflito com a localização de um fóssil ou rocha na coluna geológica é explicado pelo sistema teórico evolutivo. Por exemplo, o Carbono-14 iria decair a nada em bem menos de 1 milhão de anos, por isso, se carbono-14 é encontrado em um fóssil de dinossauro, ele é interpretado como resultante de contaminação. O resultado é que a coluna geológica é o filtro final para outros métodos de datação. Isso não só faz com que os outros métodos de datação pareçam mais consistentes do que realmente são, mas também torna a própria existência da coluna geológica não testável.

O resultado é que esses métodos de datação produzem idades antigas para a Terra apenas dentro do sistema teórico evolutivo. Dentro do sistema teórico da criação, diferentes pressupostos são utilizados, produzindo resultados diferentes.

Métodos de datação absoluta

Artigo Principal: Datação absoluta
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Datação Radiométrica

Artigo Principal: Datação radiométrica

A datação radiométrica utiliza as taxas de decaimento de certos átomos radioativos para datar rochas ou artefatos. Geólogos uniformitaristas consideram essa forma de datação como forte evidência de que a Terra tem bilhões de anos. Porém, pesquisa feita por criacionistas tem revelado um grande número de problemas com a datação radiométrica. Em alguns casos, como na datação por carbono-14, a datação radioativa na verdade dá forte evidência para uma Terra jovem, enquanto outros métodos, como a datação por K-Ar e a datação isocrônica, são baseados em pressuposições deficientes, e são tão inconfiáveis que são inúteis.

Datação por carbono-14

Artigo Principal: Datação por carbono-14

A datação por carbono-14 é uma técnica de datação radiométrica usada para deduzir a idade aproximada de restos orgânicos medindo-se a quantidade do isótopo 14C na amostra e comparando-a com o nível atmosférico atual. O isótopo habitual de carbono encontrado em organismos vivos, o 12C, é estável, enquanto o 14C não é estável. Ele é formado quando a radiação cósmica interage com a atmosfera superior, criando nêutrons térmicos que atingem o 14N (Nitrogênio), convertendo-o em 14C, que decai de volta no 14N com uma meia-vida de 5.730 anos.

Datação isocrônica

Os cientistas perceberam que existem dificuldades em lidar com os pressupostos da datação radiométrica. A datação por isócrono foi desenvolvida na tentativa de resolver esses problemas. De acordo com a teoria, a amostra começa com isótopos filhos presentes em proporções constantes em relação um ao outro, mas com relação ao isótopo pai, a proporção é arbitrária. Como resultado, forma-se uma linha horizontal direta em um gráfico. Conforme o pai decai no filho, as proporções mudam e a linha reta permanece, mas torna-se inclinada. A inclinação da linha se iguala ao número de meias-vidas que o isótopo pai passou desde a solidificação.

Datação de concórdia

Artigo Principal: Datação de concórdia

A datação de concórdia é uma forma de datação de urânio/chumbo que usa um diagrama concórdia. A teoria é de que quando os zircões cristalizam, eles perdem todo o seu chumbo e enquanto o cristal permanece fechado, sua proporção de chumbo/urânio deve seguir uma tendência previsível. É ainda teorizado que, sendo que todos os isótopos do mesmo elemento são quimicamente idênticos, eles devem ser removidos em quantidades proporcionais, formando uma linha reta no diagrama concórdia, que cruza a curva concórdia tanto na idade de cristalização como de contaminação. A perda de urânio move o ponto para cima e para a direita, enquanto a perda de chumbo move o ponto para baixo e para a esquerda.

Datação por traços de fissão

Artigo Principal: Datação por traços de fissão

A datação por traços de fissão envolve a contagem dos traços de danificação deixados por fragmentos da fissão espontânea do urânio-238. A fissão espontânea do 238U tem uma taxa conhecida, e como tal o número de traços é teoricamente relacionado à idade da amostra. Devido ao fato de que a datação por traços de fissão requer uma contagem manual dos traços de fissão, o processo é mais propenso ao erro e viés humano do que outros métodos de datação radiométrica. Esse problema se torna pior porque outros tipos de defeitos de cristal podem facilmente ser contados como traços de fissão.

Dendrocronologia

Artigo Principal: Dendrocronologia

Dendrocronologia é uma técnica de datação de mudanças climáticas passadas através do estudo do crescimento de anéis de árvores. A cada ano, uma árvore adiciona uma camada de madeira ao seu tronco e aos seus galhos, criando assim os anéis anuais que vemos quando observamos um corte transversal. Anéis largos são produzido durante anos chuvosos, e anéis estreitos durante estações secas. Essa técnica colocou um problema diferente para os criacionistas, a medida que esse método de datação não faz uso direto de decaimento acelerado. Ao usar a dendrocronologia, cientistas têm datado certas árvores vivas em aproximadamente 4.600 anos. Essa descoberta mostrou que o modelo atual de datação por carbono-14 está incorreto, e assim os cientistas recalibraram seu modelo de 14C com base nessa árvore.

Métodos de datação relativa

Artigo Principal: Datação relativa
Sequência de camadas de rocha sedimentar (estratos) do Lago Mead.

Estratigrafia

Artigo Principal: Estratigrafia

A datação relativa é uma técnica que usa posições "relativas" de camadas e de fósseis para atribuir idades estimadas a estratos. Geólogos uniformitaristas começaram a usar os princípios da estratigrafia para atribuir idades aos fósseis das camadas da coluna geológica no final dos anos 1700. A datação relativa usa uma combinação de estudos de fósseis e de interpretação estrutural para tirar conclusões sobre a história geológica de uma área.

Núcleos de gelo

Artigo Principal: Núcleos de gelo

Núcleos de gelo são obtidos perfurando-se amostras de núcleos de gelo em regiões glaciadas, como próximo dos polos. Anéis claros e escuros visíveis podem ser encontrados em tais núcleos, que são então analisados para determinar a idade do gelo. Presume-se que essas camadas são o resultado de flutuações anuais no clima, e usando-se esse método, uniformitaristas parecem documentar idades de mais de 100.000 anos. Criacionistas, como Michael Oard, argumentam que essas laminações são de eventos sub-anuais, incluindo-se a formação de camadas devido a poeira a ser encontrada em uma era do gelo pós-dilúvio. Ele discute essa teoria brevemente aqui. A formação sub-anual é apoiada por observações de que várias dessas camadas de neve e gelo podem resultar das tempestades dentro de um único inverno.

Problemas com métodos de datação

Qualquer método de datação depende de um padrão fixo, ou do contrário ele produz idades arbitrárias. Geólogos uniformitaristas preferem acreditar, e afirmar, que cada um dos seus métodos usam tal padrão fixo. Mas uma verificação cuidadosa dos chamados "padrões" de datação revela que cada um dos seus métodos depende de uma suposição a priori sobre a história da terra. Ao continuar usando tais métodos, uniformitaristas fazem sua própria afirmação principal, de que a terra tem bilhões de anos, não testável. Ao fazerem isso, eles cometem as falácias lógicas de prova por afirmação e raciocínio circular.

Além disso, cada método de datação tem problemas com o método em si e problemas com a interpretação de seus resultados. Alguns dos "ajustes" que os uniformitaristas fazem com as idades que seus procedimentos produzem são similares à prática detestável de "dry-labbing" em que um investigador desonesto constrói observações à partir da sua própria imaginação. Os ajustes nas idades de carbono-14 para faze-las concordantes com outros métodos de datação são um exemplo disso.

Muitos locais são rotulados com certa idade com base em vieses evolucionistas, mas depois são redatados com idades muito mais jovens. Um bom exemplo disso são os depósitos de Barberton. Pensava-se ser o produto de uma fonte hidrotermal Arqueana, mas agora é supostamente de um sistema hidrológico Cenozoico.[1]

Evidência de uma terra jovem

Artigo Principal: Evidência de uma Terra jovem

Cientistas criacionistas de terra jovem acreditam que a escala de tempo geológica evolucionista está em erro.[2][3][4] Também apontam múltiplas linhas de evidência do campo da geologia mostrando que a terra é jovem.[5][6][7][8] As assunções uniformitaristas são rejeitadas, em favor de processos catastróficos, relacionados ao dilúvio global, como responsáveis pela vasta maioria das características geológicas da Terra. Deve-se notar que o catastrofismo está sendo cada vez mais aceito no campo da geologia. [9][10] Criacionistas de terra jovem afirmam também que a geologia uniformitarista da terra antiga tem numerosas anomalias. Por exemplo, William R. Corliss catalogou numerosas anomalias no paradigma da geologia uniformitarista da terra antiga. [11][12]

  • Decaimento do campo geomagnético - Observações feitas da intensidade do campo magnético da Terra ao longo dos últimos 150 anos mostram que ele está decaindo, o que coloca um limite superior na idade da Terra.
  • Halos pleocróicos - Marcas de decaimento radioativo, que sugerem problemas com o modelo uniformitarista padrão.
  • Difusão de hélio - há uma quantidade significativa de hélio ainda dentro de minerais de zircão, mostrando que sua idade é de 6000 +/- 2000 anos.
  • Decaimento nuclear acelerado - Experimentos recentes encomendados pelo grupo RATE indicam que "1.5 bilhões de anos" de decaimento nuclear aconteceu, mas em um ou mais períodos curtos há 4000 - 8000 anos. Isso encolheria a alegada idade radioisotópica da terra de 4.5 bilhões de anos para uns poucos milhares de anos.

Referências

  1. Lowe DR, and Byerly GR (2007), "Ironstone bodies of the Barberton greenstone belt, South Africa: Products of a Cenozoic hydrological system, not Archean hydrothermal vents!" GSA Bulletin, January 2007, Vol. 119, No. 1 pp. 65-87, DOI: 10.1130/B25997.1.
  2. Woodmorappe, John, The Geologic Column: Does It Exist? Journal of Creation 13(2):77–82, 1999
  3. Morris, Henry, Geology and the Flood Impact 6, August 1973
  4. Geologic Time Scale - The Misconceptions (All About Creation)
  5. Geology Questions and Answers (Answers in Genesis)
  6. Geology (Creationism.org)
  7. Geology Links (Northwest Creation Network)
  8. Baumgardner, John, Genesis Flood 28 July 2003.
  9. The Mexico Earthquake - Some Afterthoughts by Ariel A. Roth, Origins 12(2):61-63(1985)]
  10. Up with Catastrophism! by Henry Morris, Ph.D. August, 1976
  11. The Sourcebook Project: Catalog of Anomalies by Omni Edge Science Winner, December 1996
  12. Polystrate Fossils and the Creation/Evolution Controversy by Joe Deweese and Bert Thompson, Ph.D. Apologetics Press :: Reason & Revelation, 20[12]:93-95 December 2000.

Ligações externas

Criacionista

Secular

Ver também