Judaísmo

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Estrela de Davi, "Moguen David"

O Judaísmo (Hebraico: יהדות, Yahadút) é a primeira visão de mundo monoteísta do mundo, e é a principal entre os três grandes religiões monoteístas, já que dela veio o Cristianismo e o Islã. O fundamento e os princípios do judaísmo são encontrados nas escrituras hebraicas ou a Bíblia judaica, mais conhecida como o "Antigo Testamento", que é parte da Bíblia cristã, junto com sua história. Um nome apropriado para a Bíblia dos hebreus é "Tanakh" que é um acrônimo para as diferentes seções: a Torá, ou a Instrução, a Lei, os cinco livros de Moisés; Nevi'im, os Profetas; e Kethuvim, os Escritos. A seção mais reverenciada é a Torá, que é a base para as demais.

O grupo étnico e religioso de pessoas chamadas judeus se originou dentro das linhas genéticas dos antigos hebreus ou israelitas.

O que é o judaísmo

Uma definição clara e concisa do judaísmo é difícil de dar. Mas a definição predominante é que é a religião dos judeus. Os Judeus incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo. Como a palavra "judeu" vem da palavra "Judá", ela era originalmente usada simplesmente para os da tribo de Judá, uma das doze tribos da nação de Israel. Mas após o primeiro exílio de Israel na Babilônia, o remanescente que viveu na Babilônia e aqueles que voltaram a Israel foram geralmente classificados como judeus, embora houvesse vestígios de outras tribos israelitas entre eles.

Antigas seitas

Havia um número de seitas que se desenvolveram entre os tempos do retorno do exílio na Babilônia e da destruição do segundo templo em 70 AD.

Fariseus

Os fariseus acreditavam na origem divina de uma Torá tradicional ou oral, ou lei, o que significa que ela foi dada pelo Todo-Poderoso para Moisés, juntamente com a Torá escrita, e foi transmitida de boca em boca de geração em geração. De acordo com as fontes históricas, como Josefo, estas tradições não foram dadas pelo Todo-Poderoso a Moisés, mas eram tradições dos seus anciãos ou sábios. Entre estas tradições estavam muitas leis que foram adicionadas ao código escrito, as quais o amplificavam,, tais como lavar as mãos antes de comer, ou diminuíam seu poder, tais como as leis e regulamentos que se tinha que seguir para executar um assassino, tornando a pena capital muito rara.

Eles tiveram suas origem durante a época de Antíoco Epifanes, centenas de anos antes da destruição do segundo tempo, que buscava abrogar a Lei de Moisés e converter os judeus a um estilo de vida e filosofia gregos, o que era contrário à Lei, tal como comer ou sacrificar porcos, e uma aversão à circuncisão. Como a Grécia era a força suprema naqueles dias e havia conquistado Israel, eles tentaram fazer com que o mundo adotasse seus costumes. Isto causou uma revolta entre os Judeus, entre os quais havia um grupo de pessoas chamadas "Perushim", os separatistas, que procuraram apartar as pessoas destas influências a ajudá-las a permanecer santas. Foram os fariseus que ajudaram a manter o judaísmo vivo após a destruição do segundo templo em 70 DC, por meio de um comprometimento com os Romanos.

Apesar de se poder dizer muita coisa sobre a tendência legalista dos fariseus, e a respeito da hipocrisia de alguns deles, tal como explorada pelos seus oponentes, como os primeiros cristãos, o seu código ético de moralidade era notável. Um de seus grandes mestres, Hillel, mostrava uma grande abertura para com os gentios curiosos acerca do caminho judaico. Tendo estado em atividade de 30 AC a 10 DC, ele foi o primeiro a declarar a Regra de Ouro a um possível prosélito: "Aquilo que você não gostaria que fizessem com você, não faça ao seu semelhante: isto é toda a Lei; o resto é mero comentário" (Shab. 31a). Um outro exemplo dos ensinos da Lei Oral é este: "Rabban Jochanan ben Zakai recebeu de Hillel e de Shammai. Ele costumava dizer: "Se você tem praticado bastante a Torá, não dê mérito a si mesmo, pois você foi criado para este motivo" (Avot 2:9)

Saduceus

Infelizmente, como se considera que a maioria dos saduceus desapareceu após a destruição do templo, muito do que se sabe sobre eles tem que ser obtido a partir de seus inimigos: Josefo (um historiador antigo), os Fariseus, e os Cristãos, os quais tinham todos motivos para escrever sobre eles de forma ruim, já que todos tinham discordâncias fundamentais com os saduceus.

O que se sabe sobre eles é o seguinte: eles rejeitavam a afirmação dos Fariseus, de que a Lei Oral, as leis tradicionais e os ensinos dos fariseus, transmitidos do professor ao aluno oralmente, vieram do Mt. Sinai ao mesmo tempo que a Torá escrita. Eles somente aceitavam a Torá Escrita como tendo vindo do Todo-Poderoso. Diz-se que eles rejeitavam as idéias da vinda de uma figura messiânica, de uma futura ressurreição, a idéia que os fariseus tinham da imortalidade da alma, e a existência de anjos ou demônios. Aparentemente, eles também criam que a Deidade não intervinha muito nas vidas dos homens, ao contrário da predestinação dos fariseus.

Os Saduceus, e um grupo que se desenvolveu deste antes da destruição do segundo templo - os Boetusianos - estavam quase sempre se desentendendo com os Fariseus, os quais, por meio de suas tradições, pareciam alterar a Lei Escrita. Eles podem ter sido mais rigorosos do que os fariseus em alguns pontos, mas eram geralmente mais fiéis ao texto da lei do que os fariseus.

Há duas acusações controversas contra os Saduceus que necessitam de alguma atenção. Primeiro, há a afirmação de que os Saduceus eram Helenistas e estavam normalmente do lado das forças de ocupação, como os Gregos ou os Romanos, e seus seguidores eram em principalmente pessoas ricas ou do ofício sacerdotal na comunidade, e não tinham muita popularidade, enquanto os Fariseus eram o partido popular, nacionalista, e mais posicionado contra a ocupação estrangeira. Há evidências circunstanciais nos escritos de Josefo, de que isto é uma excessiva simplificação dos problemas que ocorriam na Judéia naqueles dias. Nos escritos de Josefo, há sinais de que eram os Saduceus que eram fortemente nacionalistas, ao contrário dos Fariseus, que colaboraram com as forças de ocupação muitas vezes, tal como na forma pela qual sobreviveram à destruição do segundo templo. Além disso, os Saduceus eram às vezes o partido popular entre o povo, e foram, em algumas ocasiões, expelidos para fora do Sinédrio pelos Fariseus e seus poderosos aliados.

Em segundo lugar está a afirmação de que o partido dos Saduceus simplesmente desapareceu após a destruição do segundo tempo, já que suas práticas estavam tão baseadas nele. Há indícios de que, apesar de o grupo ter diminuído em tamanho e ter sido ignorado por algum tempo no registro histórico, eles podem ter continuado a sobreviver e ter-se desenvolvido num grupo posteriormente conhecido como os Caraítas.

Essênios

Os Essênios eram um grupo monástico que se retirou da sociedade judaica no sentido mais amplo e praticavam uma forma de vida comunitária muito semelhante à que a Igreja Primitiva praticava, conforme documentado na Atos 4 . Eles não parecem ter participado de nenhuma forma significativa nas instituições judaicas da época; por exemplo, eles não ofereciam sacrifícios no templo. A Bíblia silencia a respeito deles, mas Josefo os descreve em algum detalhes em seu Antigüidades dos Judeus. De acordo com Josefo, seu número era de quatro mil à época da destruição do Segundo Templo. Eles foram a seita que compilou e armazenou os Pergaminhos do Mar Morto por volta desta época.

Seitas Modernas

Há algumas seitas que existem no tempo presente.

Ortodoxa

Estes são os descendentes dos tempos modernos dos fariseus. Eles afirmam a origem divina da Torá Escrita e Oral, e que ambas as Torás permaneceram sem imutáveis desde que foram dadas originalmente.

Reformados

Eles não crêem que a Torá foi escriva pela Divindade, e aceitam as visões críticas acerca da autoria dos livros de Moisés e o resto das Escrituras Hebraicas, por exemplo, a hipótese documentária. Eles ainda retêm muitas das tradições do Judaísmo. São considerados liberais, pois aceitam judeus agnósticos, não-praticantes e nominais.

Conservadores

Eles não aceitam a origem divina das Escrituras Judaicas, mas enfatizam o aspecto humano, no sentido de que foi escrita e transmitida por seres humanos, e portanto pode conter erros. Eles acreditam que as leis do Judaísmo devem adaptar-se à cultura predominante. Uma outra seita do Judaísmo, que se auto-denomina Judaísmo reconstrucionista é intimamente ligada ao Judaísmo Conservador, mas crê que o Judaísmo é uma civilização religiosa em evolução.

Caraítas

Provavelmente os equivalentes modernos dos Saduceus, eles sustentam a origem divina da Torá Escrita somente. Eles não afirmam que a Torá Oral veio do Todo-Poderoso, ou foi dada por Moisés. Eles não rejeitam toda a tradição, mas apenas respeitam aquelas tradições que estão em harmonia com o entendimento claro das escrituras. Seu princípio mais importante é que todos deveriam aprender a Torá por si mesmos, e não colocar muita confiança em mestres e tradições.

A Lei Oral

Uma questão que ocupava lugar significativo no Judaísmo era o papel e a força da Lei Oral. O judeu ortodoxo a vê como parte integral da Torá, a lei de Moshe. Para eles, sem ela, os textos das escrituras são impossíveis de ler e não podem ser compreendidos adequadamente. Ela é divina, vindo do Todo-Poderoso e de sua instituição judiciosa, a saber, os sábios e rabis. Seus julgamentos são interpretados como obrigatórios, e seus comentários como os de maior autoridade, ao ponto em que o comentário é mais estudado do que os próprios textos das escrituras. A lei oral é vista como divina em sua origem, e portanto igual à lei e escrituras escritas. Para o judeu ortodoxo, rejeitar a lei oral é rejeitar o judaísmo, e tornar-se herege.

Os que apreciam a filosofia Caraíta das escrituras vêem qualquer comentário como humano em sua origem, e somente as próprias escrituras em si mesmas como divinas. Promover as palavras de homens, sejam sábios ou rabis, ou mesmo os Hakhams Caraítas (homens sábios), a um nível igual ao das escrituras divinas, é algo equivalente à idolatria. Apesar de uma pessoa com a filosofia de "escrituras escritas apenas" podem respeitar a sabedoria dos comentários, até mesmo dos rabis e sábios, mas os testa à luz do contexto histórico e gramático das escrituras escritas.

O Lugar do Gentio

O judaísmo tem um aspecto fundamentalmente universal nele. Como há somente uma Divindade, o judeu e o não-judeu foram criados por Ele, e todos têm o dever de reconhecê-Lo. Apesar dos israelitas terem recebido um comissionamento, posição e aliança especials com YHWH (Yavé), os não-judeus são devedores às Leis de Noé, e podem ser aceitos por Deus como justos, se as seguirem. As objeções aos gentios, na literatura bíblica e rabínica, são essencialmente éticas, ao contrário de raciais.

De acordo com a argumentação rabínica, um gentio pode também seguir tantas das leis da Israel quanto for capaz, exceto as leis que foram especificamente prescritas para os israelitas apenas, como a tzitzit (uma trança que é usada no canto das roupas festivas), e a observância plena das festividades e do sábado. Com relação a estes últimos - os dias festivos e o sábado - de acordo com fontes rabínicas, um gentio pode cumprir os aspectos do dia que são universais, mas a observância plena é proibida.

A questão de se as Leis de Noé são de natureza puramente rabínica ou podem ser derivadas a partir das escrituras foi levantada pelos Caraítas, alguns dos quais a vêem puramente como parte da Lei Oral, que é um acréscimo estranho à Torá Escrita. Mas se observa que há uma verdade essencial nas Leis de Noé enunciadas pelos Judeus Ortodoxos. Outros Caraítas notam que, mesmo de um ponto de vista estritamente bíblico, havia um código moral "natural" existente antes do tempo de Moisés, e um aspecto universal dentro da lei de Moisés, que se aplica aos gentios hoje, sem que seja necessária uma conversão plena.

Um não-judeu tem a opção de tornar-se judeu através da conversão e naturalização. O processo principal disto é a circuncisão deo prepúcio do indivíduo do sexo masculino, com alguma forma de declaração de aliança com Criador e com Israel. Uma mulher pode também converter-se, e neste caso apenas a declaração prescrita é necessária.

Os Dez Mandamentos

Artigo Principal: Dez Mandamentos

Apesar de muitos Judeus e Cristãos acreditarem que os dez mandamentos são regras para toda a humanidade, falando de forma exata, eles não são. Há forte evidência bíblica de que os Dez Mandamentos são de fato apenas para a nação de Israel, num sentido mais estrito. Primeiramente, as palavras "os dez mandamentos" não se encontram no texto hebraico das escrituras, que seriam "asarah hammitwoth" ou "asarah hammitvoth" - "asarah" significando "dez", e "hammitwoth" significando "os mandamentos", e assim juntas significando "os dez mandamentos". As palavras de fato encontradas em Hebraico são "as dez declarações" ou "as dez palavras" ou "os dez assuntos" ("aseret" significando "dez" e "haddevariym" significando "as declarações, palavras ou assuntos"). Há talvez mais do que simplesmente dez mandamentos nela, e há também declarações simples, como "Eu sou YHWH, o teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa de escravidão" ou "Eu sou um Deus ciumento".

Em segundo lugar, estas dez declarações são expressamente chamadas de "as palavras da aliança", a saber, a aliança entre YHWH e Israel em Êxodo 34:28.

E em terceiro lugar, para comprovar mais o fato de que as dez declarações são de fato o testemunho escrito da aliança entre o Altíssimo e Israel, existe o fato de que elas são chamadas de "o testemunho" diversas vezes nas escrituras (Êxodo 25:16 ; Êxodo 31:18 ; Êxodo 32:15 ; Êxodo 34:27-29 ; Êxodo 40:20-21 ; 1Reis 8:9 1Reis 8:21 ).

Apesar de haver muitos princípios nas dez declarações, assim como em muitas partes das leis de Israel, que são aplicáveis a todas as nações, as dez declarações em si parecem ser somente para Israel, como parte de sua aliança. Pode-se porém facilmente argumentar que o conhecimento da vontade de Deus tinha sido até aquele momento apresentado apenas a Israel, para em seguida ser transmitido ao resto do mundo. Seria difícil imaginar que declarações como "amar a teu próximo como a ti mesmo", "honra pai e mãe" e "não furtarás" sejam exclusivamente para Israel.

Os judeus acreditam que há 7 mandamentos na bíblia que se aplicam aos não-judeus assim como os judeus. Ver leis de Noé.

Doutrinas do Judaísmo

Divindade

Apesar de provas filosóficas poderem ser dadas a respeito da existência do Criador, e serem dadas por alguns dos filósofos do Judaísmo, como Maimônides, a existência da Divindade é tomada como axiomática e a existência do universo é prova suficiente da existência da Divindade.

O Judaísmo diz que a Divindade é uma, absoluta e indiviselmente, ao contrário da trindade dos cristãos mais comuns, ou parceria (i.e., somente o "Pai" e o "Filho") em algumas seitas não-ortodoxas do Cristianismo. Ele não pode ser dividido em partes, ele encontra-se sozinho em sua soberania, e não compartilha seu governo, glória e posição com ninguém. É somente a ele que as pessoas deveriam orar e dar louvor. Somente ele é Criador to universo inteiro. Ele não tem corpo, nem forma física, e assim é chamado incorpóreo, e assim a passagens das escrituras se referindo a partes da Divindade, como sua mão, olho ou braço, são antropomórficas, e representá-lo em uma forma física real é considerado idolatria. Ele é imutável, ao contrário de outras religiões que dizem que ele, ou parte dele, transformou-se em homem em algum ponto da história. Ele também onipresente (está em toda parte), apesar de ser separado de sua criação; onipotente (tem todo o poder), onisciente (tem conhecimento de tudo), eterno (não preso ao tempo, sem início nem fim), e imortal (não morre).

Ele é justo e misericordioso, santo e perfeito.

Sacrifício e Perdão pelos Pecados

Todas as vertentes do Judaísmo, aquelas que aceitam tanto a torá escrita como oral, e aquelas que somente aceitam a escrita, observam que há diversas formas de obter-se perdão e expiação . Deve-se notar que o perdão bíblico não necessariamente significa que uma conseqüência negativa ou punição irão advir a resposta a um pecado cometido. Ele simplesmente significa que, apenas de que pode haver conseqüências para os pecados, a pessoa não recebe mais culpa pelo pecado.

  • Uma oferta material ao Todo-Poderoso, normalmente sacrifícios de animais ou sacrifícios sem sangue. Segundo alguns, este o nível mais baixo de se obter justificação já que era adequado apenas para certos pecados, conforme especificado nos primeiros capítulos de Levítico e se um pecado fosse cometido de forma desafiadora (em hebraico, "com uma mão levantada"), não havia oferta que pudesse expiá-lo (Números 15:30-31 ). Além disso, a oferta por si mesma, sem verdadeiro arrependimento ou verdadeira boa intenção, também não poderia trazer expiação (Isaías 1). A oferta não era dada simplesmente como forma de apaziguar um deus irado, como os pagãos acreditavam. Uma palavra hebraica para oferta é "qorban" (corbã), vindo da raiz q-r-b que significa chegar perto. Assim, as ofertas eram mais como uma forma de aproximar-se da Divindade.
  • A oração é uma forma eficaz de obter perdão e pode ser vista no texto clássico que declara: "se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se voltar de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e sararei a sua terra." (2Crônicas 7:14 ). Um outro exemplo de oração eficaz pode ser visto quando um rei, chamado Manassés, que viveu uma vida de fazer o mal, orou ao Altíssimo e receber perdão. (2Crônicas 33:9 ) Um exemplo de oração poderosa pode ser visto em Salmos 32 .
  • Arrependimento parece ser a forma mais poderosa de obter perdão. O arrependimento, chamado de teshuvah, é uma rejeição ativa de ações pecaminosas na vida da pessoa, e aderência ao caminho da retidão, fazendo atos de justiça e reconhecendo o Altíssimo. Ele é mencionado na Torá (Levítico 26:40-45 ) e está implícito em alguns de seus ensinos (e.g. Levítico 18:5 ). É dado um esclarecimento mais extenso nos profetas e nos escritos, especialmente em trechos como Isaías 1 e Ezequiel 18-33 . Os judeus ortodoxos crêem que o arrependimento era poderoso o suficiente para reverter o decreto do Todo-Poderoso sobre um rei mau, chamado Jeconias, de que ele permaneceria sem filhos. De acordo com os salmos, tal como Salmos 40-51 , o Todo-Poderoso prefere muito o arrependimeto e a obediência à sua palavra, em lugar de sacrifícios.

Pecado Original e Satã

Segundo as diversas vertentes do Cristianismo, há um conceito de que o pecado de Adão foi herdado por todos os seus descendentes, condenando-os todos ao inferno a menos que aceitem Jesus, e que os faz escravos do pecado. Isto é chamado de "pecado original". Esta idéia é estranha a todas as seitas do Judaísmo (isto é diferente da idéia de "pecado original" que significa que o pecado de Adão e Eva foi o primeiro pecado, e portanto, o original). Todo mundo tem o poder e a escolha de fazer o bem e o mal. Apesar de os humanos terem a tendência de fazer o mal, eles também têm o poder de fazer o bem. Não é cometer pecado que torna alguém pecador, mas é o pecado contínuo que torna alguém pecador, já que as escrituras judaicas dizem que homens que são chamados de justos pelo Todo-Poderoso podem cometer pecado, mas não são chamados de pecadores (ex: Gênesis 6:9 ; Jó 1:1 ; 1Reis 15:5 ; Eclesiastes 7:20 ). Apesar de os humanos não serem perfeitos, e não poderem ser, isto não os exclui de um bom relacionamento com o Criador.

No Judaísmo, Satã, ou mais precisamente o adversário, é na verdade um anjo do Todo-Poderoso, que faz a vontade do Todo-Poderoso. Ele é o adversário que vem para punir o pecado e testar o homem. Ele parece ser o adversário do pecado e da maldade, e não o adversário ou inimigo do homem. De forma geral, ele parece ser um servo de Yahweh e uma manifestação de sua ira ou de seu caráter, procurando por seus servos humanos. Apesar de o judaísmo ortodoxo não ter uma angeologia elaborada, é geralmente considerado que a Divindade está no governo de tudo e não tem um inimigo viável. Não há dualidade onde o Todo-Poderoso é uma força do bem, precisando assim de uma força contrária, uma força do mal, na forma do Diabo.

Messias

Segundo o judaísmo moderno, o messias é um rei ungido da linhagem de Davi, através de seu pai natural, não de sua mãe. Entretanto, a Bíblia explica que ele ainda está por vir, e é esperado como um rei justo e profundo conhecedor da Torá. Seu reino irá trazer coisas como a reinstauração do sacerdócio levítico e os sacrifícios (Ezequiel 37:26-28 ; e Ezequiel 41-46 ), paz mundial (Isaías 2:3 ), e o conhecimento mundial do Criador (Isaías 11:9 ). Ele até mesmo terá filhos(as) (Ezequiel 46:16-17 ) e portanto será casado. Como tais coisas ainda não ocorreram, o Judaísmo rejeita as afirmações de outros declarando serem o rei ungido, tais como Simon Bar Kochba, e Jesus de Nazaré.

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Referências relacionadas

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