Registro fóssil

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Fóssil trilobita

O registro fóssil é uma "gravação" da história feita de camadas de fósseis. Assim como os anéis de crescimento de uma árvore ou as camadas encontradas em núcleos de gelo, a terra está coberta por camadas (estratos) de rocha sedimentária que representam uma seqüência de eventos. Mais especificamente, estas camadas registram os tempos relativos em que os organismos fossilizados foram enterrados pelo sedimento. Em contraste com muitos registros da história humana, porém, as camadas do "registro fóssil" aparecem sem métodos de datação universalmente reconhecidos.

Os evolucionistas afirmam que este registro representa uma história da vida na Terra ao longo de centenas de milhões de anos, e os fósseis são oferecidos como a principal evidência para sustentar que os organismos evoluíram de formas simples para formas mais complexas. No entanto, a maioria dos criacionistas acredita que a grande maioria dos fósseis são sim os restos de plantas e animais que morreram durante o dilúvio global bíblico. Alguns criacionistas preferem usar uma expressão como "camadas de fósseis" para evitar a conotação de que ela oferece evidência para a macroevolução das formas de vida ao longo de milhões de anos.

Fósseis

Fósseis são remanescentes ou rastros de organismos do passado, que são tipicamente embutidos ou preservados em rocha sedimentar. Há três tipos de fósseis: impressões, moldes e mineralizações.

  • impressões são quando o organismo simplesmente deixou uma impressão sobre a rocha
  • moldes são quando o organismo deixou uma cavidade na rocha que foi preenchida por algum outro material.
  • mineralização é quando o material dos ossos ou outras partes do corpo foram substituídas por minerais.

As camadas de rochas fossilíferas oferecem um registro da seqüência de depósito. Este "registro fóssil" é tipicamente diagramado em um corte lateral conhecido como coluna geológica.

Atualmente a fossilização é um evento extremamente raro e simplesmente não se espera que ocorra de forma global. A decomposição é a regra após a morte, a menos que a matéria seja enterrada rapidamente e numa profundidade que impediria a digestão por micróbios e a oxidação. Animais de carapaça dura que cavam o sedimento são relativamente esperados de serem encontrados como fósseis, junto com ossos grandes e pesados por meio de circunstâncias aleatórias. Entretanto, todo tipo de animal vivente nos dias de hoje é encontrado no registro fóssil. Muitos deles estão completamente intactos, e alguns espécimes não mostram literalmente nenhum sinal de decomposição. Outras evidências, como fósseis de várias camadas, ou o fato de que fósseis marinhos são encontrados ao longo da coluna geológica, apontam fortemente para uma interpretação do registro fóssil baseada em um dilúvio. Deve também notar-se que muitos dos animais vivos hoje em dia são virtualmente idênticos aos seus ancestrais fossilizados, o que fala fortemente contra terem sido fossilizados há milhões de anos.

Coluna Geológica

Eras geológicas conforme interpretadas pelo registro fóssil.

A coluna geológica é um sistema de classificação teórico para as rochas e fósseis que compõem a crosta terrestre. Ele foi concebido baseado na intrepetação de que as camadas de rocha sedimentária se formaram ao longo de milhões, ou mesmo bilhões de anos, com rapidez geológica uniforme.

Quase todos os fósseis na terra são encontrados enterrados sob camadas de rocha sedimentária, denominados estratos. Estas camadas são caracterizadas como horizontalmente indefinidas, ou lateralmente contínuas. Elas podem muitas vezes ser traçadas através de continentes inteiros, e correlacionadas com camadas em outros países. Muitas destas camadas de rochas receberam nomes, e são frequentemente diagramadas em uma seção lateral conhecida como a coluna geológica.

Ela é normalmente representada como uma seqüência de camadas de fósseis conhecida como estrato, com os fósseis mais simples na base e os mais complexos no topo. Ela é dividida em diversos períodos geológicos, baseado nos fósseis encontrados nela. A coluna geológica foi montada ao comparar-se fósseis de várias localidades; entretanto, é extremamente raro que todas as camadas sejam encontradas numa só localidade. Na realidade, a coluna geológica nada mais é do que uma abstração mental.

Classificação fóssil

A classificação fóssil é uma característica observável do registro fóssil na qual organismos presentes durante o período antediluviano são comumente encontrados apenas dentro de um espaço limitado de estratos (camadas de rocha), e, frequentemente, acima ou abaixo de outros fósseis específicos. Os criacionistas da Terra jovem afirmam que as rochas fossiliferas são quase inteiramente o resultado do dilúvio bíblico descrito em Genesis 6-9 , e a classificação explicada pelos geólogos do dilúvio como o resultado de vários fatores presentes durante o dilúvio, incluindo zoneamento ecológico, classificação hidrológica e liquefação, fuga diferencial, zoneamento biogeográfico, e atividade tectônica.

Em contraste, os geólogos uniformitarianos afirmam que o registro fóssil se formou ao longo de centenas de milhões de anos (eras geológicas) e é um registro da história evolutiva da vida na Terra com organismos primitivos sendo enterrados em primeiro lugar e, deste modo, mais profundos nas camadas de rocha. Durante o século 19, a classificação fóssil e a interpretação uniformista tornaram-se um ponto de partida para muitos criacionistas que consideraram o dilúvio global bíblico incapaz de explicar esta observação. Hoje qualquer criacionista da Terra antiga aceita o registro fóssil como prova de evolução ao longo de milhões de anos.

Interpretação Filosófica

Jonathan Sarfati sumariza a diferença entre os pontos de vista da evolução e da criação.

Criacionistas e evolucionistas interpretam as camadas geológicas de forma diferente por causa de diferentes axiomas. Os evocionistas interpretam a seqüência de camadas como uma seqüência de eras com diferentes tipos de criaturas; os criacionistas as interpretam como uma seqüência de soterramento por uma inundação global e seus efeitos posteriores. Isto faz mais sentido para fenômemos como ‘fósseis vivos’ e pelo achado de criaturas como o celacanto, que não é encontrado em rochas ‘datadas’ como menos de 70 milhões de anos.[1]

Uniformitarismo

Charles Lyell (1797-1875)

O uniformitarianismo é um princípio orientador da ciência das origens, que diz que os mesmos processos que operam no universo agora, sempre operaram no universo no passado, e nas mesmas taxas de progressão; e que as mesmas leis da física se aplicam em qualquer lugar do universo. Um uniformitariano é alguém que crê nestes princípios, ou em aspectos e/ou assunções da filosofia do uniformitarianismo.

O uniformitarianismo é um elemento importante da Geologia moderna, tal como praticada pelos evolucionistas, e abraça a idéia de um tempo profundo e de uma terra velha. Menos bem apreciada é a sua importância como elemento da astronomia, a qual também assume o tempo profundo e até mesmo um tempo infinitamente profundo para o universo inteiro. O uniformitarianismo é baseado na filosofia do naturalismo e foi promovido no livro de James Hutton, "Theory of the Earth" (Teoria da Terra) e posteriormente a idéia foi expandida por Charles Lyell em sua série de três volumes "Princípios de Geologia" publicada pela primeira vez em 1830-1833. Charles Darwin levou os livros de Lyell a bordo do navio HMS Beagle. Durante a viagem, as obras de Lyell formaram o pensamento de Darwin a respeito da mudança biológica lenta conhecida como gradualismo.

Catastrofismo

Catastrofismo é a assunção de que sistemas inteiros de estratos, e mesmo grupos de sistemas, foram acumulados em um cataclisma hidráulico que se encaixa na descrição de eventos catastróficos súbitos. A interpretação secular de história da terra assume que houve repetidas inundações e outras catástrofes, que causaram a extinção de muitos animais, mas não foram de intensidade suficiente para destruir toda a vida terrestre. Entretanto, a Bíblia diz que houve um dilúvio ao qual nenhum animal terrestre, ou ser humano, poderia ter sobrevivido sem intervenção divina. E, de fato, não seria possível sobreviver a um evento que, sozinho, fosse capaz de depositar a coluna geológica inteira. É certamente fato que cataclismas ocorreram no passado da terra, e vastas camadas de sedimentos atestam sobre estes desastres. Quando se examina a evidência mais de perto, pode-se ver que o registro fóssil tem sido simplesmente mal interpretado pela comunidade científica ateísta, e é na verdade um registro de uma inundação global devastadora.

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Referências

  1. Sarfati, Jonathan. Refuting Evolution 2 Chapter 8 - Argument: The fossil record supports evolution. Greenforest AR: Master Books, 2002. (p148)

Ligações Externas