Cladística

De CriaçãoWiki, a enciclopédia da ciência da criação.
Este cladograma mostra a relação evolutiva presumida entre grupos diferentes de insetos. Em tais cladogramas, o comprimento das linhas horizontais indica o tempo decorrido

A Cladística (Grego: κλάδος, klados, "ramo") é um sistema de classificação para espécies que procura determinar como as diferentes espécies são aparentadas. A cladística evolutiva é baseada na hipótese da ancestralidade comum, ou a crença de que toda a vida na Terra é aparentada. A cladística criacionista, por outro lado, baseia-se na hipótese dos tipos criados, ou a ideia de que toda a vida na Terra foi criada por Deus totalmente formada e funcional, de modo que algumas formas de vida são aparentadas, mas outras não.

O termo foi cunhado por Ernst Mayr como uma referência à desagradável ênfase somente nas linhagens genealógicas.[1] Uma variação da sistemática é conhecida como sistemática filogenética[2] (das palavras gregas para filo (φῦλον, filon) que significa raça e genética (γενετικός, genetikos) que significa nascimento), um sistema iniciado pelo entomologista alemão Willi Hennig.[1] Em vez de confiar apenas na morfologia, os cladistas também usam evidências fósseis, genéticas e análises bioquímicas para construir diagramas em forma de árvore chamados "cladogramas". Um cladograma é construído apenas a partir dos estados de caracteres derivados partilhados por pares de táxons, em oposição ao fenograma, que é construído a partir do número total de estados de caracteres compartilhados por quaisquer pares de táxons.[3]

Cladística e Taxonomia

A cladística é diferente da taxonomia. A taxonomia, elaborada pelo criacionista Carolus Linnaeus, classifica as espécies por suas características, mas não faz nenhuma afirmação em relação à sua ascendência. A cladística, por outro lado, é o estudo da ancestralidade das espécies. A cladística advoga a classificação puramente pela genealogia, sem qualquer atenção para os conceitos de similaridade de função ou papel biológico.[4] Devido a sua suposição de ancestralidade comum, os evolucionistas frequentemente equiparam a cladística à taxonomia, assumindo que as formas de vida, por serem semelhantes, devem ser aparentadas. Os criacionistas não igualam os dois, porque reconhecem que as semelhanças entre as espécies não implicam necessariamente em ancestralidade comum.

Um enorme projeto da internet sobre cladística com uma perspectiva evolutiva pode ser encontrado em The Tree of Life[5]. Aqui, um grupo de biólogos de todo o mundo está tentando colocar as relações evolutivas de consenso de todos os organismos na internet. A comunidade da ciência da criação está atualmente sem um recurso semelhante de colaboração para os tipos criados. Contudo, o grupo Baraminology Study Group desenvolveu alguns bancos de dados úteis, tais como o HybriDatabase[1] e o Repositório de Análise Multivariada (Multivariate Analysis Repository) [2], que certamente irão se tornar ferramentas valiosas em nosso estudo da história dos tipos criados.

Cladogênese

Cladogênese é um termo usado para descrever um evento de cisão dentro de uma árvore hierárquica de espécies com base em suas composições genéticas e morfológicas comuns. Essa ramificação formará um clado, um conjunto de linhagens,[6] ou o que é um grupo de espécies consistindo de uma espécie ancestral e todas as espécies que são seus descendentes.[7] Pode ser vista na marca de ramificação criada durante os métodos de especiação de forte isolamento geográfico. Um outro processo relacionado à cladogênese é denominado anagênese, um movimento "progressivo" da linhagem filética sem divisão, uma mudança gradual de uma condição ancestral para uma condição derivada.[8]

Problemas que surgem

Ironicamente, desde que a cladística obteve preponderância e a similaridade se tornou o único critério para a inferência de parentescos, os paleontólogos descobriram que os candidatos mais prováveis ​​para o ancestral do Archaeopteryx viveram dezenas de milhões de anos depois.[9] Outro tipo de problema na cladística evolutiva ocorre quando, por vezes, um novo fóssil não preenche uma lacuna, mas sim, cria lacunas adicionais em outros ramos de um cladograma.[10]

Ver também

Referências

  1. 1,0 1,1 Eldredge, Niles. Reinventing Darwin: The Great Debate at the High Table of Evolutionary Theory. New York: John Wiley & Sons, Inc., 1995. p. 53. ISBN 0-471-30301-1
  2. Eldredge, Niles. The Pattern of Evolution. New York: W. H. Freeman and Company, 2000. p. 8. ISBN 0-7167-3963-1
  3. Futuyma, Douglas J. Evolutionary Biology. 2ª ed. Sunderland, Massachusetts: Sinauer associates, Inc., 1986. p. 291. ISBN 0-87893-188-0
  4. Gould, Stephen Jay. Dinosaur in a Haystack. New York: Harmony Books, 1995. p. 389. ISBN 0-517-70393-9
  5. Tree of Life web project. Página visitada em 7 de Outubro de 2012.
  6. Stanley, Steven M. Macroevolution: Pattern and Process. San Francisco: W. H. Freeman and Company, 1979. p. 13. ISBN 0-7167-1092-7
  7. Ruse, Michael. Darwinism and Its Discontents. New York: Cambridge University Press, 2006. p. 95. ISBN 978-0-521-72824-9
  8. Mayr, Ernst. What Evolution Is. New York: Basic Books, 2001. p. 11. ISBN 0-465-04425-5
  9. Wells, Jonathan. Icons of Evolution: Science or Myth?: Why Much of What we Teach About Evolution is Wrong. Washington, DC: Regnery Publishing, Inc., 2002. p. 121. ISBN 0-89526-200-2
  10. Sarfati, Jonathan D. The Greatest Hoax on Earth?: Refuting Dawkins on Evolution. Atlanta, Georgia: Creation Book Publishers, 2010. p. 128. ISBN 1-921643-06-4

Referências relacionadas