Novo Testamento

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Página do Codex Vaticanus escrita cerca de 350 AD

O Novo Testamento é uma coleção de vinte e sete livros e cartas, escritas por testemunhas oculares e por pessoas que alcançaram o depoimento de testemunhas oculares.[1] Sendo que os mais antigos manuscritos existentes são em grego e no contexto da helenização que ajudou a desenvolver a cultura do primeiro século na Palestina, estudiosos têm determinado que o Novo Testamento foi escrito originalmente em grego. Concluído antes de 100 AD a ênfase do Novo Testamento é a vida, os ensinamentos, a crucificação, a morte, a ressurreição e a dádiva da salvação de Jesus de Nazaré. Há também foco sobre a história primitiva da igreja cristã especificamente dentro do livro de Atos.

Leitura e Interpretação

NT Wright, um influente estudioso do Novo Testamento e teólogo, pinta um retrato da história da leitura do Novo Testamento em seu livro The New Testament and the People of God. Wright recomenda a leitura do Novo Testamento num contexto não só histórico, mas teológico, possibilitando ao cristianismo manter uma prática de teologia histórica. No entanto ao longo da história da leitura do NT houveram;

... quatro formas (leituras pré-crítica, histórica, teológica e pós-moderna) correspondem de forma muito ampla a três movimentos dentro da história da cultura ocidental nos últimos séculos. O primeiro pertence ao período antes do Iluminismo do século XVIII, o segundo, a ênfase principal do Iluminismo, também conhecido como "modernismo" ou "modernidade"; o terceiro, a um corretivo no segundo, ainda de dentro da visão de mundo do Iluminismo começou a quebrar-se sob questionamento de muitos lados, e que se tornou conhecido como "pós-moderno."[2]

Apologética

Existem dois métodos aceitos propostos pelas escolas bíblica e, especificamente, bíblica do Novo Testamento que, quando seguidos servem como um tipo de alicerce histórico para defender a ressurreição de Jesus Cristo, e a singularidade do Novo Testamento entre o conjunto da literatura antiga. Há em primeiro lugar o método dos fatos mínimos com o seu pioneiro Gary Habermas, reconhecido como uma autoridade mundial sobre a ressurreição de Jesus. Em segundo lugar há o que se chama o método de confiabilidade geral que é utilizado para articular um caso para a estabilidade textual do Novo Testamento, em vez de a historicidade de eventos particulares dentro da vida de Jesus.[3]

Método dos fatos mínimos

O método dos fatos mínimos é uma apologética histórica que defende o caso da ressurreição sobrenatural de Jesus Cristo. O método dos fatos mínimos é também chamado de abordagem fatos mínimos e foi pioneira na década de 1970 pelo filósofo, historiador e proeminente apologista cristão Gary R. Habermas. Ele é considerado dentro apologética histórica especificamente como uma abordagem acadêmica para estabelecer a confiabilidade específica na Bíblia mostrando a doutrina central do cristianismo como fato histórico.[nota 1]

Método de confiabilidade geral

O método de confiabilidade geral é apologética de crítica textual que incide sobre as características textuais do Novo Testamento. Como com a literatura antiga o NT é comparado com outras literaturas para as quais existem manuscritos sobrevientes. Categorias específicas de critérios cronológicos relativos aos manuscritos bíblicos e não-bíblicos são comparadas. O método formulado durante o final dos anos 19 e início do século 20 trouxe à luz manuscritos e, portanto, de dados textuais necessários para se arrazoar metodicamente. O método de confiabilidade geral é apoiado pelas práticas e disciplina dentro do campo da crítica textual. Tanto assim que é tão crítico o campo de estudo que o método de confiabilidade geral pode facilmente ser referido como a crítica textual do Novo Testamento. Os dois termos são intercambiáveis. O método de confiabilidade geral é usado hoje pelos apologistas, com tratamentos sofisticados de conexão que foram iniciados na década de 1970 por Gary Habermas, chamado de método dos fatos mínimos.

Livros do Novo Testamento

Existem várias divisões do Novo Testamento, que são os Evangelhos, as epístolas paulinas e cartas, as epístolas gerais e o livro final da Bíblia chamado Apocalipse.

Evangelhos

A palavra inglêsa gospel [ˈɡɒspəl] deriva da palavra do Inglês antigo gōdspell de gōd, significando bom ("good") e spell, significando "mensagem" ou "notícias" - comparável com o nórdico antigo guthspjall, o alto Alemão antigo guotspell ou o germânico gutspeil. Portanto a palavra gospel é a tradução para o Inglês do grego koiné εὐαγγέλιον (euangelion, εὖ eu "good" + ἄγγελος angelos "messenger"),[4][5] enquanto os países de língua Portuguesa utilizam o termo grego evangélio do grego latinizado evangelium. Os Atos dos Apóstolos são uma continuação do evangelho Lucas, documentando a história do início dos anos da igreja Cristã, começando imediatamente após a morte e ressurreição de Jesus . Dos autores, apenas Mateus e João haviam conhecido Jesus; eles estavam entre os Seus discípulos durante Seu ministério terreno. Marcos era companheiro de Pedro, e os eruditos em geral vêem o seu evangelho como o primeiro a ser escrito cerca de 65 AD.[6] Lucas é considerado o autor do evangelho e do livro de Atos que é geralmente referido como Lucas-Atos.

Os tipos de material abrangidos dentro dos evangelhos a respeito da vida e morte de Jesus Cristo são basicamente cinco tipos. Eles são; parábolas, histórias de milagres, histórias de pronunciamento[nota 2] que são relatos que preservam a memória de algo que Jesus disse, e também foram muito populares no grande mundo greco-romano também. Ditos individuais também fazem parte dos evangelhos, mas não têm contexto narrativo como as histórias de pronunciamento. E depois há narrativas da paixão e da ressurreição, que são cobertos em detalhe muito mais do que quaisquer outros tipos de materiais encontrados nos evangelhos.[7]

Os evangelhos são;

Há também o livro de Atos dos Apóstolos, que é geralmente tomado em conjunto com o Evangelho de Lucas e referido como Lucas-Atos.

Epístolas Paulinas

Estas são cartas escritas a várias comunidades cristãs primitivas pelo apóstolo Paulo.

Epístolas Gerais

Apocalipse

O Livro da Revelação, também chamado de Apocalipse, é a última obra no Novo Testamento, bem como de toda a Bíblia, escrito em cerca de 95 dC pelo Apóstolo João, durante o seu exílio na ilha grega de Patmos. O Apocalipse está preocupado com a condição das Sete Igrejas da Ásia antes de ir profundamente para uma descrição dos últimos dias antes do início da Era do Milênio.

Notas

  1. Um fato histórico é o que os historiadores consideram como história conhecível; eles não significam necessariamente que seja uma prova lógica.
  2. Histórias de pronunciamento é uma tradução literal do inglês Pronouncement Story que se refere a narrativas que culminam com algum dito de Jesus. São denominadas Paradigmas (Dibellius), Apophthegmata (Bultmann), Histórias Simples e Histórias de Pronunciamento (Vincent Taylor).

Referências

  1. Lanier Theological Library (23 de março, 2011). Aula com o Dr. Peter Williams sobre a evidência que constrói um caso de relatos de testemunhas no Novo Testamento. Página visitada em 11 de Junho de 2012.
  2. NT Wright, The New Testament and the People of God (Fortress Press 1992), pg. 7
  3. Recent Perspectives on the Reliability of the Gospels by Gary R. Habermas. Originally published in the Christian Research Journal / vol. 28, no. 1, 2005.
  4. The word "gospel" on Dictionary.com: http://dictionary.reference.com/browse/gospel
  5. Good News By Wikipedia
  6. Bruce, F. F. Merece Confiança o Novo Testamento?. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1990. p. 18.
  7. Mark Allan Powell, Introducing the New Testament: A Historical, Literary, and Theological Survey (Baker Academic 2009), pgg. 85-92

Ligações externas