Criacionismo progressivo

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O criacionismo progressivo, também conhecido como criacionismo dia-era, afirma que o relato de Gênesis é verdadeiro, mas argumenta que os "dias" da criação não foram dias normais de 24 horas. Antes, acredita-se que duraram longos períodos de tempo—ou como o nome da teoria implica: cada um dos "dias" durou uma era. De acordo com esse ponto de vista, a sequência e a duração dos "dias" da Criação é representativa ou simbólica da sequência e duração dos eventos que os cientistas teorizam ter acontecido, de modo que Gênesis pode ser lido como um resumo da ciência moderna, simplificado para o benefício dos seres humanos pré-científicos.

Alguns criacionistas do dia-era sugerem que o relato muito breve da criação em Gênesis não foi concebido como exaustivo, mas sim como um resumo sucinto do conhecimento antigo no Levante. Muitos argumentam que a narrativa da criação é breve porque ela serve como uma introdução ligando o surgimento da etnia judaica com o início dos tempos. Assim, descrever qualquer interpretação específica e definitiva está além do escopo e da intenção das passagens de Gênesis e é de natureza subjetiva e controversa. Além disso, exigir que a fé em Deus seja contingente em qualquer uma das interpretações da criação é limitar a fé de um crente a assuntos terrenos e não espirituais.

Principais crenças

Nome Parecer sobre a Idade da Terra Parecer sobre origem da vida Parecer sobre o Genesis
Criacionismo progressivo A Terra tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos. O universo tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos. A datação radiométrica é um meio preciso de determinação da idade da Terra. Deus criou a vida na Terra, lenta e gradualmente, ao longo de milhões e bilhões de anos, seja por meio de evolução ou aguardando por milhões de anos entre os atos de criação. Os dias da criação em Gênesis representam longos períodos de tempo, e não dias literais de 24 horas. Para apoiar isso, 2Pedro 3:8 é frequentemente citado. Os criacionistas da Terra jovem, no entanto, afirmam que essa é uma citação equivocada, e que o versículo é concebido como uma expressão da atemporalidade de Deus e não como uma diretriz para interpretar os 'dias' de Gênesis (ou os 'dias' de qualquer outra parte da Bíblia, aliás).


Dias da Criação

Os criacionistas progressivos acreditam que os 6 dias da criação em Gênesis 1 ocorreram em vastas eras de tempo. A palavra 'yom' significa 'dia' em Hebraico. Mas, uma vez que ela nem sempre tem um limite específico de 24 horas, os criacionistas progressivos acreditam que pode haver um sentido não literal de 'yom' em Gênesis 1.

O Dilúvio foi Local

Os criacionistas progressivos acreditam que o dilúvio de Noé foi apenas um evento local, porque a população da terra era tão escassa que não estava expandida por todo o globo. Ao contrário, eles afirmam com base nessa teoria que simplesmente não seria necessário acabar com toda a terra se não havia civilização ao redor de todo o globo.

Dr. Ross professa na seguinte afirmação que, devido ao fato de que os humanos não estavam habitando todo o mundo, não seria necessário da parte de Deus destruir aquelas porções de terra inabitadas.

Dr. Ross: "Mas aqui estão algumas razões, razões físicas, de por que o dilúvio não pode ser global.

A número um é o alcance limitado do pecado. Dado que os seres humanos ainda não tinham civilizado e habitado a Antártida, não haveria necessidade de Deus inundar a Antártica, porque não haveria pecado lá na Antártida." [1]

Bilhões de anos

Dr. Ross:

"Só funciona em um cosmos de uma centena de bilhões de trilhões de estrelas que tem precisamente dezesseis bilhões de anos de idade. Essa é a estreita janela de tempo em que a vida é possível.

"Portanto isso me permite fazer uma paráfrase interessante de João 3:16, se você permitir—Porque Deus amou tanto a raça humana que ele despendeu na construção uma centena de bilhões de trilhões de estrelas e cuidadosamente as moldou e trabalhou-as por dezesseis bilhões de anos, para que, nesse breve momento no tempo todos nós pudéssemos ter um bom lugar para viver." (Dallas Theological Seminary Chapel Service, 13 de setembro de 1996). [1]

Humanos pré-adâmicos

Os criacionistas progressivos acreditam que não há nenhuma maneira de evitar a morte, doença, e sangue derramado antes de Adão e Eva terem cometido o pecado original. Mesmo no ambiente mais estável e infalível, haveria maneiras de ser arranhado e cutucado.

Além disso, os criacionistas progressivos acreditam que nunca foi especificado que não havia carne para ser consumida — havia sido dado a eles ervas e vegetação, mas nunca se descartou a carne. Portanto, havia predadores e presas.

Dr. Ross:

"Começando cerca de 2 a 4 milhões de anos atrás, Deus começou criando mamíferos parecidos com o homem ou ‘hominídeos’. Essas criaturas ficavam sobre dois pés, tinham cérebros grandes, e usavam ferramentas. Alguns até enterravam seus mortos e pintavam nas paredes das cavernas.

"No entanto, eles eram diferentes de nós. Eles não adoravam a Deus ou estabeleciam práticas religiosas. Com o tempo, todas essas criaturas que se pareciam com o homem foram extintas. Então, cerca de 10 a 25 mil anos atrás, Deus os substituiu com Adão e Eva." (Web Site do Reasons To Believe, atualizado em 08 de julho de 1997) [1]

Problemas

Existem problemas a serem abordados com cada uma das principais crenças do Criacionismo Progressivo. Por exemplo:

  • Ao afirmar que houve uma manhã e uma noite em Gênesis 1, o autor estava tentando deixar bem claro que os dias da criação eram dias literais de 24 horas. Especificamente em Gênesis 1:14 Deus descreve dia e noite, dias e anos em contexto e contraste, claramente denominando suas diferenças.
  • No que diz respeito à interpretação do dilúvio local, se nós estamos olhando para o texto original hebraico, a palavra kol é utilizada, que se traduz significando tudo/cada. Para o dilúvio é usada a palavra mabbul, singular em toda a Escritura e separada de uma inundação local. Deus prometeu que nunca mais iria inundar a Terra dessa forma novamente (Gênesis 9:12–17). No entanto, muitas inundações locais têm acontecido desde então. Assim, deve ter sido um dilúvio global que aconteceu.
  • Nós vemos em Gênesis 9:3 que Deus especifica que naquele ponto no tempo, Ele lhes deu "autorização" para comer mais que apenas ervas.
  • Os humanos foram criados no Princípio, não anos e anos mais tarde, após os hominídeos terem percorrido a terra. Em Marcos 10:6 , Jesus disse: "Mas no início da criação, Deus 'os fez macho e fêmea'".
  • Os criacionistas progressivos normalmente falam e pensam em termos de forte ceticismo em relação à autoridade da Bíblia especialmente no que diz respeito à precisão do relato de Gênesis. Na própria re-fatoração de Hugh Ross de João 3:16, ele claramente acredita que a Terra e o Cosmos foram formados para a humanidade. A Bíblia afirma por toda parte, porém, que a Terra e o Cosmos foram formados para a glória de Jesus Cristo. É portanto instrutivo que Ross tenha centrado em João 3:16 como o foco de seu comentário.
  • Os criacionistas progressivos acreditam que o tempo é soberano sobre Deus, e não Deus soberano sobre o tempo. Eles acreditam que o tempo é uma quantidade primordial que Deus e tudo o mais está sujeito, e que Deus "progride" na mesma linha do tempo que o resto da criação, bem como barcos flutuando em um rio. Os criacionistas progressivos podem dar a Deus o crédito por ser capaz de "ver rio abaixo" melhor do que o resto de nós, mas eles dizem que Ele está limitado ao rio, mesmo assim. Isso subordina diretamente a soberania de Deus e nega que Deus criou o tempo. Também nega a onipresença completa de Deus, em que Deus está em "todos os lugares" e também em "todo tempo", relegando Deus simplesmente a "todos os lugares".

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 Ham, Ken. "What's wrong with progressive creation?" Answers in Genesis, n.d. Acessado em 11 de agosto de 2008.

Ligações externas