Taxonomia

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Frontispício da obre de Carolus Linnaeus, Systema Naturae, Leiden, 1735

Taxonomia (do grego τάξις táxis, arranjo e nomia νομία, método)[1] é um ramo das ciências biológicas envolvido com a classificação dos organismos com base nas características que eles compartilham em comum. Usando observações morfológicas, comportamentais, genéticas e bioquímicas, os taxonomistas identificam, descrevem e organizam as espécies em um sistema hierárquico de grupos.[2] Uma vez que os taxonomistas também identificam e dão nome aos organismos conhecidos, pode-se argumentar que Adão foi o primeiro a realizar este aspecto da taxonomia.[3]

A Hierarquia taxonômica de Lineu, que ainda hoje é usada, foi desenvolvida no século 18 por Carolus Linnaeus. Visto que o trabalho de Carolus Linnaeus Systema Naturae foi publicado mais de 100 anos antes de Charles Darwin publicar sua teoria, seus escritos não mencionam ou fazem qualquer referência a evolução. Lineu foi um homem profundamente religioso, acreditando que seu trabalho "revelaria a ordem divina da criação de Deus". Muitos grupos taxonômicos novos foram adicionados desde que Lineu desenvolveu o primeiro sistema moderno e as relações evolutivas hoje dominam a taxonomia.

A taxonomia originalmente envolveu o agrupamento de organismos com base nas características facilmente observáveis que eles compartilham em comum (morfologia). Todos os organismos atribuídos a um determinado grupo possuem as mesmas características. Cada grupo é então subdividido de modo a diferenciar ainda mais os seus membros com base nas suas diferenças. Esta hierarquia de grupos e subgrupos fornece um método sistemático para classificar e nomear os organismos que vão desde semelhanças muito gerais a cada vez mais detalhadas.

Desde que a teoria da evolução ganhou aceitação generalizada entre os cientistas, um ramo da taxonomia conhecida como cladística tornou-se cada vez mais popular. A cladística assume a ancestralidade comum, e organiza os organismos em uma árvore de origem ancestral com base na proporção de características que os organismos compartilham. Ambas as hipóteses evolutivas e exames bioquímicos continuam a forçar a modificação em nomes e arranjos taxonômicos aceitos.

Hierarquia

O sistema taxonômico é hierárquico. Todos os organismos de um determinado grupo (isto é, Reino) possuem certas características que os unem juntos e os distinguem dos outros grupos. Cada grupo pode conter do mesmo modo vários subgrupos, que por sua vez são frequentemente divididos em grupos ainda menores. Por exemplo, dentro de cada reino geralmente há vários grupos chamados filos. Estes filos todos partilham algumas características gerais em comum, colocando-os dentro do mesmo reino, mas eles podem ser distinguidos uns dos outros por variações mais sutis. E dentro de cada Filo, há geralmente várias classes que são unidas por características para o mesmo Filo, mas também distintas de outras formas permitindo que eles sejam um grupo separadamente. A espécie é menor do agrupamento de organismos, embora possa haver muitas variedades ou subespécies.

Deve também notar-se que a maior parte dos níveis mostrados na hierarquia acima foram ainda subdivididos ou elevados. Prefixos comuns usados com as designações de taxonomia base incluem: sub, infra, super, supra, etc.

A hierarquia taxonômica:

  • Domínio
  • Reino
  • Filo
  • Classe
  • Ordem
  • Família
  • Gênero
  • Espécie

Reinos

Tabela do Reino Animal (Regnum Animale) da primeira edição de Systema Naturae de Carolus Linnaeus (1735).

Até recentemente, O nível de Reino era o agrupamento mais amplo de organismos, dos quais 5 eram geralmente reconhecidos. Para muitos livros, estes 5 continuam a ser vistos (Animalia, Plantae, Fungi, Protista, e Monera). Mais recentemente Monera foi dividida em Eubacteria e Archaea(anteriormente conhecido como Archaebacteria) tornando seis reinos. Subsequentemente, Archaea e Eubactera (agora Bactéria) foram elevados juntamente com os Eucariotos ao nível dos domínios. Na tabela a seguir, o sistema de seis Reinos é apresentado, apesar de páginas individuais identificarem os dois últimos como domínios.

Reino Exemplos
Plantae Musgos, samambaias, plantas com flores, coníferas
Animalia Répteis, aves, mamíferos, insetos
Protista Ciliados, flagelados, amebas, algas
Fungi Bolores, fungos, leveduras
Bacteria Bacteria (formerly Eubacteria)
Archaea Halófilos, metanogenos, termófilos

Espécies

O nome científico específico dado a qualquer organismo é um binômio composto dos nomes do gênero e espécies a que o indivíduo pertence. Por exemplo, o Lobo pertence ao gênero-Canis e a espécie-Lupus, e, portanto, seu nome científico é Canis lupus. Espécies do mesmo gênero nunca pode ter o mesmo nome de espécie, mas espécies pertencentes a gêneros diferentes podem compartilhar nomes de espécies. Um exemplo é Lathyrus sativus e Crocus sativus. O nome do gênero é sempre escrito com a primeira letra maiúscula, enquanto o nome da espécie está escrito em letras minúsculas. Além disso, as subespécies são representadas por um trinômio, que contém o binômio da espécie mais o nome da subespécie específica.

Baraminologia

A Baraminologia é uma disciplina da biologia criacionista que estuda a ancestralidade da vida na Terra (biossistemática). Ela provém da pressuposição de que Deus criou muitos tipos separados de organismos, como descrito no livro bíblico de Gênesis, e usa meios científicos para determinar quais organismos pertencem ao mesmo tipo (baramin) e, em contraste, quais não são aparentados. A biossistemática criacionista nos permite entender mais claramente a verdadeira história evolutiva da vida na Terra, a qual não poderia ser conhecida de uma perspectiva naturalista. Mais importante, ela fornece uma outra maneira de conhecer o Criador.

O Baraminology Study Group (BSG) tem sido instrumental nessa área de pesquisa. O grupo está envolvido para promover o desenvolvimento e a pesquisa desse quadro teórico na biologia criacionista em um fórum de principais cientistas criacionistas nos campos relevantes.[4]

Cladística

Cladística é um sistema de classificação para espécies, que procura determinar como as diferentes espécies estão relacionadas. A cladística evolutiva é baseada na hipótese da ancestralidade comum, ou a crença de que toda a vida na Terra está relacionada. A cladística criacionista, por outro lado, baseia-se na hipótese dos tipos criados, ou a ideia de que toda a vida na Terra foi criada por Deus totalmente formada e funcional, de modo que algumas formas de vida estão relacionadas, mas outras não.

Uma variação sistemática é conhecida como sistemática filogenética (das palavras gregas para phylon que significa raça e genética que significa que nascimento). Em vez de confiar apenas na morfologia, cladistas também usam evidências fósseis, genéticos e análises bioquímicas para construir diagramas tipo árvore chamados "cladogramas".

A taxonomia é diferente da cladística. A cladística é a classificação de espécies por ancestralidade. A taxonomia, por outro lado, é a classificação das espécies por suas características, mas não faz nenhuma reivindicação a sua ascendência. Enquanto os criacionistas e evolucionistas discordam fundamentalmente sobre a cladística, eles concordam em sua maior parte na taxonomia.

Histórico do nome

Historicamente os nomes comuns de muitos animais podem ser creditados ao primeiro homem - Adão. O livro de Gênesis capítulo 2 nos diz que Deus trouxe cada ave e animal do campo a Adão para que ele desse noem a eles. Sem dúvida muitos dos nomes comuns usados ainda hoje são derivados desta nomenclatura antiga.

Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele. Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. Genesis 2:19-21


Referências

  1. Harper, Douglas. Taxonomy. Online Etymology Dictionary. Página visitada em 14 de abril de 2016.
  2. What is Taxonomy? by the Convention on Biological Diversity. Acessado em 29 de maio de 2011.
  3. What was Adam like? Creation 13(4):28–31 setembro de 1991
  4. BSG:A Creation Biology Study Group

Ver também

Predefinições de taxonomia

Ligações externas

Criacionistas

Seculares