Cristianismo

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Vários ícones e símbolos cristãos

Cristianismo é a maior religião do mundo, com aproximadamente 2,14 bilhões de seguidores (embora outras estimativas mostram números que poderiam ser muito mais elevados). Um cristão é alguém que segue os preceitos de Jesus Cristo. A fundação e os princípios do Cristianismo vêm do Novo Testamento da Bíblia, juntamente com seus primeiros anos de história. Durante a vida de Jesus, seus discípulos foram exclusivamente Judeus. Após a morte de Cristo, os Gentios ou não-Judeus também começaram a participar, os quais agora são a parte mais numerosa no Cristianismo. Seus discípulos eram conhecidos entre si, simplesmente, como "irmãos", "os fiéis", "eleitos", "santos", ou "crentes". O nome "Cristãos" passou a ser usado pelos Gregos ou Romanos, provavelmente com menosprezo, para os seguidores de Jesus ("pequenos Cristos").

O nome "Cristo" é derivado do nome Grego Χριστός, Christōs que significa "o ungido", que por sua vez é uma tradução da palavra Hebraica משיח, Māshīakh ("Messias"). O nome "Cristão" aparece apenas três vezes no Novo Testamento. Em Atos 11:26 diz-se que "os discípulos foram pela primeira vez chamados de Cristãos em Antioquia". Outras menções podem ser encontradas em Atos 26:28 e 1Pedro 4:16 . Os "Cristãos" são agora universalmente conhecidos por este nome que os caracteriza como seguidores de Jesus Cristo, e os distingue das multidões que não o seguem.

Qualquer candidato à conversão deve crer que (1) Deus existe como um ser santo diante do qual todos os seres humanos são considerados moralmente responsáveis for suas transgressões (pecados); (2) o problema do pecado é tão profundo e entranhado que qualquer retificação do problema deve vir de fora de nossa natureza ferida e rebelde; (3) Deus, o autor amoroso e justo da salvação, enviou seu único Filho, Jesus Cristo, para viver a vida perfeita que não podemos viver e para fazer sacrifício pelo nosso pecado, de forma a proporcionar o caminho de reconciliação entre nós e Deus; (4) a eficácia desta obra foi justificada pela obediência inabalável de Cristo ao Pai, sua morte na cruz e sua ressurreição dos mortos, que venceu a morte e afirmou a vida. O caminho do perdão e restauração está aberto a todos, mas somente pela fé e pela obra acabada de Jesus Cristo.[1]

Jesus Cristo

´Jesus na Cruz´ de Rembrandt. tela no painel, 1631. Le Mas d´Agenais, parish church.

Jesus Cristo ou Jesus de Nazaré (Hebraico: יהושע, Yehōshūaʻ; Aramaico: ישוע, Yēshūaʻ; Grego: Ίησους, Iēsous; Latim: Iesus; "Nome significa::YHWH é Salvação") é o Messias Hebreu e a encarnação física de Deus—o Filho de Deus (significando que ele é o Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Santa Trindade, da mesma essência e co-eterno com Deus Pai e Deus Espírito Santo, mas distinto em Pessoa), que veio à terra como homem, porém sendo ao mesmo tempo plenamente homem e plenamente Deus, para prover salvação e reconciliação através de Sua morte pelos pecados da humanidade. Ele nasceu no reinado de Augusto César (cerca de 5 AC) em Belém, Judéia da virgem Maria e foi criado em Nazaré na Galiléia por sua mãe e por seu pai de criação, José, a quem ele seguiu na profissão de carpinteiro. Ele foi executado por crucificação por volta de abril de 34 DC, após ser condenado por Pôncio Pilatos, o quinto procurador da Judéia. Ao longo da sua encarnação, vida, morte e ressurreição, Ele iniciou a que hoje é a maior religião do mundo, o Cristianismo.

João 1 se refere a Jesus Cristo como "O Verbo", como na passagem "O Verbo se fez carne e habitou entre nós".

  • Jesus é o Cristo
  • Jesus é o Filho de Deus
  • Jesus é o Criador

Doutrina

Jesus

O Cristianismo foi fundado na crença de que Jesus Cristo foi enviado à Terra por Deus, e de que a fé em Sua vida, morte e ressurreição é aonde reside a salvação. Ele sofreu sob Pôncio Pilatos e foi crucificado pelos pecados do mundo.

Redenção / Expiação

Arrependimento

Considera-se que Jesus é o próprio Deus, que não somente sofreu e foi crucificado, mas também retornou dos mortos para redimir os pecados da humanidade, tornando assim possível às pessoas, por meio da aceitação do dom gratuito da salvação que Ele oferece, obter a vida eterna. Os cristãos crêem que Jesus Cristo é "o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6 ), e que somente aceitando Sua oferta de salvação pode uma pessoa ser aceita no céu.

A vida eterna no Céu é a promessa resultante da Crucificação de Cristo, e seu testemunho é encontrado na Ressurreição. Este evento disparou um fogo consumidor nos Apóstolos, que iniciaram uma revolução espiritual mundial, explodindo nos eventos do Cenáculo (Atos 2 ).

Deus

O Cristianismo, como todas as religiões monoteístas, sustenta uma doutrina sagrada: Deus é um, e existe um único Deus. Durante os tempos bíblicos, esta visão estava em total contraste com as religiões politeístas ("muitos Deuses") praticadas pelos Gregos, Romanos e Egípcios.

O pacto estabelecido entre Deus e Israel depende do reconhecimento, por Seu povo, de que Ele é o único Deus, e graves avisos foram dados no Velho Testamento contra fabricar e adorar ídolos (uma prática que era comum na época, mesmo entre os israelitas) - Levítico 19:4 . A importância desta lei é ilustrada por ser ela o primeiro dos Dez Mandamentos dados a Moisés.

"Não terás outros deuses diante de mim." - Êxodo 20:3

O Novo Testamento repete este tema central na carta aos Coríntios.

"sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é, e que no mundo todo não existe senão um só Deus." - 1Coríntios 8:4

Deve notar-se que os "outros deuses" contra os quais é feita a advertência não são deuses de fato, mas substitutos para Deus, ou simplesmente crenças mitológicas que foram adotadas pelos israelitas, das culturas pagãs que os rodeavam.

O "Escudo da Trindade", que ilustra as componentes de Deus como Pai, um Filho e um Espírito Santo.

Trindade

A Trindade de Deus é central ao Cristianismo. A palavra "Trindade" vem do Latim Trinitas, significando "em número de três". Nem esta palavra, ou alguma equivalente da mesma, ocorrem na Bíblia, mas a doutrina é derivada logicamente das muitas afirmações feitas através das escrituras. Ela é usada para descrever uma crença Cristã básica, baseada nos ensinamentos bíblicos de que um Deus é manifestado como um Pai, um Filho e um Espírito Santo.

Apologética Cristã

Apologética cristã é uma área de estudos Cristãos que lida com a defesa da fé Cristã, que é uma atividade bíblica, conforme aconselhado e demonstrado na Bíblia. Por exemplo, Pedro escreveu: "Estando sempre preparados para responder a qualquer que vos pedir razão da esperança que há em vós" 1Pedro 3:15 . Fazer uma defesa de sua fé é parte da postura espiritual de um Cristão. A palavra "Apologética" vem da palavra Grega απολογία, apologia traduzida como "defesa". Apologética é uma defesa da fé, e não um pedido de desculpas, como pode ser erroneamente concluído a partir da palavra inglesa "apologies" (desculpas), que possui grafia semelhante.

Uma boa definição do caráter e função da apologética cristã pode ser encontrada quando Paulo diz: "Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir sofismas, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus; e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo." (2Coríntios 10:3-6 )

O livro de Jó é uma apologética justificando a ações de Deus para com o homem. Diante de oposição de seus amigos e família, Jó compartilha as razões para sua lealdade e confiança no Senhor. Ele deixa bem claro que o Senhor de Israel não era como os deuses dos pagãos ao redor deles; ao invés, o Senhor de Israel é um Deus fiel que nunca falharia com aqueles que confiassem nEle.

Os Salmos 14 e 19 são uma apologética típica. Romanos 1:20 adiciona confirmação apologética dizendo que as maravilhas da natureza são suficientes para indicar a existência de um Deus inteligente e todo-poderoso. Em Atos 17 a mensagem de Paulo é outro exemplo de apologética sendo utilizada para pregar o evangelho a descrentes céticos.

Contexto Histórico

A Época de Jesus

Quando Jesus nasceu, a terra de Israel tinha presenciado tremendas rebeliões por centenas de anos. Os judeus tinham se rendido a Alexandre o Grande sem oferecer resistência em 332 AC. No princípio, a vida como parte do Império Greco-Macedônio tinha sido relativamente agradável, porque Alexandre havia permitido que os judeus continuassem a viver de acordo com suas próprias leis. Mas com a morte de Alexandre e a divisão do seu império, os reis do Império Selêucida começaram a impor valores gregos sobre o povo, um processo chamado de "Helenização." A culminação disto foi o vergonhoso sacrifício de um porco no Templo de Jerusalém por Antíoco IV Epifanes. Isto causou uma revolta contra Antíoco e contra tudo que fosse grego, por Judas Macabeu em 165 AC.

Mas a vida política na Terra Santa estava longe de se aquietar. A chegada dos Idumeus, e especialmente a família de Herodes, provocaram uma disputa entre duas famílias sacerdotais. Isto deixou a terra vulnerável a ser conquistada quando outro grande general construtor de impérios, Pompeu o Grande, chegou no Oriente Médio, inicialmente em outra missão. Pompeu capturou a Terra Santa e resolveu as disputas à sua maneira. Naturalmente o povo se ressentiu desta imposição.

A própria Roma iria sofrer seus próprios levantes, que iriam também afetar a Terra Santa, mesmo que de forma periférica. Júlio César conquistou a Europa Ocidental para Roma e então, nas Guerras Civis de Roma, ele destruiu toda oposição importante contra ele e se firmou na liderança de Roma. Então em 44 AC ele preparou-se para marchar na que teria sido sua maior guerra de conquistas, contra o Reino dos Partos, os sucessores do Império Persa. Mas em 15 de março daquele ano, vinte e quatro senadores o assassinaram. O Império Romano mergulhou em renovada guerra civil por quinze anos. Herodes inicialmente fez aliança com Marco Antônio mas, por fim, declarou sua lealdade a Augusto, quando este derrotou Antônio em batalha, e o perseguiu até Alexandria, Egito, onde Antônio e Cleópatra VII cometeram suicídio.

Contexto Social

A Terra Santa, agora sob domínio romano por seis décadas, era um lugar inquieto e miserável. Os romanos não coletavam diretamente seus impostos; ao invés disso, eles contratavam coletores locais, chamados publicani, para coletar as taxas para eles. Estes homens tinham licença para coletar o que pudesse e guardar para si tudo que os romanos não lhes ordenassem que fosse enviado a Roma, e "coletor de impostos" tornou-se um sinônimo para apropriação indébita e traição da raça.

Igualmente ruim era a rivalidade étnica envenenada entre os judeus verdadeiros e os Samaritanos, descendentes dos povos que Shalmaneser V e seus sucessores haviam realocado para o Reino do Norte após conquistá-lo, muitos séculos antes. O sentimento nacionalista exasperado prevalecente na época levava os judeus a desprezar os samaritanos ainda mais e a vê-los como intrometidos.

Os sacerdotes dos judeus haviam se dividido em três seitas principais. Os Fariseus eram os "conservadores" da época, observadores rigorosos da lei e da tradição Judaica. Os Saduceus eram os "liberais" de sua época, profundamente helenizados e não mais acreditando nem mesmo nos conceitos espirituais centrais do Judaísmo. Os Essênios eram uma comunidade dedicada e isolada de arquivistas, e o homem moderno deve lhes agradecer pela preservação de muitos manuscritos do Velho Testamento dentre os Manuscritos do Mar Morto. Os Essênios se retiraram do debate político, mas as disputas entre os Fariseus e os Saduceus eram costumeiras e rancorosas.

Mas o sentimento mais notável na época era, de longe, o nacionalismo Judeu. Os judeus estiveram esperando por seu Messias prometido desde que Isaías e Daniel fizeram suas profecias. Mas eles esperavam que esse Messias fosse um líder político, que viesse a liderar um outra revolta como a dos Macabeus, desta vez contra Roma.

Vida de Jesus

Jesus nasceu durante o reinado do Imperador Augusto e, de fato, durante uma das três ocasiões em que Augustus fez um recenseamento sistemático de todo o mundo romano. Quando Jesus tinha talvez dezoito anos de idade, Augusto morreu envenenado em sua cama, e Tibério o sucedeu no governo do Senado Romano e portanto no governo de estado do Império Romano. Tibério ocupava o cargo há quinze anos quando Jesus foi batizado e iniciou Seu ministério público.

Jesus não se conformou às expectativas das pessoas. Ele era amigo dos coletores de impostos, e apesar de que os inspirou a abandonar suas carreiras desonrosas, as pessoas ainda viam as ações de Jesus com suspeita. (Um dos principais coletores de impostos, entretanto, escreveu o mais longo dos Evangelhos e o mais diretamente voltado para os judeus. Seu nome era Mateus.) Mais precisamente, Jesus não deu nenhuma indicação de que planejava incitar o povo à revolta.

Os fariseus consideravam Jesus uma ameaça direta à sua posição de poder e privilégio. Por esta razão, eles estavam determinados a destruir Sua credibilidade. Assim eles instigaram a cadeia de eventos que culminou na Crucificação.

A Ressurreição pegou os Fariseus totalmente de surpresa—tanto que eles vieram a subornar guardas romanos para que confessassem aos seus superiores que tinham caído no sono, na noite em que Jesus "desapareceu"—uma ofensa que normalmente teria sido punida com execução imediata.

História Depois de Jesus

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Os doze apóstolos encontraram martírio em lugares diversos do mundo antigo, chegando à Índia, China e muitos outros lugares. Isto, e os escritos dos pais da igreja que lhes seguiram, referem-se a registros romanos oficiais, e atestam a realidade dos eventos, conforme relatados no que é atualmente o Novo Testamento.

Ao longo dos três primeiros séculos houve muitas ondas de perseguição, sob as quais o Cristianismo se espalhou, baseado no testemunho da Ressurreição de Cristo, conforme relatado pelos apóstolos e quinhentas outras pessoas, e subseqüentemente, outros milagres que se seguiram, como sinais prometidos.

Estas perseguições contra todos os Cristãos terminaram com a ascensão de Constantino a Imperador de Roma, que ele atribuiu a utilizar o sinal da cruz. Os séculos seguintes, naturalmente, trouxeram uma história mista de perseguição de alguns grupos de Cristãos por outros, mas quase nenhum que atingisse a escala das perseguições romanas.

São Patrício da Irlanda, um jovem britânico-romano capturado e conduzido à escravidão na Irlanda, escapou após uma visão do barco que posteriormente o trouxe de volta à Bretanha. Após estudar por alguns anos como padre na França, ele trouxe a mensagem da salvação à Irlanda. Em uma geração, a ilha inteira abandonou suas práticas Druidas de feitiçaria, sacrifícios humanos, e escravidão, e voltou-se ao Cristianismo. Isto era típico de uma história que se repetiria muitas vezes nos séculos seguintes.

São Patrício também trouxe a alfabetização aos irlandeses, e com ela um amor entusiasmado por livros que mais tarde reverberou de volta à Bretanha e então à Europa, onde ondas de tribos do leste haviam devastado bibliotecas e monastérios e queimado livros por toda a parte. Estes escribas salvaram muitos escritos Gregos e Romanos que ainda temos hoje em dia, e Carlos Magno e outros governantes franceses usaram seus estudantes para estabelecer os centros de aprendizado que se tornaram as universidades de hoje em dia. Grupos de cristãos também iniciaram ministérios de assistência e cura nos séculos seguintes, que se tornaram as clínicas modernas e hospitais de hoje.

Mapa mundial das religiões.
Percentuais de cristãos por país.

Com a invenção da prensa por Gutenberg, tornando a Bíblia muito mais fácil de se obter para todos, foi dado um impulso ao aprendizado, alimentado por uma maior população capaz de ler e escrever, o que posteriormente proporcionou uma base fértil para o florescimento da investigação científica. O melhor exemplo conhecido deste movimento hoje em dia é Isaac Newton, geralmente visto, mesmo hoje, como o maior cientista que já viveu. Houve muitos outros cientistas, muito conhecidos hoje, fundadores de campos de investigação científica e criacionistas no sentido de uma leitura literal de Gênesis capítulo um. Ver - cientistas criacionistas históricos, para uma lista de outros cientistas, desde a época do começo da ciência moderna até hoje, que professam crença no Gênesis capítulo um como a verdadeira estória dos primeiros momentos do mundo.

O Cristianismo seguiu a expansão européia através da maior parte do segundo milênio. Aonde ele chegava, sua influência geralmente significava o fim das práticas imorais de muitos grupos nativos, como sacrifícios de crianças, canibalismo, infanticídio por conveniência, e outros comportamentos agora considerados como tabu. Em geral, o estabelecimento da igreja por Jesus Cristo facilita o clamor unificado contra o mal no mundo, pelos Cristãos. Isto pode ser visto através da história, que os cristãos são uma parte vital na luta pelo que é bom. William Wilberforce, por exemplo, dedicou sua vida aos princípios bíblicos e tornou-se um dos principais proponentes da abolição da escravidão. Este é o legado com o qual Jesus Cristo e o Cristianismo têm presenteado o mundo.


Referências

  1. Douglass Groothuis, Christian Apologetics: A comprehensive Case for Biblical Faith (IVP Academic 2011), pg. 40