Forma de transição

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Tiktaalik, uma espécie de peixe sarcopterígio extinta.

Uma forma de transição é um organismo vivo ou fossilizado que acredita-se ser um elo evolutivo entre dois grupos distintos (também referidos como intermediários ou elos perdidos). Isso é sugerido quando os organismos mostram características intermediárias entre uma forma ancestral e seus descendentes.[1] Por exemplo, os evolucionistas consideram o Tiktaalik um intermediário entre peixes e anfíbios porque ele tem barbatanas carnosas, e portanto acreditam que as barbatanas possibilitaram que ele evoluísse das águas rasas para a vida na terra.

Quando examinamos populações vivas, há uma clara distinção entre vários animais e plantas, o que tem nos permitido classificá-los em grupos taxonômicos. Sendo que a evolução através de mutações randômicas tem que ocorrer em uma taxa extremamente lenta e gradual, deveríamos encontrar uma série contínua de fósseis intermediários que ilustrassem a transição de um tipo de organismo para outro, se essa teoria fosse válida. A ausência total dessas formas de transição é a evidência empírica mais reiterada contra a evolução. Nessa arena, citações de evolucionistas honestos são numerosas, denunciando o estado do registro fóssil. Por exemplo, David B. Kitts da School of Geology and Geophysics na University of Oklahoma escreveu:

Apesar da brilhante promessa de que a paleontologia fornece um meio de "ver" a evolução, ela tem apresentado algumas dificuldades desagradáveis para os evolucionistas, a mais notória das quais é a presença de "lacunas" no registro fóssil. A evolução requer formas intermediárias entre espécies e a paleontologia não as fornece….[2]

Michael Denton comenta esse problema irrefutável.

O fato de que tantos dos fundadores da biologia moderna, aqueles que descobriram todos os fatos básicos da morfologia comparada nos quais a biologia evolutiva moderna está baseada, sustentaram que a natureza é fundamentalmente um descontínuo de tipos isolados e singulares, sem pontes através de variedades de transição, uma posição absolutamente em desacordo com ideias evolutivas, é obviamente muito difícil de conciliar com a noção popular de que todos os fatos da biologia apoiam irrefutavelmente uma interpretação evolutiva.[3]

Para quase todos os grandes biólogos e naturalistas do final do século XVIII e início do século XIX, a teoria de Darwin falhou em explicar a descontinuidade de espécies. Em vez disso, um modelo tipológico foi aderido, o qual reconhecia que os organismos existem como tipos distintos.[4] Para explicar a ausência de formas de transição, um processo de macroevolução descaracterizado foi proposto como responsável pela rápida saltação (saltos evolutivos), responsável pelas lacunas entre táxons, com o processo tradicional micro operando para produzir as mudanças lentas e graduais, responsável pelos grupos de espécies similares.

Ausência de formas fósseis

Há mais de cem milhões de fósseis identificados e catalogados atualmente nos museus do mundo.[5] Se toda a vida na Terra é descendente de um único ancestral comum, então deveria haver incontáveis "formas de transição" no registro fóssil que mostrasse a transformação gradual dos organismos. Comparado ao número de organismos vivos e fósseis, formas de transição estão ostensivamente ausentes e muitas vezes são referidas simplesmente como "elos perdidos".

Michael Denton afirmou:

Ainda é esmagadoramente verdade, como era nos dias de Darwin, que os primeiros representantes de todas as principais classes de organismos conhecidos para a biologia já são altamente característicos de suas classes quando fazem sua aparição inicial no registro fóssil. Esse fenômeno é particularmente óbvio no caso do registro fóssil invertebrado. Em sua primeira aparição nos antigos oceanos paleozóicos, a vida invertebrada já era dividida em praticamente todos os principais grupos com os quais estamos hoje familiarizados.[6]

Se o criacionismo da terra jovem da Bíblia é verdadeiro, então isso é precisamente o que devia ser encontrado. A visão criacionista prediz a presença de tipos distintos de animais com nenhuma transição entre eles; ou na melhor das hipóteses um punhado de formas contestáveis. Os evolucionistas passaram mais de 150 anos tentando encontrar fósseis de transição e nada se aproximando de uma forma conclusiva foi jamais encontrado - existem somente um punhado de exemplos duvidosos.[7][8]

O notável antropólogo Edmund Ronald Leach afirmou:

Elos perdidos na sequência da evidência fóssil eram uma preocupação para Darwin. Ele estava certo de que eles eventualmente apareceriam, mas eles ainda estão faltando e parecem prováveis de permanecerem assim.[9]

David Raup, que foi o curador de geologia no museu que mantém a maior coleção fóssil do mundo (o Field Museum of Natural History, em Chicago), observou: "[Darwin] estava embaraçado pelo registro fóssil porque não parecia como ele predisse que pareceria... Bem, estamos agora cerca de 120 anos depois de Darwin, e o conhecimento do registro fóssil tem expandido grandemente. Temos agora um quarto de milhão de espécies fósseis mas a situação não mudou muito... Temos até mesmo menos exemplos de transição evolutiva do que tínhamos no tempo de Darwin." (David M. Raup, "Conflicts Between Darwin and Paleontology," Field Museum of Natural History Bulletin 50 (Janeiro de 1979): 22-23, 24-25)

Um dos mais famosos proponentes da evolução foi o falecido paleontólogo de Harvard Stephen Jay Gould. Mas Gould admitiu: "A raridade extrema de formas de transição no registro fóssil persiste como o segredo comercial da paleontologia. Nós nos imaginamos como os únicos estudantes verdadeiros da história da vida, mas para preservar nosso relato preferido de evolução por seleção natural, vemos nossos dados como tão ruins que nunca vemos o próprio processo que professamos estudar".[10] Em um trabalho de 1977, intitulado "The Return of Hopeful Monsters" (O Retorno dos Monstros Esperançosos), Gould escreveu: "Todos os paleontólogos sabem que o registro fóssil contém muito pouco de formas intermediárias; transições entre grupos maiores são caracteristicamente abruptas."[11]

O paleontólogo sênior no British Museum of Natural History, Dr. Colin Patterson, coloca desta forma: "Gould e as pessoas do American Museum são difíceis de contradizer quando dizem que não há fósseis de transição."[12]

Pontos de vista evolucionistas

Evolucionistas apresentam várias séries de transição. Elas são baseadas na comparação de partes selecionadas, frequentemente ignorando diferenças maiores. Às vezes, os vários tipos são representados apenas por evidência fóssil fragmentada. Frequentemente, eles usarão o que são chamados primos, quando eles não podem encontrar um fóssil no lugar certo para ser apto a chamá-lo de um ancestral. As lacunas reconhecidas pelos evolucionistas estão frequentemente em partes críticas no registro fóssil. Jonathan Sarfati comenta:

"Muitas das alegadas formas de transição são baseadas em restos fragmentados, que são portanto abertos a várias interpretações, baseadas nos axiomas de quem interpreta. O viés evolutivo implica que tais restos são frequentemente prováveis de serem interpretados como transicionais, como com Gingerich, e é prevalente também em afirmações de homem-macaco. Mas quando mais ossos são descobertos, então os fósseis quase sempre se encaixam em um tipo ou em outro, e não são mais plausíveis como transicionais. É também notável que alegadas formas intermediárias são frequentemente alardeadas na mídia, enquanto retratações são normalmente silenciadas ou não divulgadas."[13]

Muitas vezes, a designação de um novo gênero ou uma nova espécie é baseada em somente um indivíduo ou, no máximo, em somente uns poucos indivíduos. Em tais casos, eles podem representar um pequeno número de mutantes degenerados, ao invés de um gênero ou espécie inteiros. Isso reduziria grandemente o número de indivíduos indicados pelo registro fóssil.

Preocupações de Darwin

O próprio Charles Darwin afirmou que a teoria evolutiva requeria a existência de "formas de transição." Darwin escreveu: "De forma que o número de elos intermediários e de transição, entre todas as espécies vivas e extintas, deve ter sido inconcebivelmente grande. Mas indubitavelmente, se esta teoria for verdade, tais viveram sobre a terra." [14]

A falta de formas de transição foi uma das quatro fraquezas proeminentes à sua teoria que Darwin se intrigou em "Sobre a Origem das Espécies," e de fato devotou um capítulo inteiro do livro (IV: Sobre a Imperfeição do Registro Fóssil)[15] ao que ele reconheceu que era um perigo sério à sua teoria:

"Nos quatro capítulos que sucedem, as dificuldades mais aparentes e graves na teoria serão dadas: a saber, primeiro, as dificuldades das transições, ou em entender como um ser simples ou um órgão simples podem ser mudados e aperfeiçoados em um ser altamente desenvolvido ou em um órgão elaboradamente construído; em segundo, o assunto do Instinto, ou os poderes mentais dos animais; em terceiro, o Hibridismo, ou a infertilidade das espécies e a fertilidade das variedades quando entrecruzadas; e em quarto, a imperfeição do Registro Geológico." (p. 6)[16]
"Muito antes de ter alcançado esta parte do meu trabalho, um aglomerado de dificuldades terão ocorrido ao leitor. Algumas delas são tão graves que até este dia eu nunca poderei refletir nelas sem estar atordoado; mas, para o melhor do meu julgamento, em maior parte são apenas aparentes, e aquelas que são reais não são, penso eu, fatais a minha teoria.

Essas dificuldades e objeções podem ser agrupadas sob os seguintes tópicos:—

Primeiramente, porque, se as espécies descenderam de outras espécies por insensíveis gradações finas, nós não vemos em toda parte inumeráveis formas de transição? Porque não está toda a natureza em confusão ao invés das espécies estarem, como as vemos, bem definidas?

Em segundo lugar, é possível que um animal tendo, por exemplo, a estrutura e os hábitos de um morcego, poderia ter sido formado pela modificação de algum animal com hábitos completamente diferentes? Podemos acreditar que a seleção natural poderia produzir, por um lado, órgãos de importância insignificante, tais como a calda de uma girafa, que serve como apanha-moscas, e, por outro lado, órgãos de tal maravilhosa estrutura, como o olho, dos quais nós dificilmente entendemos totalmente ainda a perfeição inimitável?

Em terceiro lugar, podem os extintos serem adquiridos e modificados através da seleção natural? O que diremos para tão maravilhoso extinto como o que leva a abelha a fazer células, o qual praticamente antecipou as descobertas de matemáticos profundos?

Em quarto lugar, como podemos explicar que espécies, quando cruzadas, são estéreis e produzem descendência estéril, enquanto que, quando variedades são cruzadas, suas fertilidades ficam inalteradas?"(pp. 171-172)[17]

Depois, Darwin escreveu: "Porque então cada formação geológica e cada camada não está cheia de tais elos intermediários? A Geologia com certeza não revela nenhuma cadeia orgânica tal finamente graduada; e isto talvez é a objeção mais óbvia e séria que pode ser instada contra minha teoria." [18] Darwin pensou que a falta de elos de transição em sua época era porque

"apenas uma pequena parte da superfície da terra foi explorada geologicamente e nenhuma parte foi com cuidado suficiente...".[19]

A teoria da evolução de Darwin requeria que formas de transição existissem. A medida que Charles Darwin ficou mais velho, porém, ele ficou cada vez mais preocupado sobre essa falta de evidência em relação ao registro fóssil. Darwin escreveu,

Quando descemos aos detalhes, não podemos provar que uma única espécie tem mudado; nem podemos provar que as supostas mudanças são benéficas, as quais são o alicerce da teoria.[20]

Existência Disputada

Alguns evolucionistas declaram que formas de transição existem, mas isso certamente não é o consenso. O eminente Pierre Grasse, editor dos 28 volumes Traite de Zoologie, uma vez presidente da Academie des Science atacou a moderna teoria da evolução no fato de que ela assume conhecer muito mais do que conhece de fato. Stephen Jay Gould em uma afirmação frequentemente citada chama a ausência de formas de transição o "segredo comercial" da paleontologia. Deveria-se notar que esta afirmação foi feita não em uma tentativa de apoiar o criacionismo, mas foi antes uma explicação do porquê ele sentia a necessidade de planejar uma teoria diferente para acomodar esta ausência.

Valentine, em What Darwin Began (O Que Darwin Começou) escreve:

O registro fóssil é de pouco uso em prover evidência direta dos percursos de descendência dos filos ou de classes de invertebrados. Cada filo com um registro fóssil já tinha evoluído seus planos corporais característicos quando apareceram pela primeira vez, até onde podemos dizer a partir dos restos fósseis, e nenhum filo é conectado a qualquer outro através de tipos intermediários de fósseis. De fato, nenhuma das classes de invertebrados pode ser conectada com uma outra classe por séries de intermediários.

Colin Patterson, paleontólogo sênior no Museu Britânico de História Natural, escreveu para um leitor em 1979 a seguinte passagem:

Eu concordo plenamente com seu comentário sobre a falta de transições evolutivas em meu livro. Se eu conhecesse alguma, fóssil ou viva, eu certamente as teria incluído. Vou colocá-lo na linha, não há um único fóssil tal para o qual alguém poderia fazer um argumento inequívoco.

Afirma-se que Patterson perguntou em uma reunião de paleontólogos em uma conferência de 1998 se alguém conhecia uma forma de transição genuína, recebendo nenhuma resposta que não o silêncio. Este relato é apenas parcialmente substanciado.

Equilíbrio Pontuado

Artigo pricipal: Equilíbrio pontuado

A falta de apoio a partir do registro fóssil e a escassez de formas de transição compondo um contínuo razoavelmente mínimo é algo reconhecido por alguns dos próprios evolucionistas. Evolucionistas têm lidado com esta preocupação em duas maneiras diferentes. Alguns decidiram que a evolução é simplesmente um postulado que deve ser crido devido a falta de alternativas racionais.

Outros tais como Stephen Jay Gould, têm afirmado que a evolução não ocorre em pequenos passos graduais. Em vez disso, ele e outros acreditam que a evolução pode ter lugar em pequenas populações por breves períodos de tempo antes de atingir um patamar. Isso significa que as formas de transição seriam poucas em número porque elas só existiriam em pequenas populações por pequenos períodos de tempo. Gould tem usado a ausência de transições em apoio à sua própria teoria evolucionária de "equilíbrio pontuado", e como evidência contra o "gradualismo" que Charles Darwin esperava.[21] Não surpreendentemente, muitos críticos da evolução veem o "equilíbrio pontuado" como uma simples desculpa para a ausência de evidências fósseis.[22][23]

A teoria do equilíbrio pontuado é discutida em grandes detalhes no Talk.Origins[24]; ela tornou-se uma grande rival para o Neo-Darwinismo na última parte do século XX.

Transicionais reputados

Fóssil de Archaeopteryx.

Archaeopteryx

Artigo principal: Archaeopteryx

Um dos mais famosos alegados fósseis de transição reivindicado pelos evolucionistas é o Archaeopteryx. O Dr. Alan Feduccia, uma autoridade mundial em aves e ele próprio um evolucionista, afirmou o seguindo sobre o Archaeopteryx:

Os paleontólogos têm tentado transformar o Archaeopteryx em um um dinossauro terrestre, com penas. Mas ele não é isso. Ele é uma ave, um pássaro empoleirado. E nenhuma quantidade de ‘paleobalbucio’ vai mudar isso. [25]

Cientistas criacionistas têm numerosos argumentos contra a ideia do Archaeopteryx como um fóssil de transição.[25][26][27][28]

Tiktaalik

Artigo principal: Tiktaalik

Um segundo fóssil transicional alegado pelos evolucionistas é o Tiktaalik. Os criacionistas têm uma série de argumentos sobre a descoberta fóssil do Tiktaalik não ser uma descoberta transicional.[29][30]

Homens macaco

Artigo Principal: Evolução humana
Artigo Principal: Controvérsia recente na ancestralidade dos hominídeos
Ao longo da década passada, uma série de controvérsias têm submergido a teoria evolutiva, com uma variedade de descobertas fósseis que têm fornecido novos conhecimentos sobre o registro fóssil humano. Porém, essas descobertas têm sido tão controversas a ponto de até mesmo publicações principais começarem reconhecendo, primeiro em 2001 depois da descoberta do O. tugenensis, e culminando em 2007 com a descoberta de que o H. habilis e o H. erectus coexistiram, que a árvore evolutiva humana parece agora como um "arbusto com muitos ramos". Uma após a outra das espécies rotuladas previamente de "elos perdidos," ancestrais de humanos modernos, foram reconhecidas como sendo "ramos" por causa da complexidade inicial, a medida que se descobre que eles andaram eretos, coexistiram com outros hominídeos, ou se provaram similares a humanos modernos, ao invés de mostrarem similaridades primitivas com macacos.[Carece de fontes]
Quadro de Fóssil Humano Composto. Ilustra os períodos comparáveis que são associados ao Homo erectus, ao Homo sapiens anatomicamente moderno, aos Neandertais, e ao Homo sapiens Africano/Asiático Primitivo. Também são mostrados os Australopithecus e os Homo habilis.[31]

Uma série de espécies recentemente descobertas, as quais eram supostamente descendentes lineares umas das outras, foram determinadas para na verdade coexistirem, e portanto não poderiam ter evoluído umas das outras. Homo erectus e Homo habilis coexistiram, Australopithecus afarensis (Lucy) e Australopithecus ramidus (Ardi) também coexistiram, e se descobriu que alguns novos fósseis coexistiram com humanos modernos e Neandertais, como o Homo floresiensis ('Hobbit') e os Denisovans. Jonathan Sarfati relata sobre a pesquisa de Marvin Lubenow que foi publicada no livro Bones of Contention:

Marvin Lubenow mostra que os vários alegados ‘homens macaco’ não formam uma sequência suave em ‘eras’ evolutivas, mas se sobrepõem consideravelmente. Por exemplo, o intervalo de tempo dos fósseis de Homo sapiens contém o intervalo de tempo dos fósseis de Homo erectus, supostamente nosso ancestral. Além disso, quando os vários fósseis são analisados em profundidade, eles acabam não sendo de transição e nem mesmo mosaicos. A morfologia se sobrepõe também—a análise de uma série de características indicam que o Homo ergaster, o H. erectus, o H. neanderthalensis como também o H. heidelbergensis, eram provavelmente variantes ‘raciais’ do homem moderno, enquanto o H. habilis e outro espécime chamado H. rudolfensis eram apenas tipos de australopitecíneos. Na verdade, o H. habilis é agora considerado como um nome inválido, provavelmente causado por atribuição de fragmentos de fósseis de australopitecíneos e H. erectus nessa ‘lixeira taxonômica.’[13]

De acordo com a Encyclopaedia Britannica, Ar. kaddaba e Ar. ramidus coexistiram; A. afarensis, K. platyops, A. bahrelgazali, e A. africanus coexistiram todos; P. aethiopicus, A. africanus, A. garhi, H. habilis, e H. rudolfensis coexistiram todos; e A. sediba, P. boisei, H. rudolfensis, e H. habilis coexistiram todos também.[32] Um grande número de hominídeos portanto coexistiram e são portanto 'ramos' que não poderiam ter evoluído uns dos outros, resultando em um 'arbusto' confuso. Ao invés de uma bela progressão de árvore ordenada, eles estão vivendo ao mesmo tempo. Ao invés de terem descendido uns dos outros, os cientistas usam agora o termo ramificações, já que, como o famoso paleontólogo Meave Leakey observou, "Sua coexistência torna improvável que o Homo erectus evoluiu do Homo habilis.".[33]

Uma nova descoberta sugere que o Homo erectus pode não ter evoluído do Homo habilis—e que os dois podem ter sido contemporâneos. A expressão 'arbusto familiar' não é fácil de dizer como a expressão 'árvore familiar', mas seria melhor para qualquer um falando sobre evolução humana se acostumar com ela. Por anos, cientistas que estudam as origens humanas têm sabido que o modelo simples no qual um ancestral humano evoluiu em outro de forma bonita, linear, é um mito. Ao invés disso, começando 4 milhões de anos atrás, meia dúzia de espécies no gênero Australopithecus viveu na África ao mesmo tempo. Apenas uma é nosso ancestral direto; as outras foram becos sem saída evolutivos, experiências falhadas. Mas especialistas pensaram que uma vez que a linhagem Homo estreou há cerca de 2.5 milhões de anos na África Oriental com o Homo habilis, as coisas se estabeleceram, com o habilis evoluindo no Homo erectus que por sua vez evoluiu no Homo sapiens—nós—como gerações bíblicas. Dois fósseis descobertos no Quênia sugerem que a evolução foi bem mais bagunçada do que isso. (Newsweek 2007)[34]

Uma série de novos hominídeos foram descobertos que estão causando problemas adicionais para a teoria evolutiva. Sahelanthropus tchadensis, Orrorin tugenensis, e Ardipithecus ramidus (Ardi) são agora nossos três fósseis humanos mais antigos. O problema é, eles são muito parecidos com os humanos, mostrando primitivamente muito mais complexidade e semelhança com humanos modernos, incluindo evidência de bipedalismo primitivo, do que era suposto existir tão distante no passado na linhagem humana. A descoberta de tal bipedalismo primitivo então levou a afirmação de que A. afarensis (Lucy) e A. sediba também andavam eretos.[Carece de fontes] A teoria prevalecente de que humanos compartilham um ancestral comum com chimpanzés está também em questão, devido a pesquisa recente que revelou que a maioria dos Australopitecíneos e Habilíneos estão alinhados mais proximamente aos orangotangos. Isso deixa os humanos sem um ancestral plausível.[35] Além disso, foi descoberto um chimpanzé em 2005 que revelou que os chimpanzés viveram ao leste do Vale do Rift, o qual desempenharia um papel no eventual abandono da famosa Hipótese da Savana, de que humanos evoluíram sem os chimpanzés por terem deixado as selvas Africanas para as savanas (já que os chimpanzés também deixaram).[Carece de fontes]

Outra descoberta feita pelo Dr. Leakey desafiou a visão prevalecente de que a árvore familiar teve mais ou menos troncos únicos surgindo de raízes de macacos para um pináculo ocupado pelo Homo sapiens. Contudo aqui estava evidência de que a nova espécie Kenyanthropus platyops coexistiu com os parentes afarensis de Lucy. A árvore familiar agora parece mais como um arbusto com muitos ramos. 'Só porque há apenas uma espécie humana por aí agora não quer dizer que foi sempre assim,' disse o Dr. Grine... Dois espécimes ainda mais antigos são ainda mais difíceis de interpretar. Um encontrado no Quênia por um time francês foi datado em seis milhões de anos e nomeado como Orrorin tugenensis. Os fragmentos de dentes e ossos são poucos, embora os descobridores pensem que um fragmento de coxa sugira que o indivíduo era um bípede — um andador em duas pernas. Outro grupo francês revelou então fósseis de 6.7 milhões de anos no Chade. Chamado de Sahelanthropus tchadensis, o único espécime inclui apenas alguns poucos dentes, uma mandíbula e um crânio esmagado... Outros desafios surgem da evolução humana em épocas mais recentes. Quem eram as 'pequenas pessoas' encontradas há poucos anos em uma caverna na ilha de Flores na Indonésia? Os descobridores Australianos e Indonésios concluíram que um esqueleto parcial e outros ossos pertenciam a uma espécie humana separada e agora extinta, o Homo floresiensis, que viveu recentemente há 18.000 anos. (New York Times 2007) [36]

Referências

  1. "Transitional Forms." Understanding Evolution. University of California Museum of Paleontology.
  2. Kitts DB, citado em "15 Answers to John Rennie and Scientific American's Nonsense, Argument 13," Thompson B e Harrub B, eds. Apologetics Press, n.d. Acessado em 12 de agosto de 2014.
  3. Denton, Michael. Evolution: A Theory in Crisis, 3rd rev. ed. Adler & Adler. 1986 (ISBN 978-0917561528), p. 100.
  4. Denton, op. cit., p. 99.
  5. "Scientists Speak About Fossils." Creation-Evolution Encyclopedia, Pathlights. Accessed October 21, 2008.
  6. Denton, op. cit., p. 162
  7. "Fossils." Answers in Genesis, n.d. Acessado em 07 de setembro de 2014.
  8. "Fossils Questions and Answers." Creation Ministries International, n.d. Acessado em 07 de setembro de 2014.
  9. Leach E. "Still Missing After All These Years." Evolution is Dead!, 2008 Accessed October 21, 2008.
  10. Gould SJ, citado em "15 Answers to John Rennie and Scientific American's Nonsense, Argument 5," Thompson B and Harrub B, eds. Apologetics Press, n.d. Accessed October 21, 2008.
  11. Batten, D. "Punctuated equilibrium: come of age?" TJ 8(2):131-137, Agosto de 1994. Acessado em 25 de setembro de 2014.
  12. "Those fossils are a problem." Creation 14(4):44-45, September 1992. Accessed October 21, 2008.
  13. 13,0 13,1 Sarfati, Jonathan. Refuting Evolution 2 Chapter 8 - Argument: The fossil record supports evolution. Greenforest AR: Master Books, 2002. (p136-137)
  14. Foard JM. "Fossils: History Written in Stone." The Darwin Papers, 1(5), 1996. Accessed October 21, 2008.
  15. Darwin, C.R. On the Origin of Species, 1st ed. London 1859, p. 280.
  16. Darwin, C.R. On the Origin of Species, 1st ed. London 1859, p. 6.
  17. Darwin, C.R. On the Origin of Species, 1st ed. London 1859, pp. 171-172.
  18. "Natural Discontinuities and the Fossil Record." Veritas Forum, University of California at Santa Barbara, n.d. Accessed October 21, 2008.
  19. Darwin C. "Chapter X: On the Imperfection of the Fossil Record." The Origin of Species, hosted at The Complete Works of Charles Darwin. Accessed October 21, 2008.
  20. Darwin, C. The Life and Letters of Charles Darwin, vol. 1, p. 120. Cited at "References and Notes: Distinct Types," In the Beginning: Compelling Evidence for the Creation and the Flood by Walt Brown, 2008. Accessed October 21, 2008.
  21. Gould, S.J. & Eldredge, N. (1972). "Punctuated equilibria: An alternative to phyletic gradualism." In Schopf, Thomas, J.M. (ed.). Models in Paleobiology. Freeman, Cooper and Company, San Francisco, pp. 82-115.
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  23. Scott, Heidi (2007). "Stephen Jay Gould and the Rhetoric of Evolutionary Theory". Rhetoric Review 26 (2): 120–141.
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  26. Wieland C. "Archaeopteryx." Ex Nihilo 1(1):12-16, June 1978. Accessed October 21, 2008.
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  29. Sarfati J. "Tiktaalik roseae—a fishy 'missing link'." Creation Ministries International, 15 de Abril de 2006. Accessed October 21, 2008.
  30. Sherwin F. "Tiktaalik: Our Ancestor?" Institute for Creation Research, Impact 2962, April 2006. Accessed October 21, 2008.
  31. Lubenow, Marvin. Bones of Contention: A Creationist Assessment of Human Fossils. Grand Rapids, MI: Baker Books, 1992. p. 336
  32. "Australopithecus." Encyclopædia Britannica. Encyclopædia Britannica Online. Encyclopædia Britannica Inc., 2012. Web. 15 Apr. 2012. <http://www.britannica.com/EBchecked/topic/44115/Australopithecus>.
  33. Urquhart, James (2007, August 8).Finds Test Human Origins Theory. BBC News.
  34. Begley, Sharon L. (2007, August 7).The Human Family Shrub?. Newsweek.
  35. Humans related to orangutans, not chimps PhysOrg.com, June 18, 2009.
  36. Wilford, John (2007, June 26). The Human Family Tree Has Become a Bush With Many Branches. New York Times.

Ligações externas

Criacionista

Secular

Ver também