Teoria da evolução

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theory of evolution
Uma linha cronológica típica mostrando as reivindicações históricas da teoria da evolução

A teoria da evolução é uma explicação para a existência da vida na Terra através de processos aleatórios, naturais. Mais formalmente conhecida como Teoria Geral da Evolução, ela foi definida pelo evolucionista Gerald A. Kerkut como a teoria de que todas as formas de vida no mundo surgiram a partir de uma única fonte, que, por sua vez, veio de uma forma inorgânica.[1] É a ideia de que as partículas foram aumentando em complexidade para formar os blocos de construção da vida, e então se formou a primeira célula, que finalmente deu origem às pessoas, e tudo isso sem qualquer necessidade de um Projetista inteligente. Este é o conceito que os evolucionistas realmente promovem e os criacionistas se opõem.[2] Ela abrange a evolução química, a origem da vida, a evolução biológica, e a descendência comum de toda a vida na Terra.

O conceito remonta aos antigos gregos,[3] e foi repopularizado nos tempos modernos por naturalistas como Alfred Wallace e Charles Darwin, que forneceram o aspecto biológico com um mecanismo (seleção natural). Muito do seu desenvolvimento teórico foi baseado no materialismo filosófico (a matéria é a única realidade),[4] e implícita ou explicitamente nega a existência de Deus (ateísmo).[5] Como uma cosmovisão, ela serve como a antítese do criacionismo religioso, e é apoiada evangelicamente hoje pelo que é conhecido como naturalismo científico.[6]

Pressupostos

A reconstrução do homem de Nebraska foi baseada em suposições dos evolucionistas da época que alegavam ser um elo perdido, mas se acabou por descobrir que era de um porco.

A teoria geral da evolução contém as seguintes alegações históricas:

  • Abiogênese: Que a vida na Terra surgiu espontaneamente a partir de produtos químicos não vivos em uma ainda não descrita protocélula auto-replicante.
  • Descendência comum: Que todos os organismos na Terra são relacionados uns aos outros, e descendentes de uma única protocélula espontaneamente formada[7], que ocorreu há bilhões de anos.[8][9]
A evolução não é apenas uma teoria biológica de pouca importância. É uma visão de mundo—a visão de mundo diametralmente oposta a visão de mundo cristã. Por isso os cristãos a ignoram ou fazem concessão a ela em grande risco![10]

A teoria geral da evolução não deve ser confundida com a evolução biológica, que é simplesmente o processo pelo qual características mudam dentro de uma população ao longo do tempo. Que as populações mudam através do tempo é um fato demonstrável, repetível e observável, reconhecido tanto por criacionistas como por evolucionistas. No entanto, a capacidade das mutações para gerar nova informação genética é sem fundamento, e a descendência comum é uma reivindicação histórica baseada em pressupostos filosóficos não falseáveis. Os criacionistas disputam estes aspectos da teoria da evolução.

A teoria da evolução é uma violação de leis científicas e naturais bem estabelecidas, como a lei da biogênese e a segunda lei da termodinâmica. Assim, a evolução não é nem científica nem natural. Por outro lado, a criação especial também cai fora dos domínios naturais e científicos, mas sugere que não existem outros modelos adequados para a origem da vida.

Sub-categorias

Sob o título da teoria da evolução se encontram uma série de crenças distintas sobre o seu percurso histórico e natureza metafísica.

Histórica

A seguir estão pontos de vista diferentes do curso da história evolutiva:

  • Gradualismo: Historicamente, a vida evoluiu gradualmente através de inúmeras pequenas mudanças e mutações;
  • Equilíbrio pontuado: Historicamente, a vida evoluiu em breves surtos em resposta ao estresse ambiental;
  • Macromutação: Historicamente, a vida evoluiu através de um pequeno número de enormes mutações ocorrendo de uma vez que criaram "monstros esperançosos", que foram então refinados pela seleção natural para se adequarem ao seu ambiente.

Metafísica

A seguir estão diferentes pontos de vista dos fundamentos metafísicos da evolução:

Evolução espontânea: O universo e a vida evoluíram dessa forma devido a eventos aleatórios ao acaso; o resultado observado é apenas um dos muitos que eram concebivelmente possíveis.

Reivindicações

Abiogênese

Acredita-se ainda que a vida começou como resultado de reações químicas espontâneas, que deram origem a uma única célula ancestral conhecida como o último ancestral universal. Acredita-se que este organismo hipotético se desenvolveu, quer aqui na Terra ou em outro lugar, através de um processo comumente denominado Abiogênese, um processo estritamente naturalista que afirma que a vida pode vir de não vida. Isto é completamente contraditório ao que já é uma lei científica muito bem estabelecida, a lei da biogênese.

Descendência do homem de acordo com Ernst Haeckel
Pedigree do homem, uma litografia por Ernst Haeckel (1874)

Descendência comum

A teoria da evolução propõe que o processo de evolução biológica atuando ao longo de centenas de milhões de anos tem dado origem ao grande número de organismos na Terra e, portanto, os evolucionistas acreditam que todas as formas de vida partilham uma ancestralidade comum.

Darwinistas mais frequentemente apontam exemplos de supostas "homologias" como prova de descendência comum. Pelo fato dos organismos possuírem uma composição celular e estruturas morfológicas semelhantes, argumenta-se que são o resultado de uma relação evolutiva comum. Os criacionistas ao invés afirmam que essas características são apenas análogas e derivadas do fato de terem sido formadas pela mesma mente criativa. Na realidade, a ancestralidade comum não é nem observável nem provada, mas não deixa de ser muitas vezes apontada como um fato científico.

Problemas

Mostruário na Genesis Expo. Portsmouth, Inglaterra.

Evidência fóssil

Os evolucionistas darwinistas afirmam que o registro fóssil fornece evidência de que os organismos evoluíram ao longo de milhões de anos. Esta evidência vem em grande parte na forma das posições diferenciais dos fósseis. Muitos organismos são tipicamente encontradas dentro de um intervalo limitado de camadas e, frequentemente, acima ou abaixo de outros fósseis específicos. Essa classificação é interpretada como a história da vida na Terra, registrada em camadas de rocha que se acredita representar grande eras geológicas. No entanto, sequências de fósseis que demonstram a evolução lenta e gradual dos organismos são conspicuamente ausentes do registro fóssil, e poucas formas de transição entre os diferentes tipos de organismos foram encontradas. Portanto os evolucionistas apresentaram teorias alternativas, como o equilíbrio pontuado, para explicar a ausência de evidência fóssil para a evolução darwiniana gradual.

Da mesma forma, partidários da evolução "brusca" (saltacionismo e seu parente, equilíbrio pontuado) apontam que o registro fóssil não mostra gradualismo, e que as hipotéticas formas de transição seriam desvantajosas. Mas os defensores da evolução gradual apontam que mudanças repentinas, grandes, com acréscimo de informação são tão improváveis que seria preciso invocar um 'milagre' secular. Os criacionistas concordam com os dois lados: a evolução pontuada não pode acontecer, e a evolução gradual não pode acontecer – na verdade, a evolução de partículas-a-pessoas não pode acontecer de qualquer forma![2]

Equívoco

Significado de evolução

Citação de: Refuting Evolution 2, de Jonathan Sarfati

É de importância vital que palavras como "evolução" sejam usadas com precisão e consistência... No entanto, muitos propagandistas evolucionistas são culpados da prática enganadora de equívoco, isto é, mudar o significado de uma única palavra (evolução) no meio de uma discussão. Uma tática comum, "fisgar-e-trocar" (bait-and-switch), é de simplesmente produzir exemplos de mudança ao longo do tempo, chamar isso de "evolução", e então concluir que a TGE está, assim, provada, ou mesmo que é essencial, e que a criação está refutada.[2]

Fato ou Teoria?

Embora os defensores da "teoria da evolução" reconheçam que há muitos problemas inexplicáveis, o ponto de vista ainda é considerado um "fato" e ensinado como tal em escolas públicas. Observe as seguintes declarações no sentido, da Scientific American e do Talk.Origins.

Os biólogos evolucionistas debatem apaixonadamente diversos temas: como a especiação acontece, as taxas de mudança evolutiva, as relações ancestrais de aves e dinossauros, se os neandertais eram uma espécie à parte dos seres humanos modernos, e muito mais. Estas disputas são como aqueles encontradas em todos os outros ramos da ciência. Aceitação da evolução como uma ocorrência factual e um princípio orientador não deixa de ser universal na biologia.[11]
A evolução biológica é uma mudança nas características genéticas de uma população ao longo do tempo. Que isso acontece é um fato. A evolução biológica também se refere à descendência comum de organismos vivos a partir de ancestrais comuns. A evidência da evolução histórica – genética, anatômica, fóssil, etc – é tão avassaladora que ela é também considerada um fato. A teoria da evolução descreve os mecanismos que causam a evolução. Assim, a evolução é tanto um fato quanto uma teoria.[12]

Ver também

Referências

  1. G.A. Kerkut, Implications of Evolution (Oxford, UK: Pergamon, 1960), p. 157.
  2. 2,0 2,1 2,2 Sarfati, Jonathan. Refuting Evolution 2. Greenforest AR: Master Books, 2002. (p, 55)
  3. Evolution by The Internet Encyclopedia of Philosophy
  4. Materialism by All About Philosophy
  5. Scientific Creationism by Henry M. Morris. 1974., Master Books, Arkansas, p. 215.
  6. Review: Evangelists for Science by Edward J. Larson. Isis, Vol. 90, No. 3 (Sep., 1999), pp. 558-559
  7. Theobald, D.L., Nature 465, 219-222, (2010)
  8. Doolittle, W. Ford (February, 2000). Uprooting the tree of life. Scientific American 282 (6): 90–95.
  9. Nicolas Glansdorff, Ying Xu & Bernard Labedan: The Last Universal Common Ancestor : emergence, constitution and genetic legacy of an elusive forerunner. Biology Direct 2008, 3:29.
  10. Dr. Henry Morris, The Long War Against God, Baker Book House, Grand Rapids, MI, 1989, p. 23
  11. 15 Answers to Creationist Nonsense Scientific American, 18 de Junho de 2002.
  12. Frequently Asked Questions and their answers por Talk.Origins Archive

Ligações externas