Explosão Cambriana

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Detalhe da placa natural de trilobitas Cambropallas Telesto. Período Cambriano, de Marrocos.

A Explosão Cambriana é o termo usado para definir o relativamente súbito aparecimento de novas espécies de animais e planos corporais no registro geológico.

A explosão cambriana desafia a moderna teoria da evolução da descendência gradual através de mutações e seleção natural a partir de um ancestral comum, porque o registro fóssil deveria, então, mostrar as formas de vida mais simples na parte inferior, e uma cadeia lenta e crescente em complexidade para cima. Uma aparição súbita é indicativa de uma criação repentina.

Fósseis do Cambriano Médio mostrando as vastas diferenças entre múltiplos organismos

A explosão cambriana serve como umas das evidências mais significativas apoiando a criação de Deus do mundo enquanto desacreditando a teoria da evolução. Embora esse evento tenha sido reconhecido entre cientistas seculares como um grande obstáculo para a evolução até mesmo no tempo de Darwin, nenhum foi capaz de encontrar evidência suficiente para explicá-lo através de processos naturais. Parece inevitável que apenas através da criação de Deus esse evento geológico poderia ser explicado.

O que é a explosão Cambriana?

Representação de ancestrais faltantes dos animais nas camadas fósseis Cambrianas
Quarenta grupos principais de animais aparecem do nada na parte inferior do registro fóssil[1]

Essa sentença explica o que é essencialmente a explosão cambriana. Até mesmo há 150 anos, os geólogos reconheciam que há milhares de pés de rocha sem conter nenhum fóssil sequer abaixo das rochas cambrianas. A transição dessa camada sem fósseis conhecida como Pré-cambriana para a camada abundante cambriana é referida como a "explosão cambriana" em um sentido de que o aparecimento dos fósseis foi como uma explosão. [1]

Quando Charles Darwin publicou A Origem das Espécies em 1859, ele considerou a explosão cambriana como o desafio mais significativo à toda sua posição. Na visão de Darwin da evolução, espécies individuais surgem a partir de outras espécies em pequenos passos ao longo de vastos períodos de tempo. Quanto mais diferentes duas espécies de animais são, mais passos evolutivos e mais tempo seriam requeridos para conectá-las. Ele também pensou que todos os animais evoluíram a partir de um único ancestral ao longo de uma "árvore genealógica" animal. [1]

Animais descobertos em rochas cambrianas, como os trilobitas e os braquiópodes, mostraram uma enorme diferença em suas características, os quais Darwin inferiu que precisaram de muitas gerações de espécies antes deles. Porém, nós não encontramos quaisquer ancestrais desses animais como fósseis no Pré-cambriano. Darwin havia sugerido que esses fósseis haviam se formado mas foram erodidos a medida que o tempo passou. Muitos paleontólogos haviam colocado muitos esforços para encontrar esses fósseis por 150 anos após o tempo de Darwin mas eles encontraram apenas mais variedade de espécies no Cambriano.[1]

A árvore da vida de ramificações que escritores de livros apresentam como uma questão de fato não controverso parece não ter qualquer tipo de tronco e nem mesmo ramos que conectem os vários organismos. John D. Morris na verdade descreve a árvore como se estivesse de cabeça pra baixo, começando com complexidade que continua até o presente com alguma extinção pelo caminho. [2]

Descobertas recentes

Os membros de dois filos diferentes, vertebrata e echinodermata, não têm muita similaridade

Embora essas camadas perdidas de rocha foram descobertas em cerca de uma dúzia de locais ao redor do mundo e fósseis foram finalmente descobertos em rochas pré-cambrianas, os fósseis não eram como esperado. Esses fósseis pré-cambrianos incluíam organismos bizarros tão diferentes dos animais cambrianos para serem seus ancestrais, como também fósseis de bactérias e até mesmo embriões de animais microscópicos. Se as rochas foram capazes de preservar organismos unicelulares, elas deveriam ter sido capazes de preservar os ancestrais dos animais achados nos fósseis cambrianos. Sem nenhum de tais fósseis sendo encontrados, pode-se suspeitar facilmente que nunca houveram tais ancestrais do Cambriano.[1]

A medida que os pesquisadores continuaram em sua busca de fósseis, eles desenterraram mais fósseis cambrianos que apresentaram ainda outro problema. Esses fósseis que eles encontraram incluíam equinodermos e até mesmo vertebrados, os quais são classificados como "grupos coroa", grupos mais diferentes uns dos outros - sendo partes mais distantes da árvore da vida animal. Com a perspectiva desses animais terem evoluído de um ancestral comum, essa descoberta proclama que todos os animais devem ter evoluído antes do Cambriano. Porém, além da falta de evidências fósseis, o curto intervalo de tempo mostra que tal evento é impossível. [1]

Tentativas Evolucionistas em explicar a explosão Cambriana

Diagrama demonstrando o equilíbrio pontuado

Uma espécie estranha com forma de cogumelo foi descoberta viva no fundo do oceano, a mais de 3.000 pés abaixo do nível do mar, próximo da Austrália. Ao investigarem sua anatomia, os pesquisadores não foram capazes de colocá-la em um filo existente, dando a ela um gênero chamado de Dendrogramma. Eles também notaram que suas características assemelhavam-se a certos fósseis em rochas ediacaranas, que estão abaixo dos estratos ou camadas de rochas Cambrianas. Se essa criatura com formato de cogumelo representa na verdade os fósseis antigos, por que não evoluiu ao longo dos 550 milhões de anos? [3]

Em 1972, os cientistas evolucionistas Stephen Jay Gould e Niles Eldredge tentaram resolver essa contradição propondo uma teoria de equilíbrio pontuado. A teoria alega que espécies são geralmente estáveis, mudando pouco por milhões de anos. Esse ritmo lento é "pontuado" por uma rápida explosão de mudança que resulta em uma nova espécie e isso deixa poucos fósseis para trás. Ironicamente, esse modelo de evolução é dolorosamente semelhante a saltação, que foi o que Darwin havia assumido que era incorreto e desenvolveu seu modelo de mudança lenta e gradual na evolução originalmente. [4]

Explicação Bíblica

A lição que a explosão cambriana ensina não é sobre a evolução da vida mas sobre morte catastrófica. A superabundância de tecidos moles em fósseis deve ter vindo de uma história de soterramento rápido em uma escala massiva. De acordo com a Bíblia, as águas do dilúvio durante o tempo de Noé não vieram apenas de chuva mas também da abertura das "fontes do grande abismo" (Gênesis 7:11), uma aparente referência a atividade suboceânica violenta. Não é surpresa que invertebrados e vertebrados marinhos são encontrados predominantes nas rochas cambrianas em relação a esse fato. A medida que o dilúvio fez com que o nível do mar subisse continuamente, teria havido mais soterramentos de organismos que formaram diferentes camadas de rocha sedimentar sobre as formadas previamente, criando o registro fóssil que vemos hoje, não ao longo de milhões de anos mas no início do ano do Dilúvio. [5]

O dilúvio global que a Bíblia relata também resolve todas as contradições e complicações que a teoria da evolução enfrenta quando tenta interpretar os registros fósseis. Como mencionado acima, tecidos moles só poderiam ser preservados em fósseis através de soterramento rápido, prevenindo o processo de decaimento de acontecer ou de scavengers de devorá-los. Além disso, os misteriosos cemitérios fósseis podem ser explicados simplesmente como remanescentes de organismos soterrados juntos em um curto período de tempo. [6]

Vídeos

Icons of Evolution :: The Cambrian Explosion

Explica em detalhes como a evolução darwiniana contradiz o registro fóssil.

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 Wise, Kurt. One: Life's Unexpected Explosion Answers in Genesis. Web. last updated on January 1, 2010
  2. Morris, John.What Grows on Evolution's Tree?. Institute Creation Research. Web. Acessado em 5 de janeiro de 2017.
  3. Thomas, Brian 550 Million Years of Non-Evolution? Institute Creation Research. Internet. Publicado em 8 de dezembro de 2014
  4. Punctuated Equilibrium Evolution. Internet. Acessado em 5 de janeiro de 2017. Autor desconhecido
  5. Mitchell, Elizabeth. Cambrian Explosion or Creation Week - Key to Vertebrate Success?. "Answers in Genesis". Internet. Publicado em 12 de março de 2015.
  6. Morris, John.Are Fossils the Result of Noah's Flood? . Institute Creation Research. Internet. Acessado em 5 de janeiro de 2017.

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