Homem de Pequim

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Modelos do Homem de Pequim (Homo erectus pekinensis) do American Museum of Natural History, em New York city.

Homem de Pequim é o nome comum para um dos fósseis originais de Homo erectus a ser descoberto. Ele foi desenterrado entre 1923-27 perto de Pequim China onde o seu nome é derivado. Ele foi originalmente anunciado como sendo uma nova espécie de hominídeo com base na descoberta de um único dente e nomeado Sinanthropus pekinensis.Mais tarde, descobertas de tampas de crânio e vários ossos da mandíbula revelaram que o homem de Pequim era muito semelhante aos humanos e foi reclassificado como Homo erectus pekinensis.[1]

Descobertas

Escultura de Homem de Pequim (Homo erectus) - fora do sistema de cavernas Zhoukoudian, em Pequim, na China.

O local onde o homem de Pequim foi descoberto foi identificado por Johan Gunnar Andersson em 1921 como provável de conter antigos fósseis de hominídeos depois de localizar depósitos de quartzo que não eram nativos da região. Escavações em Zhoukoudian, nos dois anos seguintes, resultou na descoberta de dois molares humanos fossilizados, que Anderson anunciou em 1926.[2]

Davidson Black (um anatomista em Pequim do Union Medical College) que já havia procurado por evidências de homens primitivos em Jehol (norte da China), então na Tailândia[3] tornou-se animado com as descobertas,[4] e obteve verbas da Fundação Rockefeller para realizar escavações em Zhoukoudian. Depois de localizar um único dente humano em 1927 (que ele supostamente usava em um medalhão de ouro em sua corrente de relógio[5]) alegou que ele havia descoberto uma nova espécie de hominídeo e nomeou-o Sinanthropus pekinensis[6] (de Sino-, "China", e anthro-, "homem"). Uma mandíbula inferior, vários dentes e fragmentos de crânio foram desenterrados por Davidson Black em 1928 e ele foi recompensado com uma subvenção de 80.000 dólares pela Fundação Rockefeller, que ele usou para criar o Laboratório de Pesquisa Cenozóica. (Cenozoic Research Laboratory).[2]

As escavações, sob a supervisão dos arqueólogos chineses Yang Zhongjian, Pei Wenzhong, e Jia Lanpo descobriram 200 fósseis humanos (incluindo 6 calotas cranianas quase completas) de mais de 40 amostras individuais. A escavação chegou ao fim em 1937 com a invasão japonesa, mas foi retomada após a guerra, e partes de outro crânio foram encontrados em 1966. O sítio de descoberta do Homem de Pequim em Zhoukoudian foi classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1987. Novas escavações foram iniciadas no local em junho de 2009.[2]

Réplicas de calotas cranianas do Homem de Pequim (originais perdidos).

Espécimes perdidos

Os fósseis originais do Homem de Pequim que foram descobertos por Black, Zhongjian, et al. foram perdidos durante a Segunda Guerra Mundial em um acidente de transporte trágico, e desde então não mais foram recuperados.[7] Felizmente alguns moldes de gesso extremamente fino dos fósseis originais foram feitos por Franz Weidenreich (um eminente antropólogo físico da Universidade de Chicago), que preservou os espécimes para posterior análise.[8]

Antes do seu desaparecimento, os fósseis eram armazenados no Cenozoic Research Laboratory localizado no Peking Union Medical College (PUMC), uma instalação batista americana de ensino médico. Em 1941, quando se tornou claro que a guerra entre os EUA e o Japão se aproximava, a Rockefeller Foundation concordou em enviar os fósseis para os Estados Unidos para a guarda temporária. Depois de os empacotar para o transporte, Hu Zhengzhi e Pei Wenzhong entregaram ao chefe do Escritório de Controladoria da PUMC para o transporte, mas informações subsequentes relacionadas a sua disposição são descritas como uma massa de detalhes conflitantes. Duas caixas contendo os fósseis eram destinadas a ser enviadas para a embaixada dos EUA e transferidas pelo US Marine Corps baseado na região de Pequim para Qinhuangdao, a porta para Tianjin. Mas as caixas contendo os fósseis desapareceram a caminho, e de acordo com um relatório dos marines encarregados do transporte foram internadas em Qinhuangdao e depois transferidas para uma prisão perto de Tianjin.[9]

Por mais de 60 anos, as agências do governo chinês e japonês, para não mencionar a FBI e a CIA, estiveram envolvidos em vários momentos para determinar o paradeiro dos fósseis desaparecidos. Mais recentemente, em 2 de julho de 2005, as autoridades governamentais de Fangshan anunciaram a criação de uma "Comissão de Trabalho para localizar os crânios fossilizados do Homem de Pequim".[9]

Embora criacionistas tenham acusado esta perda como um ato potencial de fraude, muito parecido com o homem de Piltdown,[10] a maioria, como o paleontólogo Marvin Lubenow, consideram como uma terrível perda de informações sobre variação humana pós-dilúvio.[7]

Semelhança com os humanos modernos

Franz Weidenreich, que realizou os estudos iniciais dos fósseis do Homem de Pequim e fez os moldes de gesso que preservaram as amostras para estudo futuro, reconheceu que eles mostravam uma notável semelhança ao humano moderno e questionaram sua atribuição como uma espécie separada.

Não seria correto chamar o nosso fóssil 'Homo erectus' ou 'Homo erectus pekinensis'; seria melhor chamá-lo 'Homo sapiens erectus pekinensis'. Caso contrário, ele apareceria como uma 'espécie' própria diferente do 'Homo sapiens' que permanece duvidoso, para se dizer o mínimo.
[11]

Referências

  1. Lamb, Andrew. ‘Southwest Colorado Man’ and the year of the one-tooth wonders Creation Ministries International. 2007.
  2. 2,0 2,1 2,2 Homo erectus pekinensis Wikipedia. Acessado em 12 de janeiro de 2012.
  3. The New Encyclopaedia Britannica, Volume 2, page 251, 15th edition, 1992.
  4. Black, Davidson, Tertiary Man in Asia—the Chou Kou Tien discovery, Science 64(1668):586–587, 17 December 1926.
  5. Swinton, W.E., Physician contributions to nonmedical science: Davidson Black, our Peking Man, Canadian Medical Association Journal 115(12):1251–1253, 18 December 1976; p 1253.
  6. Black, Anderson, On a lower molar hominid tooth from the Chou Kou Tien deposit, Palaeontologia Sinica, Series D, 7(1):1–28, 1927.
  7. 7,0 7,1 Lubenow, Marvin. Bones of Contention: A Creationist Assessment of Human Fossils. Grand Rapids, MI: Baker Books, 2004. p. 24.
  8. Lubenow, p. 27.
  9. 9,0 9,1 The Renewed Search for Peking Man China Heritage Newsletter, No. 3, setembro de 2005.
  10. Sermonti, Giuseppe. Not from the apes Creation 15(3):13, June 1993
  11. Lubenow, p 125.

Informação adicional

Criacionista

Secular