Origem comum

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A origem comum é um princípio do darwinismo que afirma que a vida na Terra evoluiu de um ancestral comum. A teoria de Darwin da descendência com modificação conduziu inexoravelmente a essa conclusão, como é ilustrado na seguinte citação do livro Prentice Hall Biology (2008). A teoria obtém apoio da homologia (semelhanças físicas), da embriologia (semelhanças no desenvolvimento), e da distribuição geográfica dos organismos.

Descendência com modificação implica também que todos os organismos vivos são aparentados uns com os outros. Olhe para trás no tempo, e você vai encontrar ancestrais comuns compartilhados por tigres, panteras e leopardos. Olhe mais para trás, e você vai encontrar ancestrais que esses felinos compartilham com cavalos, cães e morcegos. Mais atrás ainda estão os ancestrais comuns de mamíferos, aves, jacarés e peixes. Se olharmos o suficiente para trás, a lógica conclui, podemos encontrar os ancestrais comuns de todos os seres vivos. Esse é o princípio conhecido como origem comum.[1]

Em contraste, os criacionistas acreditam que Deus criou muitos tipos de organismos, e que inumeráveis ​​espécies se desenvolveram a partir desses tipos originais através de inerente variabilidade genética e seleção natural. Que tigres, panteras e chitas compartilham de um ancestral comum é uma visão aceita pela maioria dos criacionistas da Terra jovem. Contudo, a crença que a evolução biológica defende, de que esses felinos compartilham antepassados ​​com cavalos, cães e morcegos, é um ponto onde a maioria dos evolucionistas e criacionistas se separam.

Apoio

Homologia

A crença na origem comum é em grande parte derivada da existência de estruturas homólogas compartilhadas por muitas formas de vida. Homologias podem incluir componentes estruturais (morfológicos), como as patas dianteiras, que ilustram uma similaridade geral de construção, mas que contudo são singulares de outras maneiras, fornecendo funções variadas. Semelhanças moleculares e celulares também são consideradas como derivadas a partir de um ancestral comum e portanto homólogas, como na existência de organelas comuns em eucariontes, e o ácido nucleico (DNA/RNA) como o código genético universal. Tais homologias (semelhanças) são utilizadas como uma das principais provas para a macroevolução e a origem comum de toda a vida na Terra.

Na época de Darwin, os pesquisadores tinham notado semelhanças anatômicas marcantes entre as partes do corpo de animais com espinhas dorsais. Por exemplo, os membros de répteis, aves e mamíferos—braços, asas, pernas e nadadeiras—variam muito em forma e função. No entanto, todos eles são construídos a partir dos mesmos ossos básicos,... Estruturas homólogas fornecem evidência forte de que todos os vertebrados de quatro membros descenderam, com modificações, de ancestrais comuns.[2]

Com base nessas semelhanças observadas, evolucionistas inferem que toda a vida está relacionada através de uma forma de vida original que foi gerada naturalmente através da abiogênese. Os criacionistas, por outro lado, inferem que a vida e as leis naturais que a sustentam foram projetadas por um Criador comum, a saber, Deus, que criou sobrenaturalmente muitos tipos originais de animais. É importante notar que os criacionistas não rejeitam totalmente a ideia de origem comum, apenas a sua conclusão evolucionista final.

Embriologia

Desde a época que Darwin publicou A Origem das Espécies, a embriologia tem sido usada para apoiar a origem comum. Na verdade, Darwin referiu-se à homologia embrionária como a mais forte classe única de fatos que existia para apoiar suas teorias. Uma teoria mais tarde apresentada por Ernst Haeckel, conhecida como lei biogenética, afirmava que a história evolutiva de um organismo era recapitulada durante o desenvolvimento do embrião. Embora a lei biogenética seja agora desacreditada, em anos recentes a embriologia ressurgiu como uma ferramenta usada por biólogos evolucionistas que tentam estabelecer relações filogenéticas identificando-se semelhanças de desenvolvimento entre grupos taxonômicos. A Biologia evolutiva do desenvolvimento é uma fusão da biologia do desenvolvimento e da biologia evolutiva que é comumente conhecida como "evo-devo".

Desafios

Os desafios à teoria da origem comum são numerosos. É especialmente importante perceber que os evolucionistas modernos estão agora refinando sua teoria original de origem comum, que agora inclui as formas de vida mais originais no início.[3] Eles têm argumentado contra uma evolução unicelular e, portanto, postulam a existência original de nada menos que três "organizações celulares livremente construídas."[4]

Árvore da vida

Caderno de Charles Darwin mostrando esboço de um árvore filogenética.

A "árvore da vida" de Charles Darwin não é nascida em observação científica. Isso é concluído por meio de pesquisa mais moderna, um exemplo disso vindo dos Proceedings for the National Academy of Science (PNAS). A pesquisa constatou que "não há nenhuma evidência independente de que a ordem natural é uma hierarquia inclusiva" e que "os únicos conjuntos de dados a partir dos quais podemos construir uma hierarquia universal incluindo os procariontes, as sequências de genes, muitas vezes discordam e raramente podem ser provados em concordar."[5]

Há o que se chama de "arbustos" evolucionários , mas conforme a pesquisa da Public Library of Science (PLoS), esses arbustos não apoiam a conclusão da uma única causa de uma árvore completa da vida, tal como proposta por Darwin.[6]

Abiogênese

A improbabilidade e impossibilidade afirmadas deste mecanismo completamente naturalista é um problema grave para os evolucionistas modernos. A abiogênese é o aparecimento espontâneo da primeira protocélula auto-replicante, que se pode argumentar que não foi observada nem explicada de forma abrangente.

Lacunas morfológicas no registro fóssil

Diferenças na morfologia, ou "lacunas no registro fóssil", existem, através da qual se argumenta que não há nenhuma evidência fóssil de formas transicionais. Por exemplo, essas lacunas são gritantes quando o contexto entre répteis e mamíferos, répteis e aves, ou macacos e homens é compreendido.

Falseabilidade

Devido à ausência de provas concretas substanciais para apoiar a crença na ancestralidade comum, os criacionistas e até mesmo alguns evolucionistas reconhecem que a evolução é uma crença filosófica, não científica em essência. A evolução é referida como um fato sem fornecer explicação suficiente para os meios. As afirmações feitas pelos evolucionistas são frequentemente não falseáveis e não podem ser observadas na natureza ou testadas pela experimentação. Portanto, estam fora dos limites do método científico.[7]

História

Árvore filogenética

A ancestralidade comum é uma ideia antiga, articulada por muitos filósofos pagãos ao longo da história. Na Europa, ela caiu de proeminência quando o Cristianismo foi dominante, mas recuperou popularidade no século 19, com a secularização. É uma ideia antiga, sustentada pelos antigos filósofos pagãos, como Anaximandro, tão cedo quanto o século 7 aC, e retornando a popularidade na Europa do século 19.

  • Plutarco, Symposiacs, Livro viii, questão viii: Anaximandro fundou a primeira escola de filosofia grega e viveu cerca de 610-546 aC.
Anaximandro diz que os peixes e os homens não foram produzidos nas mesmas substâncias, mas que os homens foram produzidos primeiramente em peixes, e, quando eles estavam crescidos e capazes de ajudar a si mesmos, foram lançados para fora, e assim viveram sobre a terra. Portanto, como o fogo devora os seus pais, ou seja, a matéria a partir da qual se acendeu primeiro lugar, portanto Anaximandro, afirmando que os peixes eram nossos pais comuns, os condena em nossa alimentação.
  • Pierre-Louis Moreau de Maupertuis (1698-1759), Vénus Physique.
Não se poderia alguém dizer que, nas combinações fortuitas das produções da natureza, uma vez que deveriam haver algumas caracterizadas por uma certa relação de fitness, que fosse capaz de subsistir, não é de se admirar que esta aptidão esteja presente em todas as espécies que estão atualmente em existência? o acaso, poderíamos dizer, produziu uma multidão inumerável de indivíduos; um número pequeno, se encontrou construído de tal modo que as partes do animal, puderam satisfazer as suas necessidades; em outro, em infinitamente maior número, não havia nem aptidão nem ordem: todos estes últimos morreram. Animais carentes de uma boca não poderiam viver; outros carentes de órgãos reprodutivos não poderiam perpetuar-se... As espécies que vemos hoje são apenas a menor parte do que o destino cego produziu...
  • The Temple of Nature (O Templo da Natureza) em 1802.
Organic life beneath the shoreless waves (A vida orgânica sob as ondas sem praias)
Was born and nurs'd in ocean's pearly caves; (Nasceu e foi amamentado em cavernas de pérolas do oceano;)
First forms minute, unseen by spheric glass, (Formas no primeiro minuto, sem ser vistas pelo vidro esférico,)
Move on the mud, or pierce the watery mass; (Movem-se sobre a lama, ou furam a massa líquida;)
These, as successive generations bloom, (Estes, como as gerações sucessivas florescem,)
New powers acquire and larger limbs assume; (Adquirem novos poderes e os membros maiores assumem;)
Whence countless groups of vegetation spring, (Donde inúmeros grupos de vegetação saltam,)
And breathing realms of fin and feet and wing. (E domínios respirando de barbatanas e pés e asas.)
Erasmus Darwin.

Referências

  1. Miller, Kenneth & Levine, Joseph. Prentice Hall Biology. 2008. p382.
  2. Miller, p384.
  3. Jeriström, Pierre. "Is the evolutionary tree turning into a creationist orchard?" Journal of Creation 14(2):11-13, Agosto de 2000. Acessado em 16 outubro de 2008.
  4. Barlow, Jim. "New cellular evolution theory rejects single cell beginning." News Bureau, University of Illinois at Urbana-Champaign, 17 jun 2002. Acessado em 16 outubro de 2008.
  5. Doolittle WF and Bapteste E. "Pattern pluralism and the Tree of Life hypothesis." Proc. Nat. Acad. Sci. 104(7):2043-2049, 29 de janeiro de 2007. doi:10.1073/pnas.0610699104 Acessado em 16 outubro de 2008.
  6. Rokas A and Caroll SB. "Bushes in the Tree of Life." PLoS Biol 4(11):e352, 14 de novembro 2006. doi:10.1371/journal.pbio.0040352 Acessado em 16 outubro de 2008.
  7. Johnson, Phillip. Darwin on Trial, Downers Grove IL. Intervarsity Press, 1991. (p9-11)

Ligações externas