Gene órfão

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A. cephalotes: mais da metade de seu proteoma predito compreende genes órfãos.

Genes órfãos são genes sem homólogos em genomas de outros organismos. Em outras palavras, sem semelhança de sequência detectáveis nos genomas de outros organismos.[1] Eles são definidos como genes que não têm similaridade detectável de genes em outras espécies e, portanto, não há sinais claros de origem comum que possa ser inferido, formando uma porção enigmática do genoma, dado que sua origem e função são na sua maioria desconhecidas.[2]Alguns autores usam o termo genes taxonomicamente restritos (TRGs) como uma definição mais cuidadosa tendo em conta a estreita distribuição filogenética destes genes.[1] Eles também são chamados em inglês de ORFan genes (do inglês "Open Reading Frames of unknown origin").[3] A percentagem de número estimado de genes órfãos variam consideravelmente entre as espécies, mas 10-30% de todos os genes em um genoma é um número comumente citado.[2]

Origens

Os evolucionistas afirmam que os genes órfãos evoluíram a partir de DNA não-codificante através de processos de mutação aleatória, uma vez que não têm melhor explicação naturalista para fornecer.[4] No entanto, eles parecem não ter sequências ancestrais mas ao invés surgem de repente formados totalmente funcionais.[5][4] Conforme Carvunis e colaboradores, genes codificadores de proteínas podem surgir quer através de re-organização de genes pré-existentes ou de novo.[6] Carvunis reconhece que o surgimento de genes de novo permanece pouco conhecido. Jeffrey Tomkins, por outro lado, afirma que os eventos mutacionais aleatórios são incapazes de produzir o complexo de informações codificadas em genes.[4] Tomkins expõe que a utilização da assim chamada síntese de novo cai em uma forma circular de raciocínio ilógico como segue:

A síntese de genes de novo deve ser verdade porque existem genes órfãos e genes órfãos existem por causa da síntese de genes de novo.[4]

Stephen Meyer assinala que genes órfãos são encontrados em todos os principais grupos de organismos, incluindo animais e plantas, bem como tanto em organismos procariotas como eucariotas.[3] Em alguns organismos, tais como o A. cephalotes mais da metade de seu proteoma predito compreende genes órfãos.[7] Stephen Meyer observa que, embora alguns biólogos afirmem que à medida que os cientistas mapeam a sequência de mais genomas, os homólogos dos genes órfãos eventualmente irão ser encontrados, mas a tendência até agora vai exatamente no sentido oposto.[3]


Referências

  1. 1,0 1,1 Khalturin, K; Hemmrich, G.; Fraune, S.; Augustin, R.; Bosch, TC. (2009). "More than just orphans: are taxonomically-restricted genes important in evolution?". Trends in Genetics 25 (9) pp. 404–413.
  2. 2,0 2,1 Wissler, L.; Gadau, J.; Simola, D. F.; Helmkampf, M.; Bornberg-Bauer, E.. (2013). "Mechanisms and Dynamics of Orphan Gene Emergence in Insect Genomes". Genome Biology and Evolution 5 (2) pp. 439–455.
  3. 3,0 3,1 3,2 Meyer, Stephen E. Darwin's Doubt: The Explosive Origin of Animal Life and the Case for Intelligent Design. Seattle, WA: Harper One, 2013. p. 215-216. ISBN 978-0-06-207147-7
  4. 4,0 4,1 4,2 4,3 Tomkins, Jeffrey. More Than a Monkey: The Human-Chimp DNA Similarity Myth. [S.l.]: CreateSpace Independent Publishing Platform, 2012. p. 31-36. ISBN 978-147525325-2
  5. (2011) "The evolutionary origin of orphan genes". Nature Reviews Genetics 12 pp. 692–702. PMID 21878963.
  6. (24 de junho de 2012) "Proto-genes and de novo gene birth". Nature 487 (7407) pp. 370–374.
  7. Suen, G.; Teiling, C.; Li, L.; Holt, C.; Abouheif, E.; Bornberg-Bauer, E. et al.. (10 de fevereiro de 2011). "The Genome Sequence of the Leaf-Cutter Ant Atta cephalotes Reveals Insights into Its Obligate Symbiotic Lifestyle". PLoS Genetics 7 (2).

Ligações externas