Teoria das hidroplacas

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A teoria das hidroplacas é um modelo relativamente novo da história da Terra desenvolvido pelo Dr. Walt Brown em seu livro In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood. Ela afirma que antes do Dilúvio global uma quantidade massiva de água estava abaixo da crosta. A pressão sobre a água fez com que as placas quebrassem e se separassem. A água que escapou então inundou toda a terra. Por essas placas terem sido quebradas, movidas, e afetadas pela água (Hidro = água), essas placas são consideradas hidroplacas.[1]

Resumo da teoria


Acredita-se que a terra pré-diluviana detinha uma massa de água que cercava a terra abaixo da crosta. Ela poderia ter mantido metade da água de nossos oceanos de hoje. Essa água estava aparentemente mantida em câmaras contíguas formando uma casca esférica fina. A casca estava possivelmente 10 milhas abaixo da superfície da terra. A pressão aumentada sobre a água iniciou uma expansão da crosta. Essa "expansão" criou uma fenda microscópica que cresceu violentamente, cerca de 3 milhas por segundo. Essa fenda encontrou as partes mais fracas da crosta e rompeu através delas. Essa fenda cercou o globo em cerca de duas horas. A água estava sendo pressionada por 10 milhas de rocha e explodiu da fenda. Essa água foi lançada a quase 20 milhas na atmosfera. Isso criou chuvas fortes e até mesmo granizo extremo. Uma parte da água foi lançada bem acima da estratosfera, criando cristais de gelo que caíram em certas áreas. Esses granizos extremos soterraram, asfixiaram, e congelaram instantaneamente muitos animais. Isso inclui os mamutes congelados descobertos hoje.

Essas fontes erodiram a rocha em ambos os lados da fenda criando quantidades massivas de sedimento por todo o mundo. O sedimento soterrou muitos animais e plantas, estabelecendo o registro fóssil. A largura foi tão colossal que a rocha abaixo foi compelida para cima pela pressão e se tornou a dorsal meso-oceânica. Então, as hidroplacas deslizaram para baixo e para longe da dorsal meso-Atlântica, que se inclinava. Uma vez que as placas que avançavam gradualmente alcançaram velocidades de cerca de 45 milhas por hora, elas colidiram, comprimiram-se e se dobraram. As placas que dobraram para baixo se tornaram fossas oceânicas e as que dobraram para cima se tornaram montanhas. Isso explica porque grandes cadeias de montanhas estão em correlação com suas dorsais oceânicas.[2]

A teoria tenta reduzir os seguintes fenômenos aparentemente diferentes em uma única causa: a ruptura repentina de câmaras subterrâneas de água que estavam uma vez no interior da crosta da Terra.

  • Destruição repentina de maior parte da vida na Terra;
  • Mudanças massivas na morfologia terrestre, incluindo a formação de montanhas;
  • Deriva continental;
  • Características geológicas incomuns, como domos de sal, falésias calcárias, cânions, e outros;
  • Dorsal meso-oceânica e trincheiras;
  • Cometas, meteoritos, e asteroides;
  • E ela trata da fonte e do destino da água para um dilúvio global.

Sequência de eventos

Foi a ruptura da crosta da Terra que causou a destruição de todas as características da superfície do planeta Terra, em um evento descrito em Gênesis 7:11 .

Cerca de metade das águas agora nos oceanos estava uma vez em câmaras interconectadas, cerca de 10 milhas abaixo da superfície da terra. Excluindo-se a estrutura sólida das câmaras interconectadas, a água subterrânea, contendo uma grande quantidade de sal e dióxido de carbono dissolvidos, teria aproximadamente uma casca fina, esférica, com cerca de 3/4 de uma milha de espessura. Acima da água subterrânea estava uma crosta de granito; abaixo da água estava uma camada de rocha basáltica. (In the Beginning, 7ª Edição, p. 99)

A ruptura contínua gerou jatos poderosos de água, que após chegarem acima da atmosfera, retornaram à superfície em chuvas torrenciais. A chuva continha uma mistura de água e pedaços de rocha, impulsionados por uma ação de 'martelo' hidráulico, na verdade expandindo gases que conseguiram escapar da gravidade terrestre. Eventualmente, esses se reagruparam pela sua própria gravidade, ficaram capturados por outros objetos, ou de outra forma mergulharam no espaço como asteroides, meteoros, cometas, ou sistemas de anéis planetários.

No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, Gênesis 7:11

A rachadura inicial, em que as águas escaparam, se alongou em uma fenda cercando toda a Terra, e se ampliou para se tornar a dorsal meso-oceânica. Em particular, a terra que se repartiu ao longo da rachadura, que estava para se tornar a Dorsal Meso-Oceânica, se separou na costa leste da América do Norte e do Sul, e na costa oeste da Europa e da África. A medida que as massas continentais em rápido movimento (as hidroplacas) se separaram, elas eventualmente encontraram resistência, em que se curvaram e formaram grandes cadeias de montanhas. É por isso que as principais cadeias de montanhas correm paralelamente à Dorsal Meso-Oceânica.

Naturalmente, o eixo longo de cada montanha curvada estava geralmente perpendicular ao seu movimento de hidroplaca, ou paralelo à parte da Dorsal Meso-Oceânica da qual deslizou. Assim, as Montanhas Rochosas, os Apalaches, e os Andes têm uma orientação norte-sul. (In the Beginning, 7ª Edição, p 104)

O efeito no outro lado do mundo foi o de formar depressões:

A medida que a Dorsal Meso-Oceânica e o fundo Atlântico se levantaram, massa teve que mudar dentro da terra em direção ao Atlântico. Subsidência ocorreu no lado oposto da terra, especialmente no Pacífico ocidental, onde as placas de granito dobraram para baixo, formando fossas. (In the Beginning, 7ª Edição, p 105)

Essa separação suave dos continentes e súbito impulso para cima das principais cadeias de montanhas parece se encaixar na evidência natural precisamente. Outros movimentos e distorções mais complexos, como os propostos por Bullard e pela mais recente teoria das placas tectônicas, não são tão elegantes. A Teoria das Hidroplacas se encaixa em muita evidência para muitas outras características físicas, e faz isso sem 'alongar' sua proposta original; elas seguem como consequência natural da teoria.

Deve-se observar também que além de fazer observações sobre a evidência, a Teoria das Hidroplacas também faz predições sobre características que devem ser descobertas se ela for verdadeira. Algumas delas foram cumpridas desde o tempo no qual elas foram feitas originalmente.

O texto e as figuras do livro inteiro, que na verdade estabelece o caso para a Teoria das Hidroplacas em detalhes completos, está disponível online gratuitamente para leitura adicional.[3]

Críticas dos evolucionistas

As rochas que compõem a crosta terrestre não flutuam

As rochas não estavam flutuando sobre a água subterrânea como um barco; antes, a água estava em uma câmara selada. Água ou mesmo ar em uma câmara selada irá suportar uma grande quantidade de peso, que caso contrário afundaria por ele. Seria mais como uma cama de água do que como um barco. Além disso, Brown foi claro que "Cerca de metade da água que está agora nos oceanos estava uma vez em câmaras interligadas cerca de 10 milhas abaixo da superfície da terra."

Numa profundidade de 10 milhas, as temperaturas seriam muito altas

Estando em 10 milhas as temperaturas seriam tão altas que, quando liberada, a água teria fritado a Terra. Isso assume condições atuais no mundo pré-Dilúvio. É provável que os níveis atuais de calor no interior da Terra foram gerados pelos eventos do Dilúvio; além disso, a vaporização, que ocorreria durante a erupção devido a descompressão, a teria resfriado também; consequentemente, a água não teria sido tão quente.

A erosão dos lados das fissuras

A erosão dos lados das fissuras pela água teria produzido depósitos de basalto mal classificados que nunca foram observados. Não há base alguma para essa afirmação. Os seguintes fatores mostram que ela é errônea:

  1. A água subterrânea teria erodido principalmente granito, não basalto.
  2. A força por trás da erupção pulverizaria o que foi erodido, de forma que as partículas de tais depósitos seriam removidas e reordenadas pelas águas do Dilúvio.

As hidroplacas não teriam para onde deslizar antes de colidirem

Quando o fundo Atlântico dobrou, as fissuras teriam erodido pelo menos 400 milhas em ambos os lados, e a mesma coisa estaria acontecendo nos Oceanos Pacífico e Índico. Assim as placas teriam tido pelo menos 400 milhas para deslizar antes de colidirem. Além disso, quando se moveram, as placas teriam sido erodidas mais, particularmente no lado Pacífico, a medida que o movimento fechou a lacuna.

Hidroplacas iniciais tinham estimadamente 10 milhas de espessura [9ª Edição: 60 milhas de espessura]

Crítica desatualizada: Na 8ª Edição do In the Beginning, a teoria das hidroplacas estimou que as hidroplacas originais teriam 10 milhas de espessura. Mas, com a crosta continental de hoje tendo em média 22 milhas de espessura, a espessura inicial estimada das placas parecia ser insuficiente. Com a 9ª Edição (esboço disponível online antes da versão planejada impressa, talvez em 2019), a compreensão de que os detritos que se aglutinaram para formar os objetos transnetunianos eram parte da ejecta das fontes do grande abismo, essa objeção não é mais aplicável.

Críticas de criacionistas

Outros criacionistas estão desapontados que Walt Brown não submeteu a maior parte de sua Teoria das Hidroplacas ao escrutíneo da revisão por pares (criacionista), e discordam de várias de suas alegações.

O astrônomo Danny Faulkner contende sobre a habilidade do modelo em explicar os cometas e asteróides. Uma de suas críticas é a de que muitos dos cometas de período longo, se tivessem sido formados segundo propõe esse modelo, não teriam retornado ainda de suas primeiras órbitas.[4]

Michael Oard diz que não há nenhuma evidência geológica dos lagos antigos (Grand Lake e Lago Hopi) que Brown diz que formaram o Grand Canyon quando se romperam, e rejeita a refutação de Brown (de que a região das Montanhas Rochosas era muito instável para formar evidência duradoura da borda do lago) como inconsistente com a evidência dos antigos Lago Bonneville e Lago Missoula.[4]

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Referências

  1. *The Hydroplate Theory: An Overview by Walt Brown PhD
  2. The Hydro-Plate Theory and The Great Flood por Walt Brown, PhD
  3. In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood por Walt Brown. 328 páginas capa dura. ISBN 1878026089
  4. 4,0 4,1 Michael J. Oard, Analysis of Walt Brown’s Flood model, 7 de Abril de 2013.

Ligações externas

Ver também