Tectônica de placas catastrófica

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A tectônica de placas catastrófica é uma teoria que propõe movimentos rápidos das placas da Terra durante o dilúvio de Noé. Ela foi derivada originalmente pelo Dr. John Baumgardner, e fundamentada por modelagem computacional sofisticada.

Muitos geólogos criacionistas sentem que ela se ajusta com a geologia padrão melhor do que outros modelos do dilúvio, porque oferece uma descrição científica do dilúvio de Noé que é compatível com as teorias da tectônica de placas e da deriva continental. Ela também fornece um mecanismo para a fonte e a recessão das águas do dilúvio (i.e. as fontes do grande abismo), e aceita a interpretação convencional de eventos como terremotos e atividade vulcânica. E porque ela simplesmente requer uma escala de tempo acelerada para o movimento das placas, o conflito com a geologia uniformitarista tradicional é também mínima.

O modelo de Baumgardner é ilustrado no documentário de 27 minutos intitulado: In the Beginning: Catastrophic Plate Tectonics and the Genesis Flood, que foi produzido em 1996 por Keziah e a American Portrait Films.

Tectônica de placas

Artigo principal: Tectônica de placas

Hoje, acredita-se que a terra é feita de muitas "peças" ou "placas". Essas placas consistem de crosta, manto e núcleo. A crosta é a camada de rocha fina exterior que pode estar em qualquer lugar de 3 a 45 milhas de espessura. Abaixo da crosta está o manto. Ele é feito de rocha sólida que é muito quente. Essa camada está ao redor de 1.800 milhas de profundidade. Abaixo do manto está o núcleo, que é feito em maior parte de ferro. A parte mais externa do núcleo é derretida.

Qualquer teoria de placas tectônicas é baseada em três movimentos principais. Extensão (afastamento) é compressão normalmente causada por subducção (uma placa caindo sob outra), e falha de transformação (deslizamento horizontal ao longo de uma falha geológica).[1] Uma falha geológica é uma superfície plana de fratura de rocha, que mostra evidência de movimento relativo. A Teoria da Tectônica de Placas Catastrófica sugere que alguns eventos catastróficos como o Dilúvio de Noé pode ter causado uma quebra na faixa Mesoatlântica, que fez com que o magma fluísse do núcleo e as placas se separassem. Hoje, o magma ainda flui da faixa Mesoatlântica e move as placas lentamente. Mas a separação real das placas acredita-se que aconteceu muito rapidamente.[2]

Teoria do catastrofismo

A Tectônica de Placas Catastrófica começa com uma Terra pré-dilúvio com um único continente e um grande oceano. Assim como a Terra presente, havia distintas crostas continental e oceânica. A crosta continental era a mesma crosta de granito que existe hoje, e a crosta oceânica era também basalto. Desse ponto de partida, Baumgardner modela a subducção de placa fugitiva, produzindo um modelo viável do Dilúvio de Gênesis. De acordo com este modelo, nenhuma das crostas oceânicas pré-diluvianas permanece na superfície mas passou totalmente pelo processo de subducção e foi substituída com uma nova crosta de basalto.[Carece de fontes]

O processo começa com material do manto superior repentinamente afundando no manto inferior. A energia desse evento é liberada a medida que o calor muda a viscosidade do manto. Isso faz com que a crosta oceânica comece a afundar, sendo mais densa que a crosta continental. Isto, juntamente com o material no manto superior continuando a afundar, força material do manto inferior para cima, empurrando pra cima a crosta oceânica na localização aproximada da dorsal meso-oceânica. Com as extremidades da crosta oceânica próximas do continente afundando, a subducção fugitiva começa. Esse processo divide a crosta oceânica junto com o que é hoje a dorsal meso-oceânica. Calor da lava entrando nessa lacuna esquenta a água acima dela, causando uma erupção super sônica de vapor (Fontes do grande abismo). Esse vapor é disparado na atmosfera superior, onde esfria e cai de volta como uma chuva torrencial. A subducção fugitiva da crosta oceânica arrasta pra baixo a crosta continental, fazendo com que a água comece a inundar o continente. Esses processos causariam correntes em movimento rápido depositando quantidades massivas de sedimentos.[Carece de fontes]

A medida que a crosta oceânica original passou pela subducção, ela foi substituída por uma crosta mais quente e menos densa que se levantou mais, aumentando a profundidade da água. Quando em algum ponto no processo a tensão na crosta continental alcança o ponto em que ela se divide, isso inicia a formação do oceano Atlântico. Com o esfriamento da nova crosta oceânica, ela começa a afundar, ficando numa altitude mais baixa. A subducção fugitiva chega a parar a medida que a energia da crosta original afundando no manto inferior é consumida. Isso faz com que a crosta continental flutue acima e faz com que as águas do dilúvio escorram.[Carece de fontes]

Evidência de apoio

  • Há um anel de material relativamente frio no manto inferior que corresponde a zonas de subducção passadas e presentes rodeando uma zona de impacto sob o Pacífico, e material mais quente sendo comprimido sob a África, como predito pela Tectônica de Placas Catastrófica.
  • Uma descoberta mais recente de um pedaço de crosta oceânica no manto inferior também predito pela Tectônica de Placas Catastrófica.

Nenhuma outra teoria prediz ou explica facilmente essas evidências.[Carece de fontes]

História

Em 1858, o geógrafo Antonio Snider-Pellegrini fez esses dois mapas mostrando sua versão de como os continentes americano e africano podem ter estado juntos, e depois se separaram.

O conceito de placas tectônicas revolucionou o pensamento nas Ciências da Terra nos últimos 10 anos e combina muitas das ideias sobre deriva continental e expansão do fundo oceânico.[3] A teoria da deriva continental foi apresentada por um cientista criacionista chamado Antonio Snider-Pellegrini, que publicou o conceito em seu livro, La Création et ses mystères dévoilés (A Criação e seus Mistérios Revelados), em 1858.[4] Em 1912 Alfred Wegener desenvolveu a teoria da deriva continental (Kontinentalverschiebung), e a expansão do fundo do oceano foi sugerida originalmente por Harry Hess da Princeton University.[3]

Para formar sua teoria, Snider tirou de Gênesis 1:9-10 onde é explicado que Deus reuniu os oceanos em um lugar, sugerindo a possibilidade de uma única massa de terra nesse ponto do tempo. Ele observou também o encaixe da costa oriental da América do Sul e da costa ocidental da África. Ele concluiu que o Dilúvio de Noé causou movimento horizontal subsequente do supercontinente fazendo com que ele quebrasse, formando assim as placas tectônicas. A ideia de Snider foi negligenciada, possivelmente devido ao fato do livro de Darwin ter sido publicado no mesmo ano. Snider escreveu um livro e até mesmo teve ele traduzido para o francês, mas ainda assim, sua teoria passou despercebida até o início do século vinte. Nesse tempo, o meteorologista alemão Alfred Wegener escreveu um livro sobre a ideia de um supercontinente original chamado Pangeia.

Mas ainda, por cerca de 50 anos, esse pensamento foi negligenciado devido a um grupo pequeno de sismólogos que professavam que a força da rocha do manto era muito grande para permitir que continentes derivassem da forma que Wegener calculou. Eles estimaram a força da rocha observando o comportamento de ondas sísmicas quando elas passavam pela terra. Mas eles estavam calculando a força da rocha no tempo de seus testes, não de antes quando a terra estava em seu estado anterior ao dilúvio. Durantes esses 50 anos, os cientistas que acreditavam na teoria de um supercontinente original foram considerados pessoas ignorantes que olharam para os fatos. Mas, hoje esse ponto de vista se inverteu.

Hoje, maioria dos cientistas acreditam no fato de que a terra foi uma vez um supercontinente. Agora temos mais informação sobre nosso planeta devido ao mapeamento do fundo do oceano usando-se ondas sonoras, medindo-se o campo magnético acima do fundo do oceano, datando-se reversões geomagnéticas do passado com debloqueamento da memória magnética das rochas continentais, e localizando-se terremotos com uma rede mundial de sismógrafos.[1]

O Problema do Calor

O principal problema com esta teoria é que nela há uma geração muito grande de calor, mas pode-se lidar com isso de diferentes formas.

  1. Uma expansão rápida do espaço removeria uma grande quantidade de calor. Isso poderia ser universal ou local.
  2. Com base na Teoria-M, um universo paralelo super frio extremamente próximo poderia servir como um dissipador de calor.
  3. Um ato direto de Deus.
  4. As águas das profundezas podem ter sido frias congelantes, as quais absorveriam o excesso de calor.

[Carece de fontes]

Vídeos

Referências

  1. 1,0 1,1 Can Catastrophic Plate Tectonics Explain Flood Geology? por Andrew A. Snelling, 8 de Novembro de 2007
  2. Geologic fault por Wikipedia
  3. 3,0 3,1 Earthquakes and Plate Tectonics by the U.S. Geological Survey, Earthquake Hazards Program.
  4. Antonio Snider-Pellegrini pela Wikipedia

Informação adicional

Criacionista

Secular