Sumo sacerdote

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O Sumo Sacerdote (Hebraico: כהן גדול, Kōhēn Gāḏōl; Grego: Αρχιερευς, Archiereus) era o chefe sacerdotal no Israel antigo, no Reino de Judá, no cativeiro babilônico, e na Judéia sob as ocupações sucessivas do Império Persa, de Alexandre, o Grande, do Império selêucida, e, finalmente, o Império Romano. A linha de sacerdotes começou com Aarão e terminou com a destruição do Templo de Jerusalém em 70 dC.[1][2][3][4][5]

Poderes e deveres

O sumo sacerdote era o principal funcionário administrativo de todos os sacerdotes. Ele estava no comando do Tabernáculo e, posteriormente, do Templo de Jerusalém, enquanto ele permaneceu. Só ele estava autorizado a oferecer sacrifícios pelos pecados dele mesmo, dos sacerdotes, ou das pessoas. Da mesma forma, só ele era autorizado a entrar no Santo dos Santos no Dia da Expiação. Uma corda era amarrada na cintura para que ele pudesse ser retirado do Santo dos Santos, no caso de morrer lá dentro.[6] Ocasionalmente, ele iria ajudar o incumbente juiz ou o rei "inquirindo de Deus" a respeito de um curso adequado de ação civil ou militar.[2]

Durante a era dos juízes, o sumo sacerdote, era considerado um juiz associado. Eli, por exemplo, é descrito como tendo "julgado" Israel durante quarenta anos, o que era o seu mandato como sumo sacerdote. (1Samuel 4:18 )

O sumo sacerdote também servia a um propósito expiatório. Um homem culpado de homicídio involuntário era obrigado a permanecer em uma cidade de refúgio até que o sumo sacerdote tivesse morrido. A morte do sumo sacerdote expiava a morte original que o homem culpado tinha causado.[2]

Qualificações

A Bíblia não estabelece uma idade mínima específica para o sumo sacerdote,[1][2] mas normalmente ninguém poderia ser um sumo sacerdote, sem primeiro ser da idade mínima para um sacerdote comum, que era de trinta anos. (Números 4:1-3 ) Contudo, Aristóbulo foi nomeado pelo rei Herodes quando ele tinha apenas 17 anos de idade.[1][2][7]

O sumo sacerdócio era normalmente hereditário. Mas Salomão removeu um sumo sacerdote, Abiatar, por razões políticas. A partir de então uma linha de sucessão hereditária continuou, mas começando com o Império Selêucida, as autoridades civis tomaram para si a autoridade para nomear ou destituir sumos sacerdotes, e alguns sacerdotes foram ainda eleitos pelo povo.[1]

O sumo sacerdote podia se casar com apenas uma virgem israelita, ou, ocasionalmente, a viúva de outro sacerdote.[1][2]

Ele era obrigado a manter um alto grau de santidade. Quaisquer pecados que ele cometesse refletiriam sobre o povo como um todo. Assim, ele não estava autorizado a entrar em contato com cadáveres, ou a mostrar qualquer sinal externo de luto. Isto incluia rasgar roupas ou expor o cabelo ou ainda deixar o cabelo desgrenhado. (Assim, quando o sumo sacerdote Caifás rasgou as suas roupas no "julgamento" de Jesus Cristo antes do Sinédrio, ele quebrou a lei.)

Vestuários

O sumo sacerdote usava uma série de roupas especializadas e simbólicas que refletiam seus deveres e responsabilidades. (Êxodo 28 ) Estas incluíam:

  • A mangas manto de púrpura.
  • A estola sacerdotal, uma roupa que sacerdotes menores também usavam.
  • O peitoral do juízo, contendo doze pedras preciosas, cada uma representando um dos filhos originais de Israel.
  • O turbante, que lhe cobria a cabeça.
  • Uma pequena bolsa na qual ele carregava o Urim e Tumim.

Quando ele entrava no Santo dos Santos, no Dia da Expiação, ele estava vestido de linho branco e não usava as roupas muito mais dispendiosas listadas acima.[2]

História da sucessão

Aaron foi o primeiro sumo sacerdote, seguido por seu filho Eleazar e seu neto Finéias. Filho sucedeu pai até Eli, da linha de Itamar, de alguma forma, tornar-se sumo sacerdote. (A Bíblia não diz porquê.) A família de Eli manteve o sumo sacerdócio de forma relativamente abreviada; o rei Salomão removeu Abiatar, último dos sumos sacerdotes Itamaritas, e instalou Zadoque I, descendente de Eleazar, em seu lugar. (1Reis 2:26-27,35 ) Esta linha continuou ininterrupta através do Cativeiro e os primeiros anos do retorno. Josefo afirma que Antíoco IV Epifânio foi o primeiro monarca não israelita a remover um sumo sacerdote do cargo.[8]

A Bíblia diz pouco sobre a linha completa de sumos sacerdotes e menciona alguns sacerdotes que desempenharam papéis importantes na história de Israel durante as eras judiciais e régias. Flávio Josefo alegou que oitenta e dois homens ocuparam o cargo de Sumo Sacerdote até o Templo ser destruído, e que cinqüenta e um destes mantiveram o cargo a partir do cativeiro babilônico. Josefo não tem a pretensão de saber os nomes de todos os homens que serviram como sumo sacerdote na história. A Enciclopédia Judaica (1906) tem uma lista completa destes oitenta e dois homens, de Aaron até Finéias (um sumo sacerdote eleito durante a Guerra Judaica), elaborada a partir da Bíblia, Antiguidades de Josefo, e o Seder 'Olam Zuṭa.

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Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 Hirsch EG, "High priest," The Jewish Encyclopedia, 1906. Acessado em 02 de janeiro de 2009.
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 Tierney, John. "The High Priest." The Catholic Encyclopedia. Vol. 12. New York: Robert Appleton Company, 1911. Acessado em 02 de janeiro de 2009 <http://www.newadvent.org/cathen/12407b.htm>.
  3. "High priest," <http://www.history.com/>, n.d. Acessado em 02 de janeiro de 2009.
  4. "High priest," WebBible Encyclopedia, n.d. Acessado em 02 de janeiro de 2009.
  5. Butler, Trent C. Editor.. "Entry for 'HIGH PRIEST'". "Holman Bible Dictionary". <http://www.studylight.org/dic/hbd/view.cgi?number=T2773>. 1991.
  6. Unterman, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. 278 p. ISBN 85-7110-243-0
  7. Flavius Josephus, Antiquities of the Jews, 15.3.3
  8. Josephus, Antiquities, 15.3.1