Éden

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Adão no Jardim do Éden

Éden (Hebraico: עדן, ʻĒḏen: "prazer") era a região geográfica no mundo antediluviano em que Deus criou o Jardim do Éden (Hebraico: גן עדן, Gān ʻĒḏen; Árabe: جنة عدن, Jannat ‘Adn). O Livro do Gênesis descreve o Jardim do Éden como sendo o local onde o primeiro homem, Adão, e sua esposa, Eva, viveram depois que eles foram criados por Deus e foram cuidados até a Queda. O Jardim do Éden, é descrito no Genesis 2-3 .

"Então plantou o SENHOR Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado. E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis ã vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. O nome do primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro; e o ouro dessa terra é bom: ali há o bdélio, e a pedra de berilo. O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a terra de Cuche. O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates." - Genesis 2:8-14

Os quatro rios

Um rio vinha do Éden e regava o jardim, e dali se dividia e se tornava em quatro braços.[1] Não é normal - na verdade, provavelmente seja totalmente desconhecido no mundo moderno - haver um rio que se divida em quatro. De que maneira isso ocorria não é descrito na Bíblia.

Os nomes de dois dos rios sobrevivem até hoje—o Tigre e o Eufrates. Os outros dois, Pisom e Giom eram desconhecidos.[2] Unger evoca a possibilidade de que esses dois rios eram canais, chamados rios na Babilônia.[3] No entanto, a descrição desses rios que correm a partir de um não corresponde os rios presentes, e os outros dois rios nomeados estão faltando. Isto é realmente de se esperar, uma vez que o Dilúvio Global teria destruído todos os vestígios do mundo pré-diluviano, incluindo a terra do Éden e seus rios e jardim. A sobrevivência de dois dos nomes é facilmente explicada pelos colonos pós-inundação terem nomeado novos rios que apareceram após o dilúvio com os nomes dos rios antigos, assim como em rios de tempos modernos na Austrália e América do Norte terem sido nomeados por imigrantes com nomes de rios que recordavam sua "pátria materna".

Localização do Jardim

Como se observa, o jardim estava na terra do Éden. Mas, como o dilúvio global destruiu o mundo antedeluviano, é impossível dizer onde no mundo de hoje era o Éden. Supondo-se que Noé viveu não muito longe do Éden, e que a arca não flutuou muito ao redor do mundo, o melhor que pode ser dito é que o Éden era possivelmente perto da parte de nosso mundo, que é agora o Oriente Médio.

No livro The Genesis Record, Henry Morris afirma:

Em geral, é evidente que a geografia descrita nestes versículos não existe no mundo atual, nem nunca existiu desde o Dilúvio. Os rios e os países descritos eram características geográficas antediluvianas, familiares a Adão, o autor original desta parte da narrativa. Eles foram todos destruídos, e a topografia e a geografia mudou completamente, quando “o mundo de então, coberto com as águas, pereceu” (2Pedro 3:6 ).

Isto significa, por sua vez, que os nomes que parecem ser pós-diluvianos (Etiópia, Assíria, Tigre, Eufrates) eram originalmente nomes antediluvianos. Os nomes foram lembrados pelos sobreviventes do Dilúvio e depois dados a pessoas ou lugares no mundo pós-diluviano, em memória desses nomes anteriores de que eles estavam de alguma forma lembrando posteriormente. Aqueles que têm tentado identificar o jardim do Éden como na região do Tigre-Eufrates presente não conseguem perceber que esses rios antediluvianos foram completamente destruídos pelo dilúvio, e não tem qualquer ligação física com suas contrapartes no mundo atual.

O jardim do Éden foi, é claro, também destruído no Dilúvio, de modo que é quase impossível localizá-lo agora em termos de geografia moderna.[4]

Referências

  1. In: Douglas, J. D.. The Illustrated Bible Dictionary. [S.l.]: Inter-Varsity Press/Tyndale House Publishers, 1980. p. 408-409. 3 vol. vol. 1. ISBN 0-8423-7525-2
  2. In: Tenney, Merrill C. Pictorial Bible Dictionary. Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1967. p. 233. ISBN 0-310-23560-X
  3. Unger, Merrill F. In: Harrison, R. K.. The New Unger´s Bible Dictionary. Chicago: Moody Press, 1988. p. 331. ISBN 0-8024-9037-9
  4. Morris, Henry M., The Genesis Record. Grand Rapids MI: Baker Books, 1976. p.89-90.