Yom Kipur

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livro de orações para o dia do Yom Kippur do festival de Heidenheim.

Yom Kipur (יוֹם כִּפּוּר, yom kipur ou יום הכיפורים, yom ha kipurim), também conhecido como Dia da Expiação, é o mais sagrado dia do calendário Judaico.[1] Este dia marca o fim dos dez dias de penitência. Na época do primeiro e segundo templos era o único dia em que o Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos e um bode era enviado para Azazel no deserto.[1] (Levítico 16:10 ) É um "Shabat Shabaton", um dia de completa abstenção de trabalho mundano. A tradição rabínica afirma que cada judeu deve se concentrar em sua avodah pessoal , o serviço para o SENHOR.[2]

Descrição bíblica

Deus estabelece este dia santo no dia 10 do mês 7 como o dia da expiação de pecados. Como se pode ler no Levítico:

"Também isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vos; porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o SENHOR." - Levítico 16:29-30

Deus também estabeleceu que este dia é um dia de descanso:

"Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao SENHOR. Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o SENHOR vosso Deus. Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo. Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações." - Levítico 23:27-31

Observância após a destruição do Templo

Após a destruição do Templo, Gamaliel III e seus sucessors revolucionaram a prática religiosa, transferindo para a Sinagoga os ritos praticados uma vez no Templo. O Dia da Expiação se tornaria um dia de jejum para arrependimento individual, substituindo o ato de expiação realizada pelo Sumo Sacerdote.[3] Atualmente, o dia da expiação é um dia de jejum e de luto em que o Judeu responde por seus atos. Neste dia, de acordo com o Judaísmo, o destino do homem é determinado pelo equilíbrio entre suas ações boas e más.[4]

Tradições

As tradições, de acordo com Talmud, são como se segue (Talmude da Babilônia Yoma 73b.) :

  • É proibido comer e beber
  • É proibido tomar banho ou lavar
  • É proibido colocar sandálias ou usar sapatos de couro
  • É proibido se ungir com perfumes ou loções
  • É proibido ter relações sexuais maritais

Referências

  1. 1,0 1,1 Unterman, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. 278 p. p. 125. ISBN 85-7110-243-0
  2. Yom Kippur - the Day of Atonement. Página visitada em 15 de Junho de 2012.
  3. In: Gilbert, Martin. The Ilustrated Atlas of the Jewish Civilization. New York: MacMillan, 1990. p. 51. ISBN 0-02-543415-2
  4. In: Barnavi, Eli. A Historical Atlas of the Jewish People. New York: Schocken Books, 1992. p. 72-73. ISBN 0-8052-4127-2