Escatologia

De CriaçãoWiki, a enciclopédia da ciência da criação.

Escatologia (Grego: εσχατος, escatos o último e Grego: λογος, logos, palavra) é o estudo das últimas coisas, que a Bíblia prediz que irão acontecer ao mundo e à humanidade. Jesus Cristo fez referência repetida a uma separação de pessoas salvas e perdidas no "fim do mundo." Além disso, a maior parte dos profetas cujos escritos sobrevivem hoje fizeram algumas referências a profecias que não seriam cumpridas dentro do período de tempo da Bíblia--incluindo muitas que, muitos comentaristas sugerem, permanecem não cumpridas até hoje.

Escolas de pensamento

A Escatologia é uma das questões mais difíceis e enfadonhas para os Cristãos hoje. Pelo menos três disputas diferentes surgiram pelos séculos desde que as últimas palavras da Bíblia foram escritas. Eles dizem respeito a:

  1. As leis, ou economia, sob as quais vivemos--e particularmente os pactos que Deus fez com várias pessoas. Um pacto substitui outro? Ou Deus tem apenas um pacto, originalmente com a nação de Israel e agora apenas com os crentes em Cristo?
  2. Mil anos de aparente paz perfeita. Apocalipse 20:1-3 Jesus Cristo vai retornar a terra, como prometeu, antes deste milênio, ou depois dele--ou os "mil anos de paz" são apenas metafóricos?
  3. Certas profecias que o autor de Apocalipse e outros profetas (incluindo Daniel, Isaías, Jeremias, Zacarias, e Malaquias) escreveram, que não aconteceram dentro do período da Bíblia. Elas foram, na verdade, cumpridas antes dos livros da Bíblia serem totalmente reunidos? Ou essas profecias ainda serão cumpridas, talvez em nosso tempo, talvez em um tempo ainda no futuro?

Formas de Milenismo

Amilenismo

Sustenta que não haverá 1000 anos de reino de Cristo após a derrota dos inimigos de Deus, mas antes da restauração final dos céus e da terra. Geralmente sustenta que maior parte dos eventos de Apocalipse são em natureza históricos. Pessoas vão para o Céu imediatamente depois da morte (desde que seja para onde estavam destinadas). O Amilenismo considera os 1000 anos do reino de Cristo como figura de linguagem ao invés de linguagem estritamente literal. Ele é simbólico da era da igreja, ou do que é o tempo posterior à morte e ressurreição de Cristo até hoje.

Aqueles que mantém este ponto de vista também consideram que a maior parte do livro de Apocalipse já se cumpriu. O texto de Apocalipse não se acomoda facilmente a tal interpretação. Por exemplo, Satanás é preso no abismo por 1000 anos durante o reino de Cristo (Apocalipse 20:2). Não há razão para aceitar que a atividade de Satanás diminuiu desde que Cristo ascendeu.

Pós-Milenismo

O milênio não é literalmente um período de 1000 anos, mas sim uma era futura de aumentada cristandade, no final da qual Cristo retornará e o julgamento vai começar.

Veja as notas sobre o Amilenismo acima. Uma leitura simples dos escritos dos profetas entra em nítido contraste com este ponto de vista. Também descobrimos que a maioria dos que seguem esta visão também aderem a alguma forma de relativismo moral e não mantêm a autoridade soberana da Bíblia, especialmente com relação à sua inerrância e aplicabilidade à todo o pensamento e prática humanos. Tais sistemas apelam a outras áreas de pensamento e filosofia, muitas das quais imersas em princípios evolucionistas.

A visão Pós-milenial mantém a noção de que a igreja se tornará cada vez mais forte a medida que o dia do retorno de Cristo se aproxima. Em contraste, (2 Tessalonicenses 2:3) afirma que a medida que o dia se aproxima, haverá um "apostasia". A igreja será "podada" nos dias ou anos seguindo à Segunda Vinda. Será marcada por vasto engano, não vasta iluminação (Mateus 24:24).

Pré-Milenismo Histórico (ou Clássico)

Este vê o fim do sacrifício por Jesus em Apocalipse como sendo o que Ele realizou durante Sua primeira vinda, e portanto pode não acreditar em um período de tribulação no futuro, mas a maioria mantém um reino milenar literal no futuro.

Pré-Milenismo Dispensacionalista

Maior parte das profecias do fim dos tempos são eventos futuros, não eventos históricos ou metafóricos. Haverá um reino de Cristo literal de 1000 anos antes do julgamento final. Parece que maioria dos conservadores sustentam este ponto de vista--ele requer que Israel seja reunido, o Anticristo chegue ao poder no Leste, vença muitas nações pela força e subterfúgio, declare-se Deus, reinstitua os sacrifícios, persiga cristãos, e mate as Duas Testemunhas.

Neste ponto de vista, Apocalipse é considerado como uma descrição de eventos futuros reais em termos que são tanto literais como simbólicos, mas não metafóricos (isto é, não apenas um exemplo para aplicação espiritual). Por exemplo, quando João afirma que ele "olhou" (Apocalipse 4:1) ou "viu" (Apocalipse 4:4), ele vê essas coisas fisicamente com seus próprios olhos. É dito a ele para medir fisicamente o Templo (Apocalipse 11:1). Da mesma forma, ele conta que o "número da besta" é simbólico e "entendido" (Apocalipse 13:18). Ao mesmo tempo, a Besta coloca uma marca literal, física, em seus seguidores (Apocalipse 13:16-17).

Cada versão tem seus pontos fortes, biblicamente falando, embora o Pré-Milenismo Dispensacionalista pareça envolver menos ginástica hermenêutica para determinar o significado do Apocalipse de João.[1]

Profecia, História, ou Metáfora

Visão histórica

A visão histórica sustenta que os eventos de Apocalipse são simbólicos e mais ou menos históricos. Muitos tentaram atribuir significância ao nome de Nero, o qual aplicando-se numerologia tem o número 666 (ou 616 através de uma grafia diferente), para indicar que ele era o Anticristo que João tinha em mente--isso tem força pelo fato de que João viveu nesse tempo e certamente teria tido a oportunidade de fazer algum comentário social/político muito veemente sobre o estado do mundo como ele conhecia, mas não há necessidade alguma de se restringir Apocalipse a essa interpretação a menos que alguém seja relutante em aceitar sua Inspiração Divina.

Idealista

A visão idealista vê Apocalipse como sendo simbólico da luta entre o bem e o mal, sem se referir realmente a eventos específicos, passados ou futuros. As descrições em Apocalipse não são vistos sendo eventos reais, mas sim representações artísticas com imagens extravagantes, puramente simbólicas (pense na literatura Inglesa de 12º ano). O Idealismo, para o Criacionista e Cristão Bíblico, é claramente uma tentativa de divorciar a linguagem da escritura da própria escritura--é perigoso em que leva a negar a inerrância, inspiração, etc. Ver a Bíblia como uma obra criativa de ficção literária resulta, logicamente, em não confiar na Palavra de Deus. Se ela não significa o que diz, como alguém pode fingir saber o que ela significa?

Futurista

A abordagem futurista é a mais comum e talvez a visão mais fácil de se chegar a partir de uma leitura simples do texto. Ela sustenta que todos, ou quase todos, os eventos em Apocalipse são eventos futuros, devido a se desdobrarem em um tempo não específico, talvez no futuro próximo. Veja Pré-Milenismo Dispensacional acima--essas duas visões andam juntas. Elas também se encaixam perfeitamente nas profecias em Daniel 7,8 & 9 e nas palavras de Cristo em Mateus 24.

"Esta abordagem interpreta o livro não como o que era futuro para João e agora passado ou presente para nós, mas sim como o que era futuro para João e ainda futuro para nós."[2]

A abordagem futurista com potenciais laços frouxos com uma visão preterista/histórica parece ser a mais Bíblica.

Preterista

A visão preterista tende a ver partes do Apocalipse como sendo tanto históricas como futuristas. Nesse sentido, ele pode certamente se referir simbolicamente ao Império Romano no primeiro século d.C., mas se referir literalmente a eventos futuros que ainda vão se desdobrar. Aderentes desta visão discordam com críticos a rotulando como amilenista e negadora do domínio literal de Cristo sobre a Terra. O coração dela está no uso da palavra, preteristas parciais como Matt Slick ou John Patrick Holding preferem ver o reino de Cristo como literal mas do Céu, e acontecendo no que pode ser chamado de era da igreja.

Relevância

Um tratado completo sobre as várias escolas escatológicas está além do escopo deste projeto. A CriaçãoWiki é sobre os princípios, já esse assunto é sobre o fim.

Porém, a Bíblia afirma (Eclesiastes 7:8) que "Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas", e neste caso os capítulos finais da história do mundo explicam completamente o princípio e os eventos seguintes.

O "Evangelho Eterno" (Apocalipse 14:6-7) é proclamado pelos anjos "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas."

Muitos sustentam que pelo menos duas pessoas bíblicas, a saber, Enoque e Elias, têm um papel posterior na história humana como as duas testemunhas (Apocalipse 11:3). Alguns tem sustentado que uma das duas testemunhas é Moisés mas ele não é qualificado por diversas razões (a) a ele foi negado entrada na Terra Prometida e as Duas Testemunhas pregam em Jerusalém (b) A Bíblia diz que humanos morrem somente uma vez (Hebreus 9:27) mas as testemunhas são mortas em Jerusalém (c) o corpo de Moisés está enterrado (Judas 1:9) o que significa que ele teria que ser ressuscitado para participar como testemunha, mas as testemunhas são mortas e ressuscitadas juntas (Apocalipse 11:7-12) (d) Apenas duas pessoas nas Escrituras foram transladadas de sua existência original (Elias e Enoque) e não viram a morte. Eles são os únicos dois humanos que biblicamente se qualificam para ser as testemunhas. (e) O testemunho de Enoque é "a vinda do Senhor com dez mil de seus santos" (Judas 1:14) mas Enoque viveu antes do Dilúvio. A única vez em que um testemunho assim é válido para Enoque é em um período anterior à Segunda Vinda e posterior ao Arrebatamento, de forma que, como uma das duas testemunhas, seu testemunho e sua posição na história são colocados precisamente.

A Bíblia lembra pelo menos um líder secular, Nabucodonosor II, que teve o privilégio, ou o fardo, de receber uma visão de um futuro muito distante de seu tempo.

O livro de Daniel (Daniel 7-9) profetiza diretamente o nascimento de Cristo, a Crucificação, a vinda do Anticristo e muito da mecânica da linha do tempo dos sete anos finais anteriores à Segunda Vinda.

Referências


Ligações externas

Ver também