Complexidade especificada

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O conceito do Design Inteligente de complexidade especificada foi desenvolvido pelo matemático e filósofo William Dembski. Dembski afirma que quando algo exibe complexidade especificada (isto é, é tanto complexo quanto especificado, simultaneamente) pode-se inferir que ele foi produzido por uma causa inteligente (ou seja, que ele foi projetado), ao invés de ser o resultado de processos naturais (ver naturalismo)[1].Ele fornece os seguintes exemplos: "Uma única letra do alfabeto é especificada, sem ser complexa. Uma frase longa de letras aleatórias é complexa sem ser especificada. Um soneto de Shakespeare é complexo e especificado."[2] Ele afirma que detalhes de seres vivos podem ser caracterizadas de forma semelhante, especialmente os "padrões" de seqüências moleculares funcionais em moléculas biológicas, tais como o ADN.[1]

Dembski define uma probabilidade de 1 em 10150 como a "probabilidade universal limite". Seu valor corresponde ao inverso do limite superior do "número total de possíveis eventos específicos ao longo da história cósmica", como calculado por Dembski. Ele define a informação complexa especificada (ICE) (CSI em inglês), como as informações especificadas com uma probabilidade inferior a este limite. (Os termos "complexidade especificada" e "informação complexa especificada" são usados ​​alternadamente.) Ele argumenta que a ICE não pode ser gerada apenas pelos mecanismos naturais conhecidos das leis da física e do acaso, ou pela combinação destes. Ele argumenta que isto é assim porque as leis só podem se deslocar ao redor de uma posição ou perder informações, mas não produzi-las, e o acaso pode produzir informações complexas não especificadas, ou informações não complexas especificadas, mas não ICE; ele fornece uma análise matemática em que ele afirma demonstrar que a lei e a possibilidade trabalhando juntas, não podem gerar ICE, da mesma forma. Dembski e outros proponentes do DI sustentam que a ICE é melhor explicada como sendo devido a uma causa inteligente e, portanto, um indicador confiável de design.[3]

Referências

  1. 1,0 1,1 Dembski, William A. (15 de novembro de 1998). Intelligent Design as a Theory of Information. Access Research Network. Página visitada em 9 de outubro de 2013.
  2. Dembski, William A. (13 de setembro de 1999). Explaining Specified Complexity. Apareceu como Metaviews 139 (www.meta-list.org). Página visitada em 9 de outubro de 2013.
  3. Dembski, William A.. No Free Lunch: Why Specified Complexity Cannot Be Purchased without Intelligence. [S.l.]: Rowman & Littlefield Publishers Inc., 2001. ISBN 0742512975


Ver também