Criacionismo religioso

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O criacionismo religioso é a crença de que o universo e a vida na Terra foram criados por uma divindade toda-poderosa. A posição tem uma base profundamente enraizada nas Escrituras, que é invocada para compreensão da história do mundo. Os criacionistas religiosos mantêm uma variedade de pontos de vista sobre os produtos específicos da criação, que podem ser divididos amplamente em defensores da Terra jovem e da Terra antiga.

E. C. Scott compara seis diferentes pontos de vista cristãos sobre a criação, incluindo as teorias da Criação da Terra Jovem e da Criação da Terra Antiga, que por sua vez inclui a Teoria do Intervalo, a Teoria Dia Era, a Criação Progressiva e a Evolução Teísta. Os pontos de vista são muito diferentes e não podem ser todos verdadeiros, devido à lei da não-contradição.[1] Uma visão teológica adicional é a Hipótese da Estrutura, como observou John Morris.[2] Ele afirmou que, na visão da estrutura inicial, somente as coisas no relato de Gênesis na Bíblia relativas à teologia são consideradas corretas, enquanto as informações relativas a história e ciência não são consideradas corretas. Há um certo número de visões da estrutura, porém. A Presbyterian Church of America[3] divulgou um grande relatório sobre visões da criação em 1990, a partir do qual são tomadas estas citações:

“Nós acreditamos que as Escrituras, e, portanto, Gênesis 1-3, são a inerrante Palavra de Deus. Afirmamos que Gênesis 1-3 é um relato coerente da mão de Moisés. Acreditamos que história, não mito, é a categoria apropriada para descrever estes capítulos; e além disso, que sua história é verdadeira. Nesses capítulos, encontramos o registro da criação de Deus dos céus e da terra ex nihilo; da criação especial de Adão e Eva como seres humanos reais, os pais de toda a humanidade (consequentemente, eles não são os produtos da evolução de formas inferiores de vida). Encontramos ainda o relato de uma queda histórica que trouxe toda a humanidade a um estado de pecado e miséria, e da promessa certa de Deus de um Redentor. Uma vez que a Bíblia é a palavra do Criador e Governador de tudo o que há, é certo para nós encontrá-la falando com autoridade a assuntos estudados pela pesquisa histórica e científica. Acreditamos também que a aceitação da, digamos, astronomia não geocêntrica é consistente com a plena submissão à autoridade Bíblica. Nós reconhecemos que uma cosmovisão naturalista e a verdadeira fé cristã são impossíveis de conciliar, e de bom grado tomamos nossa posição com o sobrenaturalismo bíblico.” “Uma teologia casada com a ciência de uma época é uma viúva na próxima.” “Primeiro, os quatro pontos de vista mais proeminentes dos dias da criação na PCA são (em nenhuma ordem particular) a visão das 24 horas, a visão do Dia-Era, a visão da Estrutura, e a visão do Dia Analógico. A visão da Estrutura não foi mantida amplamente na fundação da PCA, embora não pareça ter se tornado controversa até recentemente. A visão do Dia Analógico em sua expressão mais recente não foi circulada amplamente até os anos 1990. Em quarto lugar, há uma convicção entre muitos de que os cristãos estão envolvidos em “guerras culturais” para a própria sobrevivência da herança e cosmovisão cristã. Cristãos reformados concordam com razão que a doutrina da criação encontra-se na base da cosmovisão Cristã.”

Em resumo, a PCA aceita esses quatro pontos de vista, embora a visão dos seis dias de 24 horas seja favorecida por alguns. Esse relatório é único em que ele dá descrições um pouco imparciais das muitas visões diferentes da criação e lista os prós e contras de cada uma. As visões da evolução teísta e da criação progressiva não foram favorecidos pela PCA. Uma fraqueza citada da visão Dia-Era é que seria difícil existirem plantas por milhares de anos após o dia 3 da criação, sem o sol no dia 4 ou os insetos e aves polinizadores nos dias 5 e 6.

Argumentos contra a visão da estrutura e contra outras visões são encontrados nos artigos do AiG.[4] Mortenson discute vários tópicos acadêmicos de Gênesis em seu livro [5]Coming to Grips With Genesis; O Capítulo 14 é sobre “Lutero, Calvino e Wesley em relação à Gênese do Mal Natural.”, escrito por T. Ury. Esse capítulo observa que os três fundadores acima viam Gênesis 1-11 como história verdadeira e viam o dilúvio como global e catastrófico. Wesley escreveu sobre a criação em seis dias, e também afirmou o dilúvio como 1656 anos após a criação. Também o bispo anglicano Hugh Latimer sustentava essa visão. Isso foi baseado em exegese cuidadosa das Escrituras. D. Hall (p.53) afirmou no capítulo 2 de Mortenson, que os pais da igreja da Reforma mantinham a visão da criação em 6 dias. Além disso, Thomas Horn, um anglicano, escreveu três longos volumes intitulados “Introduction to the critical Study of the Holy Scriptures”, em 1818. Uma versão condensada publicada em 1827 que foi amplamente utilizada nos seminários também mantinha essa visão. Foi somente após o parecer científico ter mudado no final do século 19 que outras posições de longas eras se desenvolveram para acomodar a visão de longas eras. O escrito de Hall abrange 25 páginas e 116 referências traçando a história da criação de Lutero a Lyell. O Dr. Morris (p.26-32) observa que a maioria dos outros pontos de vista teológicos da criação, com longas eras, tornaram-se populares após as teorias da evolução e do uniformitarismo se tornarem populares e são uma tentativa de fazer a Bíblia se ajustar à ciência. Snelling, na seção sobre geologia,[6] traça a história dessas teorias e como Lyell teve uma agenda prévia para se livrar da geologia bíblica e das catástrofes do dilúvio. É agora evidente que Lyell publicou um relatório falso sobre a taxa de erosão das Cataratas do Niágara, a qual é agora melhor explicada com a cronologia bíblica. [7]

Criacionismo bíblico

O Criacionismo Bíblico é um sistema de crenças com base nas escrituras encontradas na Bíblia, que são validadas pela ciência e pela lógica. Pessoas que mantêm essas crenças têm uma cosmovisão que está em contraste com a perspectiva evolucionista conhecida como Darwinismo. Os criacionistas bíblicos se mantêm com a Bíblia como a inerrante Palavra de Deus, com tudo o que nela há como verdadeiro e historicamente preciso. Fenômenos físicos são interpretados pelos cientistas da criação com base nessa cosmovisão bíblica em vez de no naturalismo ateu que o evolucionismo estabelece. Portanto, a principal diferença entre os evolucionistas e criacionistas é seus pressupostos subjacentes, ou axiomas.

Criacionismo islâmico

O criacionismo islâmico é a crença na criação divina, que confia no Alcorão para insights sobre o início da história da Terra. De um modo geral, os criacionistas islâmicos concordam com os criacionistas bíblicos em relação aos acontecimentos centrais da criação, mas acreditam que Gênesis está corrompido em alguns detalhes.

Referências

  1. Scott, E. C. Evolution Vs. Creationism, An Introduction, Berkeley, Ca. Univ. of California Press, 2009
  2. Morris, John. The Young Earth, Green Forest AK. Master Books 2007, p9
  3. (PCA) REPORT OF THE CREATION STUDY COMMITTEE 1990 http://www.pcahistory.org/creation/report.html
  4. http://www.answersingenesis.org/get-answers/topic/creation-compromises
  5. Mortenson, T. and Ury, T. Coming to Grips With Genesis, Master Books, Green Forest, Ak. 2008, Chap. 14 by T. Ury and Chap. 2 by D. Hall
  6. Snelling, A. Earth's Catastrophic Past, Geology, Creation & the Flood, Vol 1-2 ICR 2010, p.186,479
  7. http://www.answersingenesis.org/creation/v22/i4/niagara_falls.asp http://creationapologetics.net Introduction to Assumptions and Likely Bias