Segunda Guerra Mundial

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Um mapa da frente alemã da Segunda Guerra Mundial, circa 1941-1942. Máxima expansão da ocupação alemã.

A Segunda Guerra Mundial ou a Segunda Grande Guerra, foi uma guerra global que ocorreu entre setembro de 1939 e maio de 1945. Envolveu vários países e suas colônias divididas basicamente entre dois lados: os Aliados e o Eixo. Em muitos aspectos, foi a guerra com o maior impacto na história, com mais de 100 milhões de pessoas que serviram em unidades militares de ambos os lados.

O Eixo

As nações principais do Eixo eram a Alemanha, Itália e Japão. Algumas nações foram aliadas ao eixo em algum ponto na guerra como foi o caso da Hungria, Bulgária, Roménia e Finlândia. De algumas nações também viream tropas para combater pelo eixo numa base voluntária, como foi o caso da legião espanhola, os cossacos e outras tropas que vieram a se alistar na Waffen-SS. Outros estados foram criados como clientes ou estados fantoche como Manchukuo (norte da China), a República Social Italiana (após a rendição da Itália 1943-45), a Croácia (1941-1945) e a Eslováquia.

Os Aliados

As principais nações aliadas eram do Império Britânico, a França, a União Soviética (de 1941) e os Estados Unidos (a partir de dezembro de 1941). Muitas outras nações juntaram-se aos aliados como foi o caso da Polônia, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Iugoslávia (a partir de 1941), Grécia (a partir de 1940), Noruega (a partir de 1940), Holanda (a partir de 1940), Bélgica (a partir de 1940), Tchecoslováquia e Brasil (a partir de 1942). A China já estava em guerra com o Japão desde 1937 antes de se iniciar a Segunda Guerra Mundial, então naturalmente se alinhou ao lado dos Aliados.

O prelúdio da guerra

A Revisão do Tratado de Versalhes

Em março de 1935 Hitler anunciou o alistamento militar obrigatório em uma violação do tratado de Versalhes e um ano depois, em março de 1936, as forças alemães ocuparam a Renânia violando o tratado de Locarno.[1]

Proclamação do Eixo Berlim-Roma

Em novembro de 1936, Benito Mussolini proclama o eixo Roma-Berlim.[2]

A Guerra Civil Espanhola

Pela primavera de 1936 se tornou evidente que um conflito entre as forças de direita e a coalizão de esquerda no governo chamada Frente Popular. Em 19 de Julho, Francisco Franco proclamou a revolução no Marrocos. Foi o início da guerra civil espanhola que durou quase três anos.[3] Em fins de julho, aviões alemães e italianos iniciaram o transporte aéreo do Exército de Franco que se encontrava no Marrocos para o sul da Espanha.[4] Os britânicos e franceses decidiram pela não intervenção. Os soviéticos apoiaram a Frente Popular enquanto os alemães e italianos apoiaram as forças nacionalistas, inclusive com bombardeios em Madrid.[4] Em 1936, o principal objetivo dos nacionalistas era Madrid, a capital espanhola. Em 28 de setembro, os nacionalistas obtiveram uma vitória retumbante de propaganda, levantando o cerco de Toledo.[5] A batalha para Madrid durou 5 meses e veria a primeira derrota séria para as forças de Franco.[5]

Perseguição nazista aos judeus

Em outubro de 1938, os judeus de origem polonesa foram expulsos do território alemão. Em novembro de 1938 os alemães encenaram a o expurgo Kristallnacht, a "Noite dos Cristais" atacando casas, lojas e escritórios judaicos além de sinagogas na Alemanha e na Áustria[2] Este pogrom organizado e sistemático foi aparentemente um ato de retaliação pelo assassinato de um diplomata alemão em Paris por um jovem judeu.[6] Cerca de 7,500 negócios judaicos foram destruídos.[6]

Tratado de Munique

Em 1 de outubro de 1938, devido ao acordo de Munique, feito pelas quatro nações Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália, o exército de Hitler ocupou a região dos Sudetos, região de fronteira da Checoslováquia, cuja população era de língua alemã.[2]

O Tratado de não-agressão Germano-Soviético

Em 23 de agosto de 1939, A Alemanha e a União Soviética assinam o tratado de não-agressão Germano-Soviético, conhecido como pacto Molotov–Ribbentrop. Este era um pacto de não-agressão entre as partes. Com a assinatura deste pacto, Hitler se assegurava de evitar uma luta em duas frentes como havia ocorrido na Primeira Guerra Mundial.

O curso da guerra

A invasão da Polônia

Em 1 de Setembro de 1939 o exército alemão invadiu a Polônia. Dois disa depois a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha.[7] Os alemães simularam um falso ataque de guerrilheiros poloneses como desculpa para o ataque. As 4h45 da madrugada, cinco corpos do exército de Hitler, apoiados pela Luftwaffe, invadiram a Polônia logo após o encouraçado-escola Schleswig-Holstein abrir fogo sobre o forte em Westerplatte em Dantzig.[8]

O conflito russo-finlandês

Entre 1939 e 1940 a União Soviética, após ter ocupado a Polônia em 1939, invadiu a Finlândia. Stalin demandava a anexação de milhares de milhas quadradas do território Finlandês original e o direito a bases no porto de Hango no sul da Finlândia.[5] Os soviéticos tiveram vários reveses a despeito de uma esmagadora superioridade em efetivos. Na batalha de Suomussalmi duas divisões soviéticas foram massacradas.[9] Diversos fatores contribuiram para a má campanha do Exército Vermelho. A atuação dos blindados soviéticos foi pouco expressiva e os finlandeses os atacavam rapidamente com cargas magnéticas, granadas e coquetéis Molotov.[9] O expurgo dos oficiais soviéticos por Stalin foi outro fator que contribuiu. Com a chegada de Timoshenko as unidades soviéticas impuseram sua superioridade. O tratado de paz foi assinado em março de 1940 com perdas territoriais impostas aos finlandeses. Mas não durou muito. Após a invasão da União Soviética, os finlandeses travaram uma guerra de continuação visando restaurar as fronteiras que vigoravam antes da invasão soviética.

A batalha por Berlim

Nos primeiros dias de fevereiro de 1945, os soviéticos alcançaram o rio Oder.[10] No sul, no início de março de 1945, os alemães tentam uma ofensiva final para recapturar Budapeste, mas sem sucesso. Os soviéticos já tinham capturado a Silésia e a Pomerânia no final de março de 1945.[10]

Referências

  1. Minerbi, Alessandra. História Ilustrada do Nazismo. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009. p. 122-123. ISBN 978-85-7635-457-4
  2. 2,0 2,1 2,2 In: Gilbert, Martin. The Ilustrated Atlas of the Jewish Civilization. New York: MacMillan, 1990. p. 166-169. ISBN 0-02-543415-2
  3. In: Azaola, Ramon. Man at War 1914-1945 - The Spanish Civil War: Corporal, Nationalist Infantry. Madrid: DelPrado Publishers, 2000. p. 4. ISBN 84-8372-516-9
  4. 4,0 4,1 Lannon, Frances. Essential Histories - The Spanish Civil War: 1936-1939. Botley, Oxford: Osprey Publishing Limited, 2002. p. 11. ISBN 1-84176-369-1
  5. 5,0 5,1 5,2 Romero, Javier. (2003). "The Spanish Civil War". Strategy & Tactics (219) pp. 6-20. Bakersfield: Decision Games. ISSN 1040-866X.
  6. 6,0 6,1 In: Barnavi, Eli. A Historical Atlas of the Jewish People. New York: Schocken Books, 1992. p. 226. ISBN 0-8052-4127-2
  7. In: Tucker, Spencer C. World War II:A Student Encyclopedia. Santa Barbara, California: ABC-CLIO, 2005. ISBN 1-85109-857-7
  8. Cardona, Gabriel; Vásquez, Juan. Coleção 70º aniversário da 2ª Guerra Mundial. São Paulo: Abril Coleções, 2009. p. 12. vol. 2 - 1939: A Alemanha Domina a Polônia. ISBN 978-85-62605-02-4
  9. 9,0 9,1 Losada, Juan Carlos; Vásquez, Juan. Coleção 70º aniversário da 2ª Guerra Mundial. São Paulo: Abril Coleções, 2009. p. 63-83. vol. 3 - 1939: Finlândia contra URSS: Guerra na Neve. ISBN 978-85-62605-03-1
  10. 10,0 10,1 Ziemke, Earl F. Battle for Berlin:End of the Third Reich. New York: Ballantine Books Inc., 1968.