Homem de Piltdown

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Escavação dos cascalhos de Piltdown em 1911, com Dawson (à direita) e Smith Woodward (centro).

O Homem de Piltdown foi o nome dado a um fóssil hominídeo alegadamente descoberto por um caçador de fósseis amador Charles Dawson. Ele alegou ter encontrado pedaços de um crânio humano em uma cascalheira, em Piltdown, Inglaterra. Ele também alegou que ele encontrou uma mandíbula inferior simiesca com dentes parecidos com os humanos, após escavação adicional. As duas descobertas alegadas foram atribuídas a a mesma pessoa que se dizia ser de pelo menos 500 mil anos de idade. Em 1912 foi anunciado que o elo perdido de Darwin tinha sido encontrado. A descoberta do homem de Piltdown foi anunciada no New York Times, sob o título, "A Teoria de Darwin provou ser verdadeira".

O "achado" foi apresentado em livros didáticos e enciclopédias pelas quatro décadas seguintes a descoberta. Ele recebeu o nome de Eoanthropus dawsoni em honra ao seu descobridor. Os cientistas que trabalharam no fóssil e verificaram a sua autenticidade (Arthur Smith Woodward do Museu Britânico, Arthur Keith, e Grafton Elliot Smith), receberam todos o grau de Cavaleiro. O Museu Britânico exibiu peças de gesso do Homem de Piltdown vistas por milhares de pessoas, o que levou ao ridículo o clero que tinha denunciado a evolução.

Em 1953, os cientistas submeteram os achados à análise química que mostrou que o maxilar de macaco era de origem recente. Uma inspeção de perto também revelou marcas sobre os dentes, que haviam sido reduzidos para fazê-los ficar com aparência mais humana. Além disso, os ossos tinham sido tratados com produtos químicos para aumentar o aspecto da sua idade. Rapidamente se concluiu que a mandíbula tinha sido intencionalmente plantada, e não tinha qualquer semelhança com o crânio humano, que foi mais tarde determinado a ser da Idade Média. Mais tarde, em 1982, o teste de colagénio provou conclusivamente que a mandíbula era de um orangotango.

Ninguém sabe quem perpetuou a fraude, mas um número de suspeitos foi nomeado. Claramente um ardente evolucionista cansado de esperar por evidências de uma elo perdido macaco-humano faltando poderia ter se decidido a tomar o assunto em suas próprias mãos. A correção dos achados levou 40 anos, e manteve-se como "prova" do darwinismo tempo suficiente para enganar toda uma geração.

Descrição do achado em livros da época

Reconstrução do crânio de "homem de Piltdown".

No livro de David Dietz, Professor de Ciências na Universidade de Western Reserve, E.U.A., obtentor do Prêmio Pulitzer de jornalismo, se observa a importância que era dada aos "fósseis" do homem de Piltdown, mesmo reconhecendo a enorme controvérsia já existente na época:

"O Dr. Gerrit S. Miller, Jr. - curador da divisão de mamíferos do Museu Nacional dos Estados Unidos, organizou recentemente um resumo das opiniões concernentes aos fósseis do homem antigo. Seus estudos revelaram que as opiniões são numerosas enquanto os fósseis são infelizmente poucos. Afirmou que existem somente dois que podem ser considerados como elos que faltam, isto é, criaturas que podem ser olhadas como os antepassados do homem. Um consta de crânios, dentes e fêmures encontrados em Trinil, Java, constituindo o homem de Java ou 'Pitecanthropus'. O outro compõe-se de crânio, mandíbulas e ossos nasais, achados em Piltdown, Sussex, na Inglaterra e pertencentes ao chamado homem de Piltdown ou 'Eanthropus'."[1]

Ainda comentando sobre o trabalho de reconstrução, Dietz cita:

"As reconstruções de maior êxito foram as do prof. J. H. MacGregor, da Universidade de Colúmbia. Sua reconstrução do homem de Java mostra-nos uma sorte de homem, meio homem, meio macaco, com testa fugitiva, espessas sobrancelhas, nariz chato com narinas largas e queixo mal delineado. Sua reconstrução do homem de Piltdown mostra-nos um homem mais aperfeiçoado, com a testa ligeiramente mais alta, nariz meio achatado e um queixo mais forte."[1]

Referências

  1. 1,0 1,1 Dietz, David. História da Ciência. 2ª ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1946. p. 354-356.

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