Imprinting genômico

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Esquema ilustrando o imprinting genômico (impressão genômica).

O imprinting genômico ou impressão genômica ou ainda Imprinting parental é o fenômeno que ocorre quando a expressão de um gene depende dele ser herdado do pai ou da mãe de modo que se a cópia herdada da mãe é ativa a do pai é silenciosa e vice-versa.[1]

Como organismos diplóides, os mamíferos têm duas cópias de cada gene. Um conjunto é herdado do pai e outro conjunto é herdado da mãe. Em um cenário interessante, alguns genes são expressos apenas de um dos pais. Em outras palavras, o gene para esse conjunto particular é herdado de uma versão "silenciada" de um progenitor e uma versão ativa do outro progenitor.[2]

Este exemplo de herança epigenética é baseada na metilação do ADN. A cópia do gene silenciada é metilada e a cópia gene ativo não é. A metilação do ADN é um caminho para a célula distinguir entre dois conjuntos de informação genética que podem ser idênticos à parte de entre os grupos metílicos.[1] Hoje se pensa que 80 desses genes silenciados existem no genoma de mamíferos localizados principalmente em diversos conjuntos distintos cromossomais.[3]

Referências

  1. 1,0 1,1 Alberts, Bruce; Johnson, Alexander; Lewis, Julian; Raff, Martin; Roberts, Keith; Walter, Peter. Biologia Molecular da Célula. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 468-469 p. ISBN 978-85-363-2066-3
  2. Hunter, Philip (24 de maio de 2008). What genes remember. Prospect Magazine. Página visitada em 13 de junho de 2013.
  3. Karp, Gerald. Cell and Molecular Biology: Concepts and experiments. 5ª ed. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons, 2008. p. 530-531. ISBN 978-0-470-04217-5