Batista

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Acredita-se que esta seja a primeira igreja batista na América, construída em Providence, RI, 1774-1775.

Batista é um termo que descreve os indivíduos pertencentes a uma igreja batista ou uma denominação batista. A fé leva o seu nome a partir da convicção de que os seguidores de Jesus Cristo são ordenados a ser imersos na água como uma demonstração pública de sua fé. O termo batista tem suas origens com os anabatistas do século 16. Os batistas enfatizam um batismo de um crente por imersão total, que é realizado depois de uma profissão de fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Um sistema de governo congregacional dá autonomia para as igrejas locais individuais Batistas, que às vezes são associadas em organizações como a Convenção Batista do Sul. Historicamente, os batistas também têm desempenhado um papel fundamental na idéia de separação entre igreja e estado. No final de 1990, havia aproximadamente 43 milhões de batistas em todo o mundo, com cerca de 33 milhões no Estados Unidos. No Brasil, a Convenção Batista Brasileira tem mais de 1 milhão e trezentos mil fiéis.[1].

Crenças

Os batistas crêem em uma igreja composta somente de indivíduos regenerados ou convertidos, isto é, pessoas que tiveram uma experiência pessoal da religião Cristã. O termo teológico é uma igreja reunida: Os indivíduos aderem voluntariamente seguindo o arrependimento dos pecados e de afirmação da fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Isso está em contraste com uma igreja do estado, em que todos os que nascem num determinado território geográfico e recebem os sacramentos tornam-se membros automaticamente, ou uma igreja em que os bebês que são batizados são considerados membros. A convicção dos Batistas sobre a adesão de membros regenerados, até mais do que sua crença no batismo dos por imersão, levou cedo à sua perseguição.

A ênfase Batista sobre o batismo dos crentes, por imersão e não por aspersão ou afusão, implica maturidade suficiente para tomar uma decisão religiosa e é uma rejeição específica do batismo infantil. Os batistas sentem que as crianças não têm a compreensão do arrependimento e da fé e, conseqüentemente, reservam esta ordenança até um momento de compreensão (geralmente início da adolescência ou depois), quando se juntar à igreja será por escolha pessoal e, portanto, mais significativa. Além disso, os batistas acreditam que não existe precedente bíblico para o batismo de crianças. O modo de imersão é usado porque a maioria segue de perto o exemplo de Jesus quando ele foi batizado por João Batista no rio Jordão e porque corresponde simbolicamente com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus bem como com o simbolismo paulino da "morte" da velha natureza egoísta e a "ressurreição" do indivíduo, novo altruísta. Os batistas, entretanto, não consideram o batismo um sacramento pelo qual a graça especial é recebida, mas sim, eles vêem como uma ordenança pela qual se faz a confissão pública de uma fé já recebida. Além da ordenança do batismo, os batistas também observam a ordenança da Ceia do Senhor, ou comunhão; muitas congregações a fazem no primeiro domingo de cada mês. Eles interpretam isso como uma experiência memorável.

Princípios Batistas

Os princípios batistas são linhas mestras de interpretação da fé cristã que distinguem os batistas das demais denominações.[2] São eles:

  • A autoridade das escrituras.
  • A competência do indivíduo.
  • O livre exame e a livre interpretação das escrituras.
  • A salvação pela graça.
  • A Igreja como uma associação voluntária de crentes.
  • As duas ordenaças: batismo de regenerados e ceia.
  • A liberdade religiosa.

História

A primeira igreja batista Inglêsa surgiu em Amsterdã dentre os separatistas e centrada sobre John Smyth, um graduado de Cambridge.[3] Embora os batistas já existissem nas colônias americanas desde o século XVII, foi o Grande Despertar que os galvanizou em uma força poderosa e proselitista. Junto com os metodistas, os batistas se tornaram nos primeiros anos do século XIX, as principais denominações protestantes no sul e oeste dos Estados Unidos. Os batistas diferem de outros grupos protestantes, oferecendo o batismo (por imersão), apenas para aqueles que tenham sido submetidos a uma experiência de conversão, as crianças são, portanto, excluídas do sacramento, um problema que gerou enorme controvérsia com outros cristãos.[4]

Referências

  1. Portal batista - Quem somos. Página visitada em 28 de Julho de 2012.
  2. Landers, John. Teologia dos Princípios Batistas. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987. CDD 286.001
  3. Latourette, Kenneth Scott. A History of Christianity:Reformation to the Present. Peabody, MA: Prince Press, 1997. p. 818. 2 vol. vol. 2. ISBN 1-56563-329-6
  4. Religion and Founding of the American Republic - II. Religion in Eighteenth-Century America. Página visitada em 30 de Julho de 2012.

Referências relacionadas

Ver também