Peroxissomo

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Diagrama de uma célula animal típica (eucariota). Organelas:(1) nucléolo (2) núcleo (3) ribossomo (4) vesícula (5) retículo endoplasmático rugoso (ER) (6) aparelho de Golgi (7) citoesqueleto (8) retículo endoplasmático liso (9) mitocôndria (10) vacúolo (11) citoplasma (12) lisossoma (13) centríolos

Peroxissomos (ou Peroxissomas ou ainda microcorpos) são organelas celulares multifuncionais que podem conter mais de 50 enzimas envolvidas em diversas atividades.[1] Peroxissomos e lisossomas (ou lisossomos) são muitas vezes referidos como o sistema de eliminação de lixo. Ambas as organelas são um pouco esféricas, ligadas por uma única membrana, e ricas em enzimas digestivas, proteínas naturais que aceleram processos bioquímicos. Por exemplo, os lisossomas podem conter mais de três dezenas de enzimas para degradar proteínas, ácidos nucleicos, e determinados açúcares chamados polissacarídeos. Todas essas enzimas funcionam melhor a um baixo pH, reduzindo o risco de que essas enzimas venham a digerir sua própria célula devendo de alguma forma, escapar do lisossoma. Aqui podemos ver a importância por trás da compartimentalização da célula eucariótica. A célula não poderia abrigar tais enzimas destrutivas se não estivessem contidos em um sistema ligado à membrana.[2]

Uma função do lisossoma é digerir bactérias externas, que invadem a célula. Outras funções incluem a ajudar a reciclar proteínas receptoras e outros componentes de membrana e organelas degradantes desgastadas como as mitocôndrias. Lisossomos podem até mesmo ajudar a reparar danos à membrana plasmática, servindo como um remendo de membrana, selando a ferida.[2]

Peroxissomos funcionam livrando o corpo de substâncias tóxicas, como peróxido de hidrogênio, ou outros metabolitos e contêm enzimas envolvidas com a utilização de oxigênio. Números elevados de peroxissomas podem ser encontrados no fígado, em que os subprodutos tóxicos são conhecidos por se acumular. Todas as enzimas encontradas numa peroxissoma são importadas do citosol. Cada enzima transferida para um peroxisoma tem uma sequência especial no fim da proteína, chamada sinal de endereçamento peroxisomal ou PTS, que permite que a proteína venha a ser tomada pela organela, onde, em seguida, funcionam de modo a libertar a célula dos tóxicos substâncias.[2]

Peroxissomos, muitas vezes se assemelham a um lisossomo. No entanto, peroxissomas são auto-replicantes, ao passo que os lisossomas são formados no complexo de Golgi. Peroxissomas também têm proteínas de membrana que são críticas para várias funções, tais como para a importação de proteínas para os seus interiores e para proliferar e segregar em células filhas.[2]

Referências

  1. Karp, Gerald. Cell and Molecular Biology:Concepts and Experiments. 5ª ed. New Jersey: John Wiley, 2008. p. 207. ISBN 978-0-470-04217-5
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 What is a Cell? by the National Center for Biotechnology Information

Ver também