Instinto

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Reflexo de agarrar de um bebê de 5 meses.

Instinto ou comportamento inato é a inclinação inerente de um organismo vivo, para um comportamento particular. Em outras palavras, o instinto é um padrão de comportamento biologicamente herdado.[1] Muitos animais apresentam padrões maravilhosamente complexos e eficientes, tais como a corte ou o cuidado para com a prole. Esses padrões de comportamento são definidos pelos genes, eles não precisam de ser aprendidos.[1] Jesus menciona o cuidado dos pais para com os filhos. Ele ressalta que mesmo o homem sendo mau, "sabe" dar boas coisas aos seus filhos:

"Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?" - Mateus 7:11

Comportamento inato

Papa-amoras-cinzento (Sylvia curruca) no Keoladeo National Park, Rajasthan, India.

Comportamento inato é uma ferramenta excelente que atende de forma eficiente as necessidades da espécie em ambientes em que esta espécie vive normalmente.[1] Por exemplo, um inseto construindo um ninho parece altamente competente e sábio, e não há a necessidade deste comportamento ser aprendido.[1] O papa-amoras-cinzento (Sylvia curruca) é um pássaro comum que se reproduz na Europa temperada (exceto a parte sudoeste) e na Ásia ocidental e central, mas passa os invernos na África. Os pássaros adultos deixam para trás suas aves jovens e decolam para a África. A nova geração faz a mesma viagem semanas mais tarde através de milhares de quilômetros de território nunca antes voado para se juntar aos seus pais.[2] As informações para este vôo são instintivas. Outro magnífico exemplo é a tarambola-dourada-siberiana (Pluvialis dominica fulva ou Charadrius fulvus). Essas aves migram do Alasca para passar o inverno do norte, no Havaí. A jornada de migração, sem paradas, leva cerca de 88 horas por mais de 2485 milhas (4000 km). Como o pássaro sabe a rota de migração? Não há explicações convincentes que não a obra do Criador.[3] Outras façanhas surpreendentes de migração que podem ser citadas são: a tarambola dourada norte-americana (Nominatrasse),a narceja japonesa (Capella hardtwickii), o andorinhão-mongol (Chaetura caudacuta) entre outros.[3]

Darwin e o instinto

Darwin considerava a evidência de instinto avançado em animais, mesmo os recém-nascidos, e/ou com expectativa de vida mais jovens, um enigma sério para a sua teoria da evolução; uma de seus quatro principais pontos fracos.[4] O evolucionista Michael Ruse admite que um maravilhoso exemplo encontrado na natureza, que deu a Darwin muito o que pensar foi a capacidade esplêndida das abelhas em preparar suas células hexagonais em suas colméias.[5] Darwin dedicou todo o Capítulo VII, "Instinto Selvagem", em "A Origem das Espécies", a resolução deste problema.[6]

Sociobiologia

A partir do trabalho do lançamento do livro de Edward O. Wilson, "Sociobiology: The New Synthesis" a sociobiologia ganhou reconhecimento. Para esta corrente, na qual podemos incluir Richard Dawkins, autor do livro "The Selfish Gene" (O Gene Egoísta)[7], os genes desempenham um papel definitivo no comportamento humano e que as características tais como a agressividade podem ser explicadas pela biologia, mais particularmente a genética. Este campo gerou séria oposição mesmo entre os darwinistas como Richard Lewontin,[8][9] Stephen Jay Gould,[10][11] e Niles Eldredge.[12]


Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 Dobzhansky, Theodosius. Evolution, Genetics, & Man. New York: John Wiley & Sons, 1967. p. 339-344. Library of Congress Catalog Card Number:55-10868
  2. Huse, Scott M. The Collapse of Evolution. 3ª ed. Grand Rapids, Michigan: Baker Books, 1997. ISBN 0-8010-5774-4
  3. 3,0 3,1 Gitt, Werner. In the Beginning was Information:A Scientist explains the Incredible Design in Nature. Green Forest, AR: Master Books, 2005. p. 248-251. ISBN 978-0-89051-461-0
  4. Darwin, C.R. (1859). On the Origin of Species p. 6. Página visitada em 18 de agosto de 2012.
  5. Ruse, Michael. Darwinism Defended:A Guide to the Evolution Controversies. Reading, Massachusetts: Addison-Wesley Publishing Company, 1982. p. 190. ISBN 0-201-06273-9
  6. Darwin, C.R. (1859). On the Origin of Species p. 208. Página visitada em 18 de agosto de 2012.
  7. Dawkins, Richard. The Selfish Gene. London/Toronto: Granada Publishing Limited, 1982. ISBN 0-586-08316-2
  8. Lewontin, Richard C. Biology as Ideology. New York: HarperCollins Publishers, 1992. Capítulo: All in the Genes?, p. 17-37. ISBN 0-06-097519-9
  9. Lewontin, Richard C.; Rose, Steve; Kamin, Leon J. Not in Our Genes. New York: Pantheon Books, 1984. ISBN 0-394-72888-2
  10. Gould, Stephen Jay. Hen's Teeth and Horse's Toes. New York: W.W.Norton & Company, 1983. Capítulo: 13 - What Happens to Bodies if Genes Act for Themselves?, p. 166-176. ISBN 0-393-30200-8
  11. Sterelny, Kim. Dawkins vs. Gould:Survival of the Fittest. Cambridge: Icon Books, 2007. ISBN 978-1840467-80-2
  12. Eldredge, Niles. Why we do it: Rethinking Sex and the Selfish Gene. New York: W. W. Norton. ISBN 0-393-32695-0