Eletroforese em gel

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Esta caixa cheia de líquido e alimentada por uma fonte de energia é usada ​​para eletroforese em gel.

Eletroforese em gel ou Electroforese em gel é uma técnica de separação de moléculas (tais como proteínas, ADN, ou fragmentos de ARN) de acordo com o tamanho e que envolve a migração de partículas em um determinado gel durante a aplicação de uma diferença de potencial.[1] As moléculas de ADN linear são separadas de acordo com o tamanho, quando submetidas a um campo elétrico por meio de uma matriz de gel.[2] Esta técnica permite aos biólogos medir o tamanho dos fragmentos de ADN sem os sequenciar uma vez que, como a velocidade de migração é uma função do tamanho do fragmento, a medida das distâncias de migração permite se estimar estes tamanhos.[3] Os sistemas de seqüenciamento em gel utilizam fontes de alta tensão (1500-3000V).[4] Após a electroforese se completar, as moléculas de ADN podem ser visualizadas por coloração do gel com corantes fluorescentes, como brometo de etídio.[2] A primeira vez que a eletroforese em gel foi aplicada na genética populacional foi em 1966 por Lewontin e Hubby.[5]

Funcionamento

Os ácidos nucleicos apresentam um esqueleto fosfodiéster significando que eles carregam numerosos grupos fosfato carregados negativamente, de modo que, quando presentes em um campo elétrico eles tenderão a migrar para a direção do eletrodo positivo.[6] Ao migrar por um gel poroso, as moléculas de ácidos nucleicos podem ser separadas de acordo com o tamanho.[6] As moléculas a ser classificadas são dispensadas ​​em um poço ou câmara no material de gel. O gel é colocado numa câmara de electroforese, o qual é então ligado a uma fonte de alimentação.

Preparação para a realização da eletroforese

Quando a corrente elétrica é aplicada, as moléculas de maiores dimensões se movem mais lentamente através do gel, enquanto que as moléculas menores movem mais rapidamente.

Após a realização da eletroforese os fragmentos estão separados conforme o tamanho.

Após a eletroforese ter se completado, as moléculas no gel podem ser tingidas com corante para torná-las visíveis. O ADN pode ser visualizado usando-se o brometo de etídio, que, quando intercalado no ADN, fica fluorescente sob a luz ultravioleta.

Após a coloração com brometo de etídio e uso de luz ultra-violeta.

Tipos de gel

A eletroforese em gel é uma técnica utilizada para separar moléculas de ADN, ARN, ou proteínas. As bandas de DNA vistas aqui são visíveis através da coloração com brometo de etídio e visualização sob luz ultra-violeta.
  • Agarose
  • Poliacrilamida
  • Amido

Ver também

Referências

  1. Conoley, Chris; Hills, Phil. Chemistry. 3ª ed. London: Harper Collins Publishers, 2008. p. 377. ISBN 978-0-00-726748-4
  2. 2,0 2,1 Watson, James D.; Baker, Tania A.; Bell, Stephen P.; Gann, Alexander; Levine, Michael; Losick, Richard. Molecular Biology of the Gene. 5ª ed. San Francisco, CA: Pearson, Benjamin Cummings, 2004. p. 648. ISBN 0-8053-4635-X
  3. Pevzner, Pavel A.. Computational Molecular Biology: An Algorithmic Approach. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 2000. p. 273. ISBN 0-262-16197-4
  4. Alphey, Luke. DNA Sequencing: From Experimental Methods to Bioinformatics. New York: Springer/Bios Scientific Publishers, 1997. p. 53-62. ISBN 0-387-91509-5
  5. Lester, Lane P.; Bohlin Raymond G.. The Natural Limits to Biological Change. 2ª ed. Dallas, Texas: Probe Books, 1989. p. 61. ISBN 0-945241-06-2
  6. 6,0 6,1 Strachan, Tom; Read, Andrew P. Human Molecular Genetics. 4ª ed. New York: Garland Science, 2011. p. 204-205. ISBN 978-0-8153-4149-9