Pool genético

De CriaçãoWiki, a enciclopédia da ciência da criação.
O pool genético de algumas raças de cães, evidenciando o pool genético limitado de uma das raças, a Brittany Spaniel, como exemplo

O pool genético, fundo genético ou pool de genes[nota 1] de um tipo ou população é o conjunto completo de alelos únicos que podem ser encontrados no material genético de cada um dos indivíduos vivos dessa espécie ou população. Outra definição semelhante estabelece que pool de genes é a totalidade dos genes de uma determinada população sexual.[1][2] O pool genético para o locus A consiste de todos os alelos para esse locus na população. A frequência gênica do alelo A1 é a proporção de todos os alelos no pool genético que são A1.[3]

Relação do pool genético com a seleção natural

Um pool de genes grande indica maior diversidade genética, que é associada com a capacidade das populações de poder sobreviver a episódios de intensa seleção. Por outro lado, uma menor diversidade genética pode resultar em uma maior probabilidade de extinção diante de episódios intensos de seleção.

Puros sangue

Gato abissínio puro sangue

Puros sangue são variedades cultivadas de uma espécie animal, obtidas através do processo de reprodução seletiva. Se a linhagem de um animal de raça pura é registrada, o referido animal é dito ter um pedigree. Como a produção de raças pura cria um pool genético limitado, os animais de raça pura também são suscetíveis a uma ampla gama de problemas de saúde congênitos. A reprodução a partir de um pool genético muito pequeno, especialmente com endocruzamento, pode levar à transmissão de características indesejáveis ​​ou até mesmo à um colapso de uma população de raça, devido à depressão por endogamia.

Origem da diversidade dos grupos étnicos humanos

Depois do dilúvio, quando diversas línguas vieram a existir, os grupos que falavam a mesma língua se afastaram dos outros grupos. Desse modo, o pool genético de um grupo específico encolheu dramaticamente à medida que esse grupo já não trocava genes com as demais populações humanas e se mantinha em relativo isolamento. Uma endogamia mais próxima ocorreu, e as características do tempo foram enfatizadas nesses diferentes grupos.[4]

Adão e Eva

Adão e Eva possuíam os genes para produzir prole negra, morena, asiática e branca (e tudo o mais no meio), já que obviamente Deus desejava que a humanidade fosse diversa na aparência.[4][5]

Especiação e evolução

Culex pipiens

Especiação dentro dos tipos criados pode ser explicada por deriva genética reduzindo o pool genético. A especiação ocorre não pelo aumento da diversidade da população, mas pela perda de heterozigosidade em populações isoladas. Nos casos em que a especiação pode ter sido observada, o conjunto de genes foi na verdade reduzido e não foi observada a emergência de novos alelos. Um exemplo disso foi observável no mosquito do metrô de Londres onde ocorreu uma heterozigosidade substancialmente reduzida nas populações subterrâneos dos mosquitos Culex pipiens.[6]

Os evolucionistas, com sua definição flexível de evolução, citam esse exemplo como evidência da evolução. Mas ver variações no pool genético, especificamente perda de heterozigocidade, não é suficiente ou serve para explicar a evolução da matéria inanimada para as espécies existentes, formando uma ancestralidade comum. Na verdade, os criacionistas não duvidam da "mudança na frequência dos genes com o tempo" ou "descendência com modificação", mas o que os criacionistas não veem nesses exemplos é um único caso de informação genética acrescentada.[7]

Notas

  1. De acordo com Ernst Mayr, a frase “pool de genes” para os genes encontrados em uma população é um pouco enganosa. Os genes não estão nadando em um "pool", mas estão linearmente dispostos nos cromossomos - citado em Mayr, Ernst. What Evolution is. New York: Basic Books, 2001. p. 105-106. ISBN 0-465-04425-5. De acordo com o ateu Richard Dawkins, a metáfora em que o termo se baseia é uma metáfora feliz, como está dito em seu livro 'The Extended Phenotype' pois de-enfatiza o fato inegável de que os genes realmente andam em corpos discretos, e enfatiza a ideia de genes fluindo sobre o mundo como um líquido. Em: Dawkins, Richard. The Extended Phenotype. Oxford: Oxford University Press, 1982. p. 287. ISBN 0-19-286088-7

Referências

  1. Futuyma, Douglas J.. Evolution. Sunderland, Massachusetts: Sinauer Associates, Inc, 2005. p. 548. ISBN 978-0-87893-187-3
  2. Meyer, Stephen C.; Nelson, Paul A.; Moneymaker, Jonathan; Minnich, Scott; Seelke, Ralph. Explore Evolution: The Arguments For and Against Neo-Darwinism. Malvern, Victoria: Hill House Publishers, 2009. p. 146. ISBN 978-0-947352-41-6
  3. Strachan, Tom; Read, Andrew P. Human Molecular Genetics. 4ª ed. New York: Garland Science, 2011. p. 84. ISBN 978-0-8153-4149-9
  4. 4,0 4,1 What is the origin of the different races?. Página visitada em 26 de maio de 2012.
  5. Adam + Eve = All skin tones?. Página visitada em 26 de Maio de 2012.
  6. Byrne K, Nichols RA. (1999). "Culex pipiens in London Underground tunnels: differentiation between surface and subterranean populations". Heredity 82 (1): 7–15. DOI:10.1038/sj.hdy.6884120. PMID 10200079.
  7. Sarfati, Jonathan. The Greatest Hoax on Earth?. Atlanta, Georgia: Creation Book Publisher, 2010. p. 24;44. ISBN 978-0-949906-73-1

Ligações externas