Ovo

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Perfil esquemático de um ovo: 1. Casca 2. Membrana externa 3. Membrana interna 4. Calaza 5. Albumina exterior (altamente líquida) 6. Albumina média ou clara (alta viscosidade) 7. Membrana vitelina (gema) 8. Núcleo de Pander 9. Disco germinativo ou Blastoderma 10. Gema amarela 11. Gema branca 12. Albumina interior (altamente líquida) 13. Calaza 14. Câmara de Ar 15. Cutícula

Em biologia o ovo é o zigoto dos animais. É uma célula que se forma após a fusão do núcleo do óvulo com o núcleo do espermatozoide por cariogamia. Durante a fertilização de um óvulo por um espermatozóide, os cromossomos do progenitor masculino não se fundem ou se misturam com os cromossomos do progenitor feminino, mas sim coexistem no ovo fecundado.[1]

Os ovos de mamíferos estão entre os menores do reino animal.[2] O ovo do avestruz é o maior ovo conhecido atualmente pesando 1,5 kg (3,3 lb).

A primeira descoberta de uma casca de ovo de dinossauro ocorreu em 1859 por um sacerdote francês, padre Pouech.[3] A melhor informação e mais abundante sobre a reprodução dos dinossauros vem de ovos e sua disposição geral em relação aos outros ovos.[3]

Mistério

Para a biologia, o desenvolvimento de um corpo inteiro a partir de um ovo ainda é um mistério. Eldedge, afirma:

"E este permanece talvez o mais incrível, e ainda incompletamente resolvido mistério de toda a biologia: Como pode um único óvulo fertilizado ... desenvolver em tal complexo, mas finamente integrado, sistema de duas centenas de tipos diferentes de células, cada uma realizando um função especializada como constituintes de toda a sorte de tecidos e órgãos? Não há nenhum problema em se multiplicar através da divisão celular, mas não somos um gigantesco bilhão de células de ovos fertilizados."[4]

Ninhos

Ninho de ovos de avestruz

Os avestruzes colocam seus ovos em ninhos comunitários de forma interessante. O macho dominante e a fêmea principal são os únicos que desempenham um papel no processo de incubação e estranhamente, a fêmea principal, ao que parece, é capaz de dizer quais ovos são dela e é capaz de reorganizar os ovos para que os dela sejam sempre cobertos. Contudo em um estudo realizado por Bertram em 57 ninhos de avestruzes ele observou que as fêmeas principais empurraram para fora do centro do ninho alguns ovos de fêmeas secundárias mas em um dos cinco ninhos ele observou que um dos ovos empurrados para fora do centro do ninho era da própria fêmea principal.[5]

Anel de guano ao redor do "ninho" da patola-de-pés-azuis

Há muitos formatos de ninhos não convencionais. Nas ilhas Galapagos, por exemplo a patola-de-pés-azuis, uma espécie de sulídeo estabelece um anel de guano ao redor de um local, marcando o seu "ninho".[6]

Existem também aves que agem como parasitas de ninhos. O cuco-canoro (Cuculus canorus) é uma ave que em vez de construir ninho, deposita os seus ovos nos ninhos de outras aves. [7]

Na Bíblia

A palavra ovo (Hebraico: ביצ, Bêtsâ) significa brancura e aparece na Bíblia apenas na forma plural (ביצים, Bêtsîm).[8] Ovos são mencionados em alguns livros da Bíblia. Deuteronomio 22:6 proíbe se tirar um pássaro sentado sobre seus ovos ou jovens.[9] Isaías 34:15 menciona os ovos da coruja em seu ninho. Isaías 59:5 menciona ovos de basilisco. Jó 39:14 menciona ovos de avestruz. Segundo o Judaísmo os ovos são kosher se são de aves permitidas, e estes se distinguem dos ovos não-kosher por serem pontudos em um dos lados e terem a gema cercada pela clara.[10]

Oócitos no estágio final no ovário de um caranguejo

Referências

  1. Mayr, Ernst. What Evolution Is. New York: Basic Books, 2001. p. 92. ISBN 0-465-04425-5
  2. Strachan, Tom; Read, Andrew P. Human Molecular Genetics. 4ª ed. New York: Garland Science, 2011. p. 148. ISBN 978-0-8153-4149-9
  3. 3,0 3,1 In: Paul, Gregory S. The Scientific American Book of Dinosaurs: The Best Minds in Paleontology Create a Portrait of the Prehistoric Era (em inglês). New York: Byron Preiss Visual Publications/St. Martins Griffin, 2000. p. 283. ISBN 0-312-31008-0
  4. Eldredge, Niles. Why We Do It: Rethinking Sex and the Selfish Gene. New York: W. W. Norton, 2004. p. 102. ISBN 0-393-32695-0
  5. Bertram, Brian C. R. The Ostrich Communal Nesting System. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1992. p. 110-114. ISBN 0-691-08785-7
  6. Gould, Stephen Jay. Hen's Teeth and Horse's Toes. New York: W. W. Norton, 1983. p. 48. ISBN 0-393-30200-8
  7. Futuyma, Douglas J.. Evolution. Sunderland, Massachusetts: Sinauer Associates, Inc, 2005. p. 436. ISBN 978-0-87893-187-3
  8. In: Douglas, J.D.; Tenney, Merril C. The New International Dictionary of the Bible. Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1987. 1162 p. p. 293. ISBN 0-310-33190-0
  9. Unger, Merrill F. In: Harrison, R. K.. The New Unger´s Bible Dictionary. Chicago: Moody Press, 1988. p. 334. ISBN 0-8024-9037-9
  10. Unterman, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. 278 p. p. 199. ISBN 85-7110-243-0

Referências relacionadas

Ver também

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