Gregory Chaitin

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Gregory John Chaitin também conhecido como Gregory Chaitin ou ainda Gregório Chaitin (nascido em Nascido::15 Novembro, 1947) é um renomado matemático e cientista da computação argentino-americano. Gregory Chaitin é autodidata e deu sua primeira contribuição à matemática ainda quando era adolescente.[1]

Gregory John Chaitin
Room F108, Coppe/UFRJ
P. O. Box 68507
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Cep: 21.945-972
Email: gjchaitin@gmail.com
Web site www.umcs.maine.edu/~chaitin/

Gregory John Chaitin
Thomson Laboratory of Mass Spectrometry
83 Thoreau Court
Yorktown Heights
New York
Estados Unidos da América
Zipcode: 10598
Fone: 1 914 245 2261
Email: gjchaitin@gmail.com
Web site www.umcs.maine.edu/~chaitin/

Biografia

Vida acadêmica e contribuições

De uma família de origem judaica, ele frequentou o Bronx High School of Science e o City College of New York[2], onde ele (ainda com 18 anos) desenvolveu as teorias que levaram à sua descoberta independente da complexidade de Kolmogorov.[3][4][5] Ray Solomonoff havia elaborado propostas relacionadas em 1960 de forma que esta teoria também é conhecida como a Teoria de Chaitin-Kolmogorov-Solomonoff.[6] Em suas afirmações Chaitin e Kolmogorov argumentaram que a complexidade é aliada a compressibilidade e depois no comprimento, um conceito de contagem simples.[2] Outro matemático talentoso que elaborou seus trabalhos no City College of New York foi o lógico polonês-americano Emil Post.[2]

Nos anos 1960, Chaitin fez contribuições para a teoria da informação algorítmica e metamatemática, em particular um novo teorema da incompletude, se contrapondo ao teorema da incompletude de Gödel.

Chaiting desenvolve um algoritmo de alocação de registros para coloração de grafos bottom-up, que utiliza uma métrica heurística de custo/grau. Em 1981 ele publica um artigo sobre o algoritmo (conhecido comoalgoritmo de Chaitin). Em 1982 Chaitin publica uma extensão deste artigo apresentando o algoritmo no simpósio 1982 SIGPLAN Symposium on Compiler Construction.

Chaitin definiu a constante Chaitin Ω, um número real cujos dígitos são equi-distribuídos, e que é descrito informalmente por vezes como uma expressão da probabilidade de que um programa aleatório será interrompido. Ω tem a propriedade matemática que é decidível mas não computável.

A partir de 2009, Chaitin trabalha em um novo campo, a metabiologia, onde estuda a teoria da evolução dos softwares artificiais em contraposição ao à evolução do "software natural". Fruto deste trabalho, em 2012 Chaitin publicou o livro "Proving Darwin: Making Biology Mathematical". Em seu prefácio Chaitin destaca que a provocação para a criação da metabiologia foi o livro de seu amigo David Berlinski The Devil's Delusion que oferece uma contundente crítica ao Darwinismo.[7] Mesmo discordando de suas proposições, Gregory Chaitin mantém uma atitude de respeito para com os proponentes do Design inteligente o que, em absoluto, não é lugar comum entre outros adversários do DI.

O prof. Gregory Chaitin tem dois doutorados Honoris Causa: o primeiro outorgado na área de ciências em 1995 na Universidade do Maine e o segundo na área de filosofia e humanidades em 2009 na Universidad Nacional de Córdoba, argentina. Em 2002 ele recebeu o título de professor honorário da Universidade de Buenos Aires na Argentina. Ele é um ex-pesquisador do Thomas J. Watson Research Center da IBM e agora é um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro no Brasil.

Vida Pessoal

Gregory Chaitin é casado com Virginia Maria Fontes Gonçalves Chaitin,[8] Doutora em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Virginia cursa o pós-doutorado em Metabiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob orientação do Professor Ricardo Silva Kubrusly e co-orientacão do Professor Gregório Chaitin.

Bibliografia

  • Information, Randomness & Incompleteness (World Scientific, 1987) [1]
  • Algorithmic Information Theory (Cambridge University Press, 1987) online
  • Information-Theoretic Incompleteness (World Scientific, 1992) online
  • The Limits of Mathematics (Springer-Verlag, 1998),
  • The Unknowable (Springer-Verlag, 1999),
  • Exploring Randomness (Springer-Verlag, 2001),
  • Conversations with a Mathematician (Springer-Verlag, 2002),
  • From Philosophy to Program Size (Tallinn Cybernetics Institute 2003),
  • Meta Math!: The Quest for Omega (Pantheon Books, 2005) (reeditado na Grã-Bretanha como Metamaths: The Quest for Omega, Atlantic Books, 2006),
  • Teoria algoritmica della complessità (G. Giappichelli Editore 2006),
  • Thinking about Gödel & Turing (World Scientific, 2007),
  • Mathematics, Complexity and Philosophy (Editorial Midas 2011),
  • Gödel's Way (CRC Press, 2012),
  • Proving Darwin: Making Biology Mathematical (Pantheon Books, 2012).

Referências

  1. Ivanissevich, Alicia; Vieira, Cássio Leite. (2008). "O Inventor do Ômega". Ciência Hoje 43 (253): 6-9. ISSN 0101-8515.
  2. 2,0 2,1 2,2 Berlinski, David. The Deniable Darwin & Other Essays. Seattle, WA: Discovery Institute Press, 2009. p. 151-152. ISBN 978-0-9790141-2-3
  3. Li, Ming; Vitanyi, Paul M.B.. An Introduction to Kolmogorov Complexity and Its Applications. 2ª ed. New York: Springer, 1997. p. 92. ISBN 978-0-38794868-3
  4. Chaitin, G. J.. (Outubro de 1966). "On the Length of Programs for Computing Finite Binary Sequences". Journal of the ACM 13 (4): 547–569. DOI:10.1145/321356.321363.
  5. Dewdney, A.K.. The New Turing Omnibus: 66 excursions in Computer Science. New York: Owl Books, 1993. p. 51. ISBN 978-0-8050-7166-5
  6. Dembski, William A.. No Free Lunch: Why Specified Complexity Cannot Be Purchased without Intelligence. Lanham, Maryland: Rowman & Littlefield, 2002. p. 58-62. ISBN 978-0-7425-5810-6
  7. Chaitin, Gregory. Proving Darwin: Making Biology Mathematical. New York: Pantheon Books, 2012. p. xv. ISBN 978-0-375-42314-7
  8. Chaitin, Gregory. Demostrando a Darwin:La Biología en Clave Matemática. Tusquets Editores. Página visitada em 24 de fevereiro de 2013.

Ligações externas