Materialismo
O materialismo é uma filosofia dominante na visão de mundo ateísta, estipulando que o universo é composto apenas de matéria. Não há outra substância na realidade do espaço-tempo, há apenas o mundo externo empiricamente derivado. Tudo, desde estados psicológicos a mentais ou a pensamentos dentro da mente, até as causas e efeitos e ações ou atividades dos seres humanos, são completamente físicos e materiais no nível fundamental. Isso pode ser caracterizado como uma crença na matéria eterna em vez de em um eterno Deus defendido pelo teísmo, isto é, a matéria impessoal é tudo o que sempre existiu e existirá.
O proeminente biólogo evolucionista Richard Lewontin declarou candidamente o seguinte a respeito do materialismo na filosofia da ciência, bem como a atitude geral da visão materialista:
| “ | Tomamos o lado da ciência, a despeito do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso em cumprir muitas de suas promessas extravagantes de saúde e vida, apesar da tolerância da comunidade científica para infundadas histórias "é assim mesmo", porque temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo nos obriguem a aceitar uma explicação material do mundo fenomenal, mas, pelo contrário, que somos forçados por nossa adesão a priori a causas materiais a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzem explicações materiais, não importa o quão contra intuitivas, não importa o quão místicas para os não iniciados. Além disso, esse materialismo é absoluto, pois não podemos permitir um Pé Divino na porta.[1] | ” |
Tipos de Materialismo
Materialismo reducionista
Existem dois tipos de materialismo reducionista, eles são a teoria da identidade e o funcionalismo. Cada um tenta descrever a mente ou estados mentais em termos não-mentais. A filosofia materialista fundamentando a neurociência se estende a uma filosofia da ciência geral em relação ao problema da mente-cérebro (mente-corpo) de modo que o materialismo informa tanto a ciência como a neurociência dos teóricos da identidade.
Teoria da identidade
É a teoria da identidade que postula que pensamentos e estados mentais são meros produtos da neurofisiologia. Tudo o que o teórico da identidade acredita é determinado unicamente por neurônios disparando no cérebro. Isso é verdade em relação a qualquer tipo de pensamento mental, como se você acha que aviões podem voar, ou se você acha que há uma Disneylândia na Flórida. Onde no cérebro os neurônios estão ativos no exato momento em que uma pessoa processa os pensamentos mentais é uma identidade formada. Os teóricos da identidade estão comprometidos com o fato de que a medida que a ciência, especificamente a neurociência, progride, ela só vai revelar conexões mais fortes na relação entre estados mentais e o cérebro, que é essencialmente o que eles argumentaram filosoficamente por muitos anos.
As identidades são compreendidos através da analogia e de outras ferramentas construtivas dentro da linguagem e são consideradas como metafisicamente necessárias (ver: Metafísica), de acordo com os teóricos da identidade.[2]
Evolução
O materialismo postula uma explicação material para todos os fenômenos. No contexto do evolucionismo, o materialismo tenta encontrar uma explicação física e naturalística para a existência do universo em seu estado atual.
O materialismo está sempre presente no evolucionismo, ao menos inconscientemente, sendo na verde o próprio cerne do evolucionismo naturalista. A humanidade tem tido uma inclinação para essa filosofia desde o jardim do Éden, mas foi só com a popularização do modelo evolutivo das origens que ela foi amplamente percebida como um ponto de vista legítimo.
Implicações
O materialismo não oferece nenhuma esperança real. Malcolm Forbes disse: "O que morre com mais brinquedos ganha," mas descobriu que "o que morre com mais brinquedos" ainda assim morre. Outros materialistas procuram viver para o dia: "Coma, beba e seja feliz, porque amanhã você pode morrer" é sobre o melhor que um materialista pode fazer. A vida de um homem não é a soma dos seus bens. Mesmo colocando o corpo na equação, o materialismo ainda não faz sentido.
Referências
- ↑ Lewontin, Richard. Billions and Billions of Demons, New York Review (9 de janeiro de 1997): p 31.
- ↑ John W. Carroll e Ned Markosian, An Introduction to Metaphysics (Cambridge University Press 2010), pg. 146. Ele afirma: "É importante ter em mente algo que é extraordinário sobre isso: identificações/reduções do mental ao neurofisiológico. Eles são entendidos como sendo necessariamente verdade, isto é, verdade em todos os mundos possíveis."
Ligações externas
- Materialism pelo AllAboutPhilosophy
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