A coagulação sanguínea é irredutivelmente complexa (Talk.Origins)
Afirmação CB200.2:
A bioquímica da coagulação sanguínea é irredutivelmente complexa, indicando que ela deve ter sido projetada.
Fonte:
- Behe, Michael J. 1996. Darwin's Black Box, New York: The Free Press, pp. 74-97.
Resposta da CreationWiki:
(citações do Talk.Origins em azul)
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1. O sistema de coagulação sanguínea parece ser agregado usando-se quaisquer pontes poliméricas longas que estiverem à mão. Há muitos exemplos de sistemas complicados feitos de componentes que têm papéis úteis mas completamente diferentes em diferentes componentes. Há também evidência de que os genes para a coagulação sanguínea (na verdade, o genoma inteiro) duplicaram duas vezes no curso de sua evolução (Davidson et al. 2003). A duplicação de partes e co-opção de partes com diferentes funções supera o "desafio" da complexidade irredutível evoluir gradualmente. |
Isso está baseado em estudos que assumem a evolução em suas conclusões, em nenhum lugar eles demonstram que tal processo pode realmente acontecer. Embora a duplicação e co-opção de partes iriam realmente ajudar, isso não resolve o desafio da complexidade irredutível evoluir gradualmente. O organismo ainda precisa ter todas as partes certas juntas no mesmo lugar e corretamente montadas. O problema não é abordado pelo Talk Origins.
2. A coagulação sanguínea não é irredutivelmente complexa. Alguns animais -- golfinhos, por exemplo -- se dão bem sem o fator de Hagemann, um componente do sistema de coagulação sanguínea humano que Behe inclui em sua complexidade "irredutível". Doolittle e Feng (1987) previram que vertebrados "inferiores" não teriam a "via de contato" da coagulação sanguínea. Trabalhos sobre os genomas do peixe baiacu e do peixe-zebra já confirmaram isso
- Isso pareceria simplesmente mostrar que golfinhos e outros animais que não têm o fator de Hageman têm uma química de coagulação sanguínea que é diferente da dos humanos. Isso não é nenhuma surpresa de uma perspectiva da criação, particularmente dado o fato de que golfinhos vivem na água enquanto os humanos vivem em terra.
- O máximo que isso mostra é que Behe errou nesse ponto em particular.
- O fato de que alguns animais não precisam do fator de Hageman para a coagulação sanguínea não diz nada em relação aos humanos. Se os humanos pudessem ficar bem sem ele, então o Talk Origins teria um ponto, mas caso contrário o fator de Hageman ainda poderia ser parte da complexidade irredutível do sangue humano.
A Resposta de Behe a essa Objeção
Na verdade, essa objeção ao argumento de Behe para a complexidade irredutível da cascata da coagulação sanguínea é totalmente irrelevante. No caso Kitzmiller v. Dover, Behe, em seu testemunho, lidou explicitamente com essa "refutação" como expressada pelo Dr. Ken Miller. Aqui está a porção relevante do testemunho de Behe, começando na página 25, linha 9, até a página 30, linha 5 (R = Behe):
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Assim, essa objeção nem sequer lida com o caso de Behe para a CI da cascata da coagulação sanguínea; ela erra totalmente o alvo. Como Behe aponta em seu testemunho, ele limitou expressamente o seu argumento no livro A Caixa Preta de Darwin a um setor específico dessa via bioquímica. Essa refutação ostensiva a Behe aborda um setor completamente diferente; um setor que Behe excluiu explicitamente do seu caso para a CI da cascata.
Se os Darwinistas desejam refutar Behe, precisam abordar o caso que ele realmente faz ao invés de uma deturpação dele. Como está, a atribuição de Behe de CI à cascata de coagulação permanece de pé – ilesa por esses ataques mal direcionados e irrelevantes.
3. A complexidade irredutível não é um obstáculo à evolução e não implica em planejamento.
Essa afirmação é tapeação, sendo baseada numa lógica falha.
Isso inclui a demanda impossível de que os que mantêm a posição de que a complexidade irredutível implica em planejamento refutem todos os cenários evolutivos possíveis, mesmos os que não foram inventados ainda.