A coagulação sanguínea é irredutivelmente complexa (Talk.Origins)

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Afirmação CB200.2:

A bioquímica da coagulação sanguínea é irredutivelmente complexa, indicando que ela deve ter sido projetada.

Fonte:

Resposta da CreationWiki:

(citações do Talk.Origins em azul)

1. O sistema de coagulação sanguínea parece ser agregado usando-se quaisquer pontes poliméricas longas que estiverem à mão. Há muitos exemplos de sistemas complicados feitos de componentes que têm papéis úteis mas completamente diferentes em diferentes componentes. Há também evidência de que os genes para a coagulação sanguínea (na verdade, o genoma inteiro) duplicaram duas vezes no curso de sua evolução (Davidson et al. 2003). A duplicação de partes e co-opção de partes com diferentes funções supera o "desafio" da complexidade irredutível evoluir gradualmente.

Isso está baseado em estudos que assumem a evolução em suas conclusões, em nenhum lugar eles demonstram que tal processo pode realmente acontecer. Embora a duplicação e co-opção de partes iriam realmente ajudar, isso não resolve o desafio da complexidade irredutível evoluir gradualmente. O organismo ainda precisa ter todas as partes certas juntas no mesmo lugar e corretamente montadas. O problema não é abordado pelo Talk Origins.

2. A coagulação sanguínea não é irredutivelmente complexa. Alguns animais -- golfinhos, por exemplo -- se dão bem sem o fator de Hagemann, um componente do sistema de coagulação sanguínea humano que Behe inclui em sua complexidade "irredutível". Doolittle e Feng (1987) previram que vertebrados "inferiores" não teriam a "via de contato" da coagulação sanguínea. Trabalhos sobre os genomas do peixe baiacu e do peixe-zebra já confirmaram isso

  1. Isso pareceria simplesmente mostrar que golfinhos e outros animais que não têm o fator de Hageman têm uma química de coagulação sanguínea que é diferente da dos humanos. Isso não é nenhuma surpresa de uma perspectiva da criação, particularmente dado o fato de que golfinhos vivem na água enquanto os humanos vivem em terra.
  2. O máximo que isso mostra é que Behe errou nesse ponto em particular.
  3. O fato de que alguns animais não precisam do fator de Hageman para a coagulação sanguínea não diz nada em relação aos humanos. Se os humanos pudessem ficar bem sem ele, então o Talk Origins teria um ponto, mas caso contrário o fator de Hageman ainda poderia ser parte da complexidade irredutível do sangue humano.

A Resposta de Behe a essa Objeção

Na verdade, essa objeção ao argumento de Behe para a complexidade irredutível da cascata da coagulação sanguínea é totalmente irrelevante. No caso Kitzmiller v. Dover, Behe, em seu testemunho, lidou explicitamente com essa "refutação" como expressada pelo Dr. Ken Miller. Aqui está a porção relevante do testemunho de Behe, começando na página 25, linha 9, até a página 30, linha 5 (R = Behe):

  • P. -- e Doolittle e Davidson, et al, para argumentar contra a complexidade irredutível do sistema de coagulação sanguínea. Você concorda com sua avaliação desses estudos?

  • R. Não, eu não concordo.

  • P. E você tem alguns diagramas para explicar isso mais profundamente, senhor?

  • R. Sim, eu tenho. Este é um slide da apresentação do Professor Miller mostrando um trabalho de Jiang e Doolittle. E ele também mostra um diagrama da cascata da coagulação sanguínea. E note novamente, é uma via ramificada com a via intrínseca e a via extrínseca. E o Professor Miller faz o ponto de que em estudos de sequenciamento de DNA de algo chamado de peixe baiacu, em que o DNA inteiro de seu genoma foi sequenciado, e os cientistas procuraram genes que podem codificar os primeiros componentes da via intrínseca, eles não foram achados.
    E assim o Professor Miller demonstrou isso -- se você puder clicar para iniciar a animação -- o Professor Miller demonstrou isso tendo esses três componentes apagados em branco. Apesar disso, peixes baiacu têm um sistema de coagulação funcional. E assim o Professor Miller argumentou que isso é evidência contra a complexidade irredutível.

    Mas eu discordo. E a razão de eu discordar é que eu fiz algumas distinções cuidadosas no livro A Caixa Preta de Darwin. Eu fui muito cuidadoso em especificar exatamente o que eu estava tratando, e o Professor Miller não foi tão cuidadoso assim em interpretá-lo. No livro A Caixa Preta de Darwin, no capítulo sobre a cascata da coagulação sanguínea, eu escrevo que, uma diferença é que a via de controle para a coagulação do sangue se divide em duas. Potencialmente, então, há duas maneiras possíveis para acionar a coagulação.

    A importância relativa das duas vias em organismos vivos é ainda obscura. Muitos experimentos sobre coagulação sanguínea são difíceis de se realizar. E eu vou em frente para explicar por que elas devem ser obscuras. E então eu continuo no próximo slide. Por causa dessa incerteza, eu disse, vamos, deixando de lado o sistema antes da bifurcação na via, onde alguns detalhes são menos bem conhecidos, o sistema de coagulação do sangue se encaixa na definição de complexidade irredutível. E eu notei que os componentes do sistema para além da bifurcação na via são o fibrinogênio, a protrombina, o fator de Stuart, e a proacelerina. Assim, eu estava focando em uma parte em particular da via, como eu tentei deixar claro no livro A Caixa Preta de Darwin. Se pudermos passar para o próximo slide. Esses componentes que eu estava focando estão aqui abaixo, nas partes mais baixas da via. E eu também circulei aqui, para ilustração, a via extrínseca. Acontece que a via pode ser ativada por uma das duas direções. E assim eu me concentrei nas partes que estavam próximas do ponto comum após a bifurcação.

    Assim se você puder, acho, avançar um slide. Se você se concentrar nesses componentes, um número desses componentes são alguns que foram experimentalmente desligados, como o fibrinogênio, a protrombina, e o fator de tecido. E se formos ao próximo slide, eu tenho setas vermelhas apontando para esses componentes. E você vê que eles caem todos na área da cascata da coagulação do sangue para a qual eu estava restringindo especificamente o meu argumento. E se você desligar esses componentes, na verdade, a cascata da coagulação sanguínea está quebrada. Assim a minha discussão de complexidade irredutível foi, eu tentei ser preciso, e o meu argumento, o meu argumento é apoiado experimentalmente.

  • P. Agora só por uma questão de analogia para talvez ajudar a explicar mais a fundo. Isso seria semelhante a, por exemplo, uma lâmpada tendo dois interruptores, e o sistema de coagulação sanguínea que você se foca seria a lâmpada, e essas vias intrínsecas e extrínsecas seriam dois interruptores para ligar o sistema?

  • R. Isso mesmo. Você pode ter dois interruptores. Se um interruptor foi quebrado, você ainda poderia usar o outro. Então, sim, essa é uma boa analogia.

  • P. Assim o Dr. Miller está se focando no interruptor da lâmpada, e você estava se focando na lâmpada?

  • R. Praticamente, sim.

  • P. Acredito que temos outro slide que o Dr. Miller usou, eu acho, para apoiar sua afirmação, para a qual você tem algumas dificuldades, isso está correto?

  • R. Sim, isso mesmo. O Professor Miller mostrou essas duas figuras de Davidson, et al, e de Jiang, et al, Jiang e Doolittle, e disse que as sugestões podem ser testadas por análise detalhada dos componentes da via de coagulação. Mas o que eu quero apontar é que sempre que você vê diagramas de ramificação como este, especialmente que têm pequenos nomes que você não pode reconhecer neles, um está tratando de comparações de sequências, comparações de sequências de proteínas, ou comparações de sequências de nucleotídeos de DNA. Como eu indiquei em meu testemunho ontem, essas comparações de sequências simplesmente não falam à questão de se mutações randômicas e seleção natural podem construir um sistema. Por exemplo, como eu disse ontem, as sequências das proteínas no sistema de secreção tipo III e o flagelo bacteriano são todos bem conhecidos, mas as pessoas ainda não podem decifrar como tal coisa poderia ter sido agregada. As sequências de muitos componentes da cascata de coagulação sanguínea estiveram disponíveis por um tempo e estiveram disponíveis a Russell Doolittle quando ele escreveu seu ensaio no Boston Review. E elas ainda foram inúteis para tentar decifrar como vias darwinianas poderiam agregar um sistema complexo. E como citamos ontem, na declaração especialista do Professor Padian, ele indica que dados de sequência molecular simplesmente não podem dizer o que foi um estado ancestral. Ele pensa que evidência fóssil é necessária. Assim, o meu ponto geral é que, embora tal dado seja interessante, e embora tal dado possa parecer a um não especialista no campo que ele pode explicar algo, apesar disso, tal dado é irrelevante à questão de se o mecanismo darwiniano de mutação randômica e seleção natural pode explicar sistemas complexos.

  • P. Assim, é sua opinião, então, a cascata da coagulação sanguínea é irredutivelmente complexa?

  • R. Sim, ela é.

Assim, essa objeção nem sequer lida com o caso de Behe para a CI da cascata da coagulação sanguínea; ela erra totalmente o alvo. Como Behe aponta em seu testemunho, ele limitou expressamente o seu argumento no livro A Caixa Preta de Darwin a um setor específico dessa via bioquímica. Essa refutação ostensiva a Behe aborda um setor completamente diferente; um setor que Behe excluiu explicitamente do seu caso para a CI da cascata.

Se os Darwinistas desejam refutar Behe, precisam abordar o caso que ele realmente faz ao invés de uma deturpação dele. Como está, a atribuição de Behe de CI à cascata de coagulação permanece de pé – ilesa por esses ataques mal direcionados e irrelevantes.

3. A complexidade irredutível não é um obstáculo à evolução e não implica em planejamento.

Essa afirmação é tapeação, sendo baseada numa lógica falha.

Isso inclui a demanda impossível de que os que mantêm a posição de que a complexidade irredutível implica em planejamento refutem todos os cenários evolutivos possíveis, mesmos os que não foram inventados ainda.

Referências