Clorofila

De CriaçãoWiki, a enciclopédia da ciência da criação.
Modelo com espaços preenchidos da molécula de clorofila.
Legenda:
verde-claro: Magnésio
azul: Nitrogênio
vermelho: Oxigênio
preto: Carbono
branco: Hidrogênio

Clorofila é um pigmento verde encontrado em cianobactérias e cloroplastos das algas e plantas. O nome é derivado a partir das palavras do grego χλωρος, chloros ("verde") e φύλλον, phyllon ("folha"). Plantas com folhas verdes e algas usam a clorofila para potencializar a fotossíntese, a síntese de moléculas complexas, como os açúcares a partir de carbono, água e luz solar. A clorofila é uma porfirina, como a hemo, um cofator da proteína hemoglobina, o pigmento nas células vermelhas do sangue. A clorofila é uma porfirina de magnésio ao passo que a hemo é uma porfirina de ferro.[1] Até recentemente, havia apenas quatro tipos conhecidos de clorofila, denominadas a, b, c, e d, com a maioria das plantas produzindo clorofila do tipo a.[2] A clorofila do tipo a absorve luz azul (centrada em 465 nm) e a luz vermelha (centrada em 665 nanômetros) mas reflete a luz verde permitindo que as folhas tenham sua coloração verde.

As clorofilas dos tipos b e c são muito parecidas com a clorofila do tipo a. A clorofila do tipo d é encontrada em certas cianobactérias e, especialmente, absorve a luz mais avermelhada centrada a 697 nanómetros. Recentemente, um novo tipo de clorofila, chamado clorofila f, foi encontrada em estromatólitos australianos, possivelmente em uma cianobactéria. Esta clorofila f especialmente absorve luz nas proximidades do espectro infravermelho em 706 nanómetros.[3]

Algumas bactérias possuem pigmentos que são como a clorofila, mas não são utilizados para quebrar moléculas de água e gerar oxigênio. Alguns pesquisadores ficaram surpresos que a nova clorofila era capaz de fornecer energia suficiente para quebrar as moléculas de água em hidrogênio e oxigênio, pois o comprimento de onda mais comprido, mais vermelho, significa que a luz é menos energética.

Fotossíntese

O processo de conversão de energia começa quando um fóton excita uma molécula de clorofila, fazendo com que elétrons passem de uma órbita molecular para outra de energia mais elevada.[4] A molécula excitada tende a voltar rapidamente a seu estado original, não excitado. Isto pode acontecer através da conversão da energia em calor adicional (ou uma parte do mesmo em fluorescência), através da transferência de energia para a clorofila vizinha ou através da transferência de eletróns de alta energia para uma outra molécula próxima sendo que os dois últimos mecanismos de transferência são utilizados na fotossíntese.[4]

Referências

  1. Freedman, Jeffrey C. In: Sperelakis, Nicholas. Cell Physiology Sourcebook: A Molecular Approach (em inglês). 3ª ed. San Diego, California: Academic Press, 2001. Capítulo: 1:Biophysical Chemistry of Physiological Solutions, p. 11. ISBN 0-12-656977-0
  2. Chlorophyll Gets and 'f' by Rachel Ehrenberg. Science News. Web edition : Thursday, August 19th, 2010. Accessed 21 August 2010.
  3. Chlorophyll Gets and 'f' by Rachel Ehrenberg. Science News. Web edition : Thursday, August 19th, 2010. Accessed 21 August 2010.
  4. 4,0 4,1 Alberts, Bruce; Johnson, Alexander; Lewis, Julian; Raff, Martin; Roberts, Keith; Walters, Peter. Molecular Biology of the Cell. 5ª ed. New York and London: Garland Science, 2008. p. 847-848. ISBN 0-8153-4105-9

Ver também