Fósseis são datados pelas camadas; camadas são datadas pelos fósseis (Talk.Origins)

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Artigo Resposta
Este artigo (Fósseis são datados pelas camadas; camadas são datadas pelos fósseis (Talk.Origins)) é uma resposta a uma réplica de uma reivindicação criacionista publicada pelo Talk.Origins Archive sob o título Index to Creationist Claims (Índice de Reivindicações Criacionistas).


Alegação CC310:

Fósseis são usados para determinar a ordem e as idades dos estratos nos quais são encontrados. Mas a ordem dos fósseis em si é baseada na ordem dos estratos e na suposição da evolução. Portanto, usar a progressão fóssil como evidência para a evolução é raciocínio circular.

Fonte:


Resposta da CreationWiki: (citações da Talk.Origins em azul)

1. Muitos estratos não são datados por fósseis. Idades relativas de estratos (seja camadas mais antigas ou mais jovens que outras) são determinadas principalmente por quais estratos estão acima de outros. Alguns estratos são datados de forma absoluta através da datação radiométrica. Esses métodos são suficientes para determinar uma grande parte da estratigrafia.

O que o Talk.Origins negligencia em dizer é que todos esses métodos de datação são subordinados à datação pelos fósseis. Ou seja, sempre que a sobreposição estratigráfica, a datação radiométrica ou qualquer outro método de datação discorda dos fósseis, a idade baseada nos fósseis sempre vence.

  • Se a sobreposição estratigráfica diz que um fóssil de T-rex é mais antigo do que o fóssil de um trilobita, isso é chamado um overthrust.
  • Se a datação radiométrica coloca um fóssil como muito jovem ou muito antigo, a idade radiométrica é descartada como resultado de contaminação.

Isso não é de forma alguma um evento isolado. Acontece o tempo todo em geocronologia.

A história evolutiva biológica, especialmente para o tempo Fanerozoico, tem nos dado não apenas os meios principais de correlação de tempo, mas as bases da escala estratigráfica tradicional progressiva singular.

Harland, W.B.; R.L. Armstrong; A.V. Cox; L.E. Craig; A.G. Smith; and D.G. Smith, 1990, "A Geologic Time Scale 1989," Cambridge University Press, Cambridge

Alguns fósseis são vistos ocorrendo apenas em certos estratos. Tais fósseis podem ser usados como fósseis índice. Quando esses fósseis existem, eles podem ser usados para determinar a idade do estrato, porque os fósseis mostram que os estratos correspondem a estratos que já foram datados por outros meios.

Essa noção é aceita inquestionavelmente pelos evolucionistas mas absolutamente nenhuma evidência objetiva é jamais apresentada para prová-la. Na verdade, isso é exatamente o mesmo tipo de raciocínio circular que está no cerne da crítica criacionista. Quando você usa qualquer fóssil para determinar os estratos da rocha, torna-se impossível testar a pressuposição de que os fósseis em questão são restritos a certos estratos.

2. A coluna geológica, incluindo as idades relativas dos estratos e dos fósseis dominantes dentro de vários estratos, foi determinada antes da teoria da evolução.

Embora a coluna geológica preceda a teoria da evolução de Darwin, a noção de que toda a vida evoluiu de um ancestral comum precede Darwin, voltando pelo menos até a Grécia antiga. A contribuição de Darwin foi conectar a ideia à seleção natural, fornecendo uma teoria que soa científica. Em última análise, a coluna geológica é baseada nessa ideia de equivalência de tempo de fósseis, e quando a coluna geológica foi desenvolvida, ideias evolucionistas pré-Darwin formaram a base para o seu tempo equivalente de fósseis. Hoje, é a teoria da evolução de Darwin que fornece a base para o tempo equivalente de fósseis. Assim, sendo que o tempo equivalente dos fósseis é a base da coluna geológica, pode-se dizer com precisão que a evolução é a base da coluna geológica.