Dilúvio local

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O dilúvio detalhado em Genesis 6-8 é tido por alguns como um dilúvio local ou regional que foi enviado por Deus para destruir toda a humanidade. Esse dilúvio é tradicionalmente interpretado como sendo global em magnitude, mas muitos acreditam que ele foi simplesmente um evento regional. Este ponto de vista regional, é comumente mantido pelos criacionistas conhecidos como criacionistas progressivos ou dia-era.

Suporte histórico

Bíblico

Na Bíblia Hebraica original, ao contrário de traduções para o português, o relato do dilúvio no Genesis é ambíguo sobre se o dilúvio foi universal. Ele afirma que "a terra estava coberta" e "a vida morreu." Mas em nenhum lugar do hebraico é explicitamente declarado que a inundação cobriu a Terra inteira, nem que toda a vida morreu no dilúvio. No entanto, os defensores do dilúvio global argumentam que frases como "Sob o céu inteiro," "toda a carne," e "Apenas Noé e aqueles na arca permaneceram" dá indicação forte para a universalidade do dilúvio.[1]

Na Bíblia, ele afirma "Vimos também os Nefilins, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós e a eles." - (Números 13:33 ). Se os filhos de Enaque são descendentes dos Nefilins, e viveram depois do dilúvio, então parece que alguns dos Nefilins devem ter sobrevivido ao dilúvio. No entanto, o versículo em Números foi um relatório de espiões, e pode ter sido figurativo e não necessariamente preciso genealogicamente. Ou pode haver diferentes grupos conhecidos pelo nome de "Nefilim," com o mencionado em números sem relação com aquele em Gênesis.

Em outras autoridades antigas

Além disso, muitos historiadores antigos reconheceram o dilúvio de Noé, mas alegaram que era regional: "Há uma grande montanha na Arménia, ao longo de Mínias, chamada Baris, em que se relatou que muitos dos que fugiram no momento do dilúvio foram salvos; e que aquele que foi conduzido em uma arca veio na costa sobre a parte superior dela; e que os restos da madeira eram excelentes enquanto preservados. Este pode ser o homem sobre o qual Moisés, o legislador dos judeus escreveu." — Nicolaus de Damasco, citado em Josefo, Antiguidades Judaicas, I:5:95.

Possíveis localizações

Planícies da Mesopotâmia

Harun Yahya, um criacionista Islâmico, argumenta que o dilúvio de Noé (Nuh) ocorreu nas planícies da Mesopotâmia. Ele rejeita a historicidade de Gênesis, alegando que ele está muito corrompido, e baseia seu relato do Dilúvio exclusivamente no Corão, que não faz nenhuma reivindicação explícita sobre se a inundação cobriu toda a Terra ou não. Ele cita a escavação arqueológica da cidade de Ur por Sir Leonard Woolley, que mostrou forte evidência de uma inundação maciça em torno de 3000 aC.[2] No entanto, ele não explica como houve um "lugar elevado" (as montanhas do Ararate de acordo com Gênesis, e o Monte Judi segundo o Alcorão) para a arca poder descansar na planície da Mesopotâmia, nem explica por que Deus achou necessário ter Nuh construído a arca e armazenar os animais se eles poderiam simplesmente ter viajado 100 milhas para evitar a inundação. Por fim, a evidência encontrada por Woolley de uma inundação local em Ur e outras cidades da Mesopotâmia não é prova de que não ocorreu outra inundação que de fato cobriu o resto do mundo.

Mar Negro

Mar Negro

Referências