Arqueologia

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Furos de pólo marcados de uma antiga fazenda no sítio arqueológico perto de Deventer, Holanda

Arqueologia (do Grego: ἀρχαιολογία, archaiologia, – Grego: ἀρχαῖος, arkhaios, significando "antigo"; e Grego: -λογία, logia significando "estudo de, discurso"), é o estudo da atividade humana no passado. Em outras palavras, a arqueologia é o estudo da antiguidade.[1] Outra definição encontrada é que a arqueologia é o estudo de restos do material de culturas passadas dentro de seus contextos escavados.[2] A arqueologia é, portanto, preocupada com a gama da experiência humana passada. Ela lida com questões como a forma como os seres humanos se organizaram em grupos sociais, como eles exploraram os seus arredores, o tipo de comida que comiam, suas crenças, etc ..

Métodos

A arqueologia como ciência, tem um sistema onde uma investigação arqueológica geralmente envolve itens distintos:

Pesquisa de campo

A pesquisa de campo é a localização dos sítios promissores, com base em estudos históricos e geológicos, pesquisas aéreas e imagens de satélite tentando localizar sistematicamente sítios previamente desconhecidos em uma determinada região.

Organizando expedições

Expedições são organizadas com pessoas qualificadas na liderança, pessoal de apoio (cozinheiros, motoristas), preparação de posições para os campos, logística, equipamentos fotográficos, veículos de transporte, armazéns, etc ..

Delimitando a área

Nesta fase, os arqueólogos delimitam a área a ser examinada e acampamento estabelecido. A área a ser examinada é dividida.

Escavação e mapeamento

A escavação é a fase mais cara da pesquisa arqueológica, em termos relativos. As escavações começam com picaretas, enxadas, serras, furadeiras elétricas, material coletado, classificação e armazenamento de itens descobertos. Os materiais são selecionados para análise em laboratório e testes por técnicos de diferentes especialidades. A escavação continua em camadas (estratificação), que muitas vezes passam de uma civilização para outra. Características escavadas no local são normalmente escavadas em porções para produzir uma seção arqueológica visível para o registro. A posição em que os artefatos são descobertos também é importante. Isso permite que o arqueólogo possa deduzir quais os artefatos e os recursos eram utilizados em conjunto. Assim, as áreas escavadas são cuidadosamente mapeadas. No final do projeto as escavações são novamente preenchidas com terra e cobertas de vegetação apropriada para o local.

Manuseio cuidadoso dos artefatos

Todo o material recolhido nas escavações é examinado pelas métodos possíveis, se necessário. Tudo é gravado na história da escavação, incluindo fotos. Os materiais são selecionados e classificados.

A análise laboratorial

Os artefatos que requerem maior atenção são enviados para o laboratório. Análises químicas são feitas ou outros tipos de análises. Se necessário, especialistas de outras áreas, como biólogos, antropólogos e historiadores são convocados.

Documentação

Finalmente, os relatórios são preparados e artigos e livros são escritos. Estes relatórios geralmente incluem todos os detalhes gravados, incluindo diagramas e fotografias. Os relatórios são altamente técnicos, visando a especialistas da área. Os livros podem ter uma linguagem mais popular, a fim de divulgar os resultados.

História e Desenvolvimento

A Pedra de Roseta, no Museu Britânico.

Ciriaco de' Pizzicolli ou Cyriacus of Ancona (Nascido::Julho 31, 1391Morto::1453/55) Foi um humanista italiano que viajou por todo o Mediterrâneo Oriental, anotando suas descobertas arqueológicas em seu livro Commentaria, que eventualmente foi expandido numa obra de seis volumes. Depois de traduzir a inscrição do Arco do Triunfo de Trajano, Ciriaco decidiu dedicar o resto de sua vida a promover o estudo do passado.[3] Ele tem sido chamado de o pai da arqueologia. A arqueologia moderna pode-se dizer que começou em 1798, quando as ricas antiguidades do vale do Nilo foram abertas para estudo científico pela expedição de Napoleão Bonaparte.[4] Nesta expedição foi a descoberta da Pedra de Roseta por um de seus soldados.[2] O francês Jean-François Champollion (Nascido::1790-Morto::1832) usou sua inscrição bilíngüe para decifrar os hieróglifos egípcios em 1822, depois de trabalhar por 14 anos.[5] Por volta de 1836, Jaches Boucher de Perthes começou a coletar cabeças de machado e ossos de mamíferos extintos perto do rio Somme e concluiu, através da análise das ferramentas, da existência de homens muito antigos.[3]

Arqueologia bíblica

A arqueologia bíblica é um campo mais restrito do que a arqueologia em geral e lida com registros antigos relacionados sobre a Bíblia e sua mensagem.[4] A metodologia científica da arqueologia bíblica é a mesma da arqueologia em geral. Não existe uma ciência especial ou técnica disponível para o estudioso bíblico.[1] O estudo da Arqueologia Bíblica é uma ajuda importante para a compreensão correta da Bíblia, uma vez que dá uma descrição das terras da Bíblia e dos costumes sociais, civis e religiosos, dos personagens bíblicos.[6]

Arqueólogos

Arqueólogos estudam as culturas humanas do passado, incluindo os restos dos artefatos, edifícios e monumentos que as pessoas fizeram, os ambientes em que viveram, suas ferramentas, seus objetos cerimoniais e os restos das próprias pessoas.

Referências

  1. 1,0 1,1 In: Douglas, J.D.; Tenney, Merril C. The New International Dictionary of the Bible. Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1987. p. 75. ISBN 0-310-33190-0
  2. 2,0 2,1 Bard, Kathryn A. An Introduction to Archaeology of Ancient Egypt. Malden, MA: Blackwell Publishing, 2007. p. 5. ISBN 978-1-4051-1149-2
  3. 3,0 3,1 Thomas, David Hurst. Archaeology. 3ª ed. South Melbourne, Victoria, Australia: Wadsworth/Thomsom Learning, 1998. p. 2-28. ISBN 0-15-501369-6
  4. 4,0 4,1 Unger, Merrill F. In: Harrison, R. K.. The New Unger´s Bible Dictionary. Chicago: Moody Press, 1988. p. 93-94. ISBN 0-8024-9037-9
  5. Renfrew, Colin; Bahn, Paul G. Archaeology: Theories Methods and Practice. 3ª ed. [S.l.]: Thames & Hudson, 2000. ISBN 0-500-28147-5
  6. Berkhof, Louis. Biblical Archaeology. 3ª, revisada ed. Grand Rapids, Michigan: Smitter Book Company, 1928. p. 17.

Ligações externas